Programação

 

 

26 de janeiro a 2 de fevereiro – Esporte tem ciência

 Por trás dos momentos de magia e emoção das manifestações esportivas, existe uma intensa atividade científica. A educação física está cada vez mais organizada academicamente – e já começa a ser identificada como Motricidade Humana ou Cinesiologia. A aplicação da bioquímica e da biomecânica são exemplos da contribuição da ciência que se refletem no esporte de alto desempenho. Sem falar nos avanços nas técnicas de treinamento e no desenvolvimento de novos equipamentos. Com a ajuda da ciência o homem desafia constantemente seus próprios limites, batendo recordes e superando desafios. Algumas vezes usando novas substâncias, o que é proibido e acaba motivando cientistas a criarem métodos cada vez mais eficazes para barrar o uso do doping.

Participantes: Francisco Radler, professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Química, pós-doutor em Síntese Orgânica e Geoquímica Molecular, é benemérito da Confederação Brasileira de Futebol pela contribuição ao controle de doping no esporte. Coordena o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ, um dos três únicos laboratórios credenciados no hemisfério sul pelo Comitê Olímpico Internacional para análises de controle de dopagem no esporte. Luiz Cláudio Cameron, nutricionista, mestre e doutor em Química Biológica pela UFRJ, é o pesquisador responsável pelo Laboratório de Bioquímica de Proteínas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde estuda a relação das células musculares esqueléticas com os exercícios físicos. Também é consultor do Comitê Olímpico Brasileiro e responsável pelo Departamento de Bioquímica, Biologia Celular e Nutrição Esportiva do Laboratório Olímpico. Danielli Braga de Mello, graduada em Educação Física pela UFRJ, é mestre em Ciências da Motricidade Humana e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, além de professora da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na área de fisiologia do exercício. Luiz Alberto Batista, também originário da Educação Física, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. É coordenador do Laboratório de Biomecânica e Comportamento Motor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde é professor, pesquisador e orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas.

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2 a 8 de fevereiro –  Inclusão no novo mundo digital

Ir ao caixa eletrônico e passar o cartão na máquina é algo aparentemente simples para quem assimilou o raciocínio de quem criou aquela máquina. Para quem se candidata a um emprego, o uso do computador pode ser decisivo na conquista da vaga. Atualmente, quem não tem acesso à internet ou ao uso de computadores é, de certa forma, um analfabeto; um analfabeto digital. Também chamada por alguns de apartheid digital, a exclusão digital ainda é uma realidade em nosso país: 100 milhões de pessoas ainda não acessam internet no Brasil, pelo menos até 2008, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Um desequilíbrio que levou o presidente Lula, no final de 2009, a afirmar que a inclusão digital, da mesma forma como a inclusão social, deve ser encarada como uma prioridade nacional, o que levou o governo a acelerar providências para implantar a banda larga em todo o país. Mas existem sinais de melhoras e o Brasil já tem a maior média mundial de tempo de acesso.
O que não representa dizer bom uso das ferramentas, pois até a existência de computadores não garante necessariamente a qualidade do ensino. Os especialistas convidados debatem as formas de utilizar esse novo mundo das comunicações: inclusão digital, computador em sala de aula, programas livres ou nacionais, educação a distância e interatividade da TV digital. Afinal, como a tecnologia pode mudar nossas vidas? O conteúdo deste programa foi sugerido pela Sociedade Brasileira de Computação, que é vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC e, nesta condição, integra o conselho científico do Tome Ciência.

Participantes: Maria Helena Cautiero Horta Jardim, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado em matemática, é consultora do Ministério da Educação e coordena um dos projetos mais premiados do país, no Município de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, onde lá vigora na rede pública o conceito de um computador por aluno em sala de aula. Monica Santos Dahmouche, vice-presidente científica da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – o Cecierj – possui graduação, mestrado e doutorado em física atômica, mas acabou dedicando-se à divulgação e popularização da ciência. Luis Cláudio Tujal, com mestrado e originalmente engenheiro, trabalha com pesquisa em computação em nuvem e em computação quântica na Coordenação Estratégica de Tecnologia do Serpro, o Serviço Federal de Processamento de Dados. Jorge Luiz de Almeida Barbosa, técnico em informática, membro do Comitê de Inclusão Digital do Serpro, com experiência no trabalho dos tele-centros comunitários em áreas carentes e rurais, de onde surgiu e evoluiu até virar funcionário concursado.

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9 a 15 de fevereiro – Biodiversidade em busca do futuro

O Brasil tem a maior diversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em diversidade vegetal. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente, podem representar apenas 10% da vida no país. Conhecer os 90% restantes pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração florestal e a pesca, além de abrir uma ampla possibilidade na área de novos fármacos. Motivado pelo Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, o Brasil pretende investir cinco vezes mais dinheiro em pesquisas, o que certamente pode alterar nosso futuro.

Participantes: Ladislau Araujo Skorupa, engenheiro florestal e doutor em ciências biológicas, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – na unidade de meio ambiente, onde atua na área de botânica e engenharia florestal, com ênfase em recuperação de áreas degradadas, especialmente da Amazônia. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do departamento de química orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedica a pesquisas com plantas medicinais. João Alves de Oliveira, formado em ciências biológicas, com mestrado e doutorado em zoologia, faz pesquisas em sistemática e taxonomia de mamíferos e é professor do Departamento de Vertebrados do Museu Nacional da UFRJ, onde também exerce a função de curador da coleção de mamíferos, a maior da América Latina, com mais de 100 mil espécimes. Gustavo Ribeiro Xavier, doutor em ciência do solo e professor da pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e, também, da UFRJ, em biotecnologia vegetal, atua como pesquisador da Embrapa na área de ecologia microbiana, voltada para aplicações práticas de biotecnologia.

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16 a 22 de fevereiro – As muitas formas de educação científica

Divulgar os benefícios da ciência ajuda a estimular vocações e permite a defesa de mais recursos para as pesquisas. Consequentemente, mais desenvolvimento, mais avanços. Mas já há quem conteste o rumo do próprio desenvolvimento baseado nas novas tecnologias. Afinal, houve época em que a ciência podia tudo e que tudo seria possível no mundo a partir dos conhecimentos científicos. De repente, o louvado DDT, o pesticida que permitiu o aumento da produção agrícola, revelou-se desastroso para a saúde. Os CFCs dos sprays, geladeiras e ar condicionado começaram a abrir um buraco na camada de ozônio e tiveram de ser retirados de cena. Consta que os primeiros e verdadeiros divulgadores da ciência foram os gregos, com sua preocupação de ensinar a arte de pensar e duvidar; valorizando o pensamento como a grande força da vida humana. Repensar e definir o tipo de difusão e educação científica que queremos é o desafio dos convidados do programa.

Participantes: Maria de Fátima Brito Pereira, socióloga, diretora executiva da Casa da Ciência – o centro cultural de ciência e tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – foi eleita presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência. Henrique Lins e Barros, doutor em física e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, já foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins, outro espaço dedicado à popularização da ciência, é autor de filmes e obras de divulgação científica e integra o Conselho Editorial do Tome Ciência desde os anos 80. Nélson Maculan Filho, doutor em engenharia de produção, também conselheiro do programa desde o início, já foi reitor da UFRJ, Secretário Nacional de Educação Superior e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Rui Cerqueira Silva, doutor em zoologia de vertebrados, é professor titular do Departamento de Ecologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ampla experiência na preparação de professores do ensino médio.

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23 de fevereiro a 1 de março – Química além das fórmulas

Quando uma pessoa diz que “rolou uma química” em relação a outra pessoa, todo mundo entende que tipo de atração é, sem precisar decorar fórmulas nem misturar letras e números, tarefa que já complicou muita gente no ensino médio. Afinal, as pessoas não param para pensar nisso, mas o próprio ato de pensar depende de reações químicas, pois são substâncias químicas que produzem as transmissões elétricas de um neurônio para outro. Na verdade a química está presente em tudo: borracha, plástico, celulose; tudo depende de compostos e reações químicas. E se a ciência da química permitiu transformar petróleo em plástico – hoje vilão na natureza por conta da dificuldade de decomposição, poluindo o meio ambiente – pode estar na química também a solução para reciclagens, filtragens e despoluição. O mundo da química e dos químicos no Brasil, na proximidade do Ano Internacional da Química, em 2011, motivam nosso debate do programa.

Participantes: Álvaro Chrispino, doutor em educação, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, publicou livros sobre o ensino de química e também conhece as dificuldades do ensino de ciências no ciclo básico, pois foi Subsecretário Municipal de Educação na cidade do Rio de Janeiro e também em Brasília. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicando a pesquisas com plantas medicinais. Aurélio Baird Buarque Ferreira, com formação em química industrial e engenharia química, é doutor em química orgânica, na área de fotoquímica, e professor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Robério Fernandes Alves de Oliveira, diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Química e especialista em gestão de resíduos sólidos é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, o antigo Cefet/química.

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2 a 8 de março – Tecnologia e seu impacto na saúde

A evolução da ciência nos últimos anos fica mais evidente na saúde, onde é inegável a importância da tecnologia – que é ciência aplicada – na melhoria da qualidade de vida no mundo todo. Remédios, vacinas, anestésicos; ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computadorizada – são muitas as opções para diagnóstico e cura. Existem ainda os exemplos em  equipamentos voltados para terapias, como os que permitem a fragmentação de pedras nos rins, a hemodiálise, o cateterismo, endoscopia, cirurgias minimamente invasivas, feitas com auxílio de câmaras minúsculas, e muito mais. Mas será que nosso país tem profissionais capazes de produzir e manter esta tecnologia, muitas vezes importada, em hospitais de todo o imenso território brasileiro? E o acesso? Estará ao alcance de todos? O Sistema Único de Saúde tem como garantir a universalização desses avanços científicos? Esses questionamentos partem dos próprios cientistas da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, pois foram eles que sugeriram e se dispuseram a debater o assunto, pois as sociedades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC – participam do Conselho Científico do Tome Ciência sugerindo assuntos e indicando convidados.

Participantes: Renato Amaro Zângaro, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, é graduado em engenharia elétrica, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior, em engenharia biomédica, e é professor titular da Universidade Camilo Castelo Branco – a Unicastelo, de São Paulo. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, graduado em engenharia elétrica e mestre e doutor em engenharia biomédica, é o Coordenador Geral de Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde do Ministério da Saúde. Alcimar Barbosa Soares, graduado em engenharia elétrica, com mestrado e doutorado em engenharia biomédica, é Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia. Henrique Olavo de Olival Costa, com graduação e doutorado em medicina, é coordenador de pesquisas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

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9 a 15 de março – De onde viemos, para onde vamos

Completados 150 anos – em julho de 2008 – da teoria da evolução, de Charles Darwin, o ser humano ainda se interroga sobre suas origens. Basta lembrar os criacionistas, que defendem a existência de uma inteligência superior por trás de todos os eventos de criação da vida. Neste mesmo ano de 2008, cientistas do mundo inteiro se juntaram para colocar em funcionamento, um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência, só para poder examinar as condições do Big Bang – para muitos a origem do universo. O que também é contestado. Afinal, do ponto de vista científico, como teria surgido a vida humana em nosso planeta? E o próprio planeta? E como anda a nossa evolução biológica? Superada pelas intervenções da medicina? Mais dependentes da cultura?

Participantes: Martin Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o CBPF, e pós-doutor em física na área de cosmologia. Ricardo Campos-da-Paz, biólogo e zoólogo, professor de evolução na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Unirio, com pós-doutorado no assunto, pois é um estudioso das teorias da evolução. Cláudia Augusta de Morais Russo, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, com pós-doutorado em genética animal e estudos dedicados aos processos evolutivos.

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16 a 22 de março – Na cena do crime, a hora dos peritos

O assassinato da menina Isabela Nardoni, que escandalizou o país por envolver o próprio pai e sua nova mulher, evidenciou a grande quantidade de recursos tecnológicos que envolvem os laudos técnicos. Atualmente, única gota de sangue pode trazer mais informações sobre a cena de um crime do que um eventual depoimento de testemunha. Cada vez mais a ciência fornece subsídios para as investigações. Física, química, microscopia eletrônica – são muitas as áreas de estudo, sem falar na já famosa psicologia, pois sempre nos intriga buscar razões ou tentar compreender os motivos dos crimes. Para verificar o quanto a ciência já faz parte da criminalística – ao ponto de ter sido criado um Programa Nacional de Ciência e Tecnologia Aplicada na Segurança Pública – convidamos especialistas no assunto. Talvez seja até mais apropriado dizer, verdadeiros peritos.

Participantes: Claúdio Cerqueira Lopes, originalmente famacêutico, tem pós-doutorado em síntese orgânica na Universidade de Berkeley e é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um dos criadores do Luminol, o produto nacional que descobre manchas sangue mesmo em áreas lavadas – invenção que está ajudando a desvendar crimes e economizar as divisas do país. Bruno Duarte Sabino, também com graduação em farmácia, tem doutorado em biologia celular e molecular e além de professor de química forense na Pós-graduação da Universidade Castelo Branco, no Rio de Janeiro, integra a nova equipe científica do Inmetro – o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. É perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, do Estado do Rio de Janeiro. Talvane Marins de Moraes, especializado em psiquiatria forense e medicina legal, já foi diretor da Polícia Técnica no Estado do Rio e Janeiro e é coordenador do Departamento de Ética e Psiquiatria Legal da Associação Brasileira de Psiquiatria. Sérgio Lomba, delegado, diretor da Academia de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, que acaba de criar um novo núcleo de excelência para ajudar a esclarecer cientificamente as peças técnicas elaboradas nos serviços médico-legais.

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23 a 29 de março – Vacinas, o melhor remédio

Nos primeiros anos de 1900, quando o cientista Oswaldo Cruz tratou de vacinar a população do Rio de Janeiro contra a varíola, uma revolta popular que durou uma semana causou 23 mortes, dezenas de feridos e mais de mil presos. Muitos achavam que Iam ficar doentes por causa da vacina. Hoje a varíola é considerada doença erradicada no Brasil, exatamente por conta da vacina.O mesmo aconteceu com a poliomielite. E não há pais que reajam mais contra a vacinação dos bebês. Uma vacina contra a AIDS ou uma vacina que impeça a dengue é uma realidade próxima para os cientistas brasileiros. Uma solução capaz de economizar vidas, recursos financeiros e muito sofrimento. Afinal, desde que o médico inglês Edward Jenner criou, em 1796, a primeira vacina contra a varíola, se tornou consenso entre a comunidade científica que não há método melhor para se erradicar uma doença.

Participantes: Ricardo Galler, formado em biologia animal pela Universidade de Brasília, com mestrado em ciências biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado na Alemanha, pesquisa vacinas contra a malária e contra a dengue. É vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz – Bio-Manguinhos –, unidade capaz de produzir 300 milhões de vacinas por ano. Davis Ferreira, diretor do departamento de Virologia da UFRJ, é graduado em biologia celular e molecular pela Universidade do Estado de São Francisco, nos Estados Unidos, com mestrado em ciências biológicas e doutorado em microbiologia. Também é professor da Universidade do estado norte-americano da Carolina do Norte, onde fez seu pós-doutorado. Marcos Freire, originalmente graduado em veterinária pela Universidade Federal Fluminense, com doutorado em biologia parasitária, coordena a Rede de Vacinas Recombinantes do Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Insumos para a Saúde, com sede em Bio-Manguinhos.

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30 de março a 5 de abril – Fumo é droga e álcool é crime?

O uso de álcool e fumo pelos seres humanos remonta aos tempos mais antigos, muitas vezes acompanhados de rituais sagrados. Nos dias de hoje os governos do mundo combatem o uso do fumo e tratam de desestimular o consumo do álcool. Leis reduzem propaganda e espaço para fumantes. Nos Estados Unidos o cigarro já está sendo classificado como uma droga a ser regulamentada pela agência de saúde. O Brasil discute uma nova lei que reduz de 13 para meio por cento o percentual de álcool para as bebidas com propaganda autorizada. E bebida para quem dirige já virou crime. Os interesses econômicos envolvidos nesta discussão são enormes, mas sempre resta saber por que a ciência demorou tanto a entrar nesta polêmica. O programa tentar verificar neste debate as razões de uso e de condenação dessas substâncias milenares.

Participantes: Tânia Cavalcante, médica hematologista e mestre em saúde publica, é chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer e coordenadora da Comissão Intergovernamental para o Controle do Tabaco no grupo saúde do Mercosul. Cristina Maria Douat Loyola, originalmente enfermeira, com mestrado em ciências sociais e pós-doutorado em saúde pública, concilia a função de professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a supervisão de um Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas – o Caps de Nova Iguaçu. Desde 2005 é consultora da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Marcelo Nobre Migon, perito psiquiátrico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, doutourando em saúde pública do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, com clínica voltada para dependentes de tabaco e álcool. Maria do Céu Lamarão Battaglia, psicoterapeuta e mediadora de conflitos, trabalha com jovens, a área mais crítica quando se trata do uso de álcool e drogas.

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