Programação

 

13 a 19 de maio – Química do Amor

Quem está vivendo uma relação amorosa nem pensa nisso, mas existem explicações científicas para aquele turbilhão de emoções e sentimentos que acompanham a vida dos casais. A expressão popular “rolou uma química” a cada dia fica mais comprovada por novas pesquisas, que ajudam a entender as relações e o comportamento amoroso. Uma delas, por exemplo, comprova que a paixão funciona como uma verdadeira droga – o que, muitas vezes, mantém casais juntos numa espécie de dependência. A sexualidade humana tem sido investigada por cientistas que buscam respostas para antigas questões como homossexualidade, infidelidade, escolhas de parceiros, rompimentos amorosos e muitas outras. Seriam os hormônios capazes de explicar que uma mulher tenha vínculo forte com o marido, mas, simultaneamente, sinta desejo pelo colega de trabalho e fique apaixonada pelo vizinho?

Participantes: Cibele Fabichak, médica, é mestre em Fisiologia do Estresse e especialista em Medicina do Esporte pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi professora e pesquisadora nas áreas de Endocrinologia, Cardiologia e Neurociências da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, da Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Metodista de São Paulo. Participa ativamente de projetos científicos com foco na sexualidade humana. É autora de livros, entre eles “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens”. Maria Alves de Toledo Bruns, psicanalista, também é autora de livros, entre eles “Gênero em Questão”. Professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é especialista em sexualidade e lidera o Grupo de Pesquisa Sexualidade Vida, da USP e do Cnpq. Ricardo de Oliveira Souza, neurologista, é pós-graduado em Neuropsiquiatria e Neurologia do Comportamento Humano. Trabalha no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro, e é professor de Neurologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). É também coordenador de Neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.


Química do amor
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20 a 26 de  maio – Burocracia X Ciência

Um exemplo de dificuldades burocráticas que quase impediu o Brasil de desenvolver a primeira linhagem de células tronco nacionais: um líquido especial, que vem do Canadá e precisa ser conservado numa temperatura de menos 73 graus, ficou retido em pleno calor da Alfândega do Rio, obrigando os cientistas a fazerem um revezamento durante dias para levar gelo seco para preservar o produto até conseguir liberar a importação. Sem esse líquido, o “emitízer”, era impossível desenvolver as pesquisas. Neste caso os pesquisadores acabaram encontrando uma solução criativa ao criar uma nova substância sensível, o “mêizer”, que custou um quarto do preço da substância importada. Mas nem sempre é assim neste jogo entre burocracia e ciência: pesquisadores narram casos de aparelhos danificados, amostras congeladas derretidas e dificuldades de contratação de pessoal, entre muitos outros. Por isso eles defendem mudanças na burocracia que atravanca o progresso da ciência.

Participantes: João Ramos Mello Neto, mestre e doutor em física, com pós-doutorados no exterior, é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Secretário da regional Rio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa, representou a presidente Helena Nader, impedida de estar presente por um compromisso de última hora. Carlos Alberto Marques Teixeira, engenheiro com mestrado em economia e gestão empresarial, se especializou em tecnologias de gestão da produção e é coordenador geral da diretoria regional do Rio de Janeiro e diretor substituto do Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Jerson Lima Silva, formado em medicina, com mestrado e doutorado no Instituto de Biofísica, chefia o Laboratório de Termodinâmica de Proteínas e Vírus da UFRJ, onde também dirige o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear de Macromoléculas. É também diretor científico da Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Lucia Carvalho Pinto de Melo, graduada em engenharia química, com mestrados em física e em energia e meio ambiente, acabou especializando-se em planejamento e políticas de ciência. Presidiu, de 2005 a 2011, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição responsável por formular e implantar políticas para o campo científico. É pesquisadora titular da fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco e integra o Grupo de Trabalho da SBPC para mudanças nos marcos legais.

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27 de maio a 2 de junho – Doenças nos tempos modernos

Quando todo mundo pensava que sarampo era coisa do passado, a doença volta a assustar em vários países. Isso quando não surge repentinamente uma gripe chamada de suína, com um novo tipo de vírus ameaçando um mundo que se contata fisicamente de forma muito rápida, por conta das viagens aéreas e da ampla circulação de pessoas entre vários países. Esse mundo de hoje, agitado e concorrido, faz aumentar os diagnósticos de estresse, provocando depressões e outros distúrbios. As pressões do dia a dia urbano incluem ainda doenças posturais, lesões de repetição e reflexos circulatórios. Este programa discute a capacidade da ciência de amenizar ou mesmo solucionar os problemas de saúde decorrentes da modernidade.

Participantes: Roberto Medronho, médico, com doutorado em Saúde Pública, é professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige a Faculdade de Medicina. Integra o Conselho Editorial de cientistas do Tome Ciência. Mario Barreira Campos, psiquiatra, é superintendente dos Institutos Municipais de Saúde Mental da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.

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3 a 9 de junho – Água nossa de cada dia

Todo mundo sabe que a vida na terra começou na água e que as primeiras civilizações se desenvolveram perto de rios. Água, portanto, é essencial para a vida. Mais de 70% de nosso corpo é feito de líquido. Nosso planeta é terra no nome, mas tem uma superfície com três quartos de água. Mas só 1% dela pode ser bebida e já está faltando água para muita gente. Um estudo de 2011, da nossa Agência Nacional de Águas, já apontava a necessidade de investimentos de mais de 22 bilhões de reais para evitar que mais da metade dos municípios brasileiros sofram com falta d’água.

Participantes: Luiz Edmundo Horta Barbosa Costa Leite, engenheiro, foi subsecretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, é professor do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integra o Conselho Editorial do Tome Ciência. Mestre pela Universidade de Virgínia tem experiência na área de engenharia sanitária, com ênfase em saneamento ambiental. Já desenvolveu estudos para a Organização Mundial de Saúde, para a Organização Pan-americana de Saúde e para a Agência Internacional de Cooperação Técnica do Japão. Paulo Canedo, mestre em Engenharia Civil e doutor pela Universidade de Lancaster, é coordenador do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro e consultor do Banco Mundial. Romilda Maria Alves de Lemos, graduada em ciências biológicas pela UFRJ, mestre em ecologia e doutora em ciências, é professora do ensino superior do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Superior de Tecnologia da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), onde orienta trabalhos sobre a poluição aquática e monitoramento de bacias hidrográficas. Também se dedica à difusão científica e é responsável pela criação do Museu e Laboratório da Vida Aquática, com apoio da Faperj – a Fundação Carlos Chagas de Apoio e Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Humberto de Albuquerque, engenheiro de minas, foi presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) e assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), onde trabalha há mais de 30 anos.

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10 a 16 de junho – A economia enquanto ciência

Taxa de juros, superávit primário, inflação – todos estes termos, nem sempre muito claros para a maioria da população, mesmo assim fazem parte do imaginário de que a economia é que decide os caminhos do país, se confundindo com a política. Tanto que quando se fala sobre a profissão de economista no Brasil lembra-se logo de profissionais em altos escalões governamentais, tentando solucionar crises ou comandar planos de estabilidade para acertar os rumos do país. Mas a ciência econômica é muito mais que isso. Tem metodologias próprias e aplicações muito mais abrangentes do que a atuação no mercado de capitais ou na administração de recursos em empresas. É útil na análise e na gestão dos mais variados tipos de organizações humanas. Para definir até que ponto a ciência econômica pode ser vista como atividade científica ou considerada mecanismo de uso político, foram convidados especialistas para debater o papel dos economistas e da economia na sociedade atual.

Participantes: Aloísio Araújo, mestre em Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e PhD em Estatística pela Universidade da Califórnia, é vice-diretor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas. Foi consultor do Banco Central e do Ministério da Fazenda e, em 2012, foi eleito presidente da Sociedade para o Avanço da Teoria Econômica. Ceci Juruá, economista, já foi professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Católica do Brasil, em Brasília. Extremamente atuante nos órgãos representativos dos economistas – chegou a participar da fundação do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro – participa atualmente do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Luiz Carlos Prado, graduado em Direito e Economia, com mestrado na UFRJ e PhD em Economia pela Universidade de Londres é ex-presidente do Conselho Federal de Economia, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

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17 a 23 de junho – Esporte tem ciência

Por trás dos momentos de magia e emoção das manifestações esportivas, existe uma intensa atividade científica. A educação física está cada vez mais organizada academicamente – e já começa a ser identificada como Motricidade Humana ou Cinesiologia. A aplicação da bioquímica e da biomecânica são exemplos da contribuição da ciência que se refletem no esporte de alto desempenho. Sem falar nos avanços nas técnicas de treinamento e no desenvolvimento de novos equipamentos. Com a ajuda da ciência o homem desafia constantemente seus próprios limites, batendo recordes e superando desafios. Algumas vezes usando novas substâncias, o que é proibido e acaba motivando cientistas a criarem métodos cada vez mais eficazes para barrar o uso do doping.

Participantes: Francisco Radler, professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Química, pós-doutor em Síntese Orgânica e Geoquímica Molecular, é benemérito da Confederação Brasileira de Futebol pela contribuição ao controle de doping no esporte. Coordena o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ. Luiz Cláudio Cameron, nutricionista, mestre e doutor em Química Biológica pela UFRJ, é Chefe do Departamento de Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde estuda a relação das células musculares esqueléticas com os exercícios físicos. Também é consultor do Notório Saber do Comitê Olimpico do Brasil. Atualmente é responsável pelo Departamento de Bioquímica e Esportômica do Laboratório Olímpico. Danielli Braga de Mello, graduada em Educação Física pela UFRJ, é mestre em Ciências da Motricidade Humana e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, além de professora da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na área de fisiologia do exercício. Luiz Alberto Batista, também originário da Educação Física, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. É coordenador do Laboratório de Biomecânica e Comportamento Motor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde é professor, pesquisador e orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas.

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24 a 30 de junho – Inclusão no novo mundo digital

Ir ao caixa eletrônico e passar o cartão na máquina é algo aparentemente simples para quem assimilou o raciocínio de quem criou aquela máquina. Para quem se candidata a um emprego, o uso do computador pode ser decisivo na conquista da vaga. Atualmente, quem não tem acesso à internet ou ao uso de computadores é, de certa forma, um analfabeto; um analfabeto digital. Também chamada por alguns de apartheid digital, a exclusão digital ainda é uma realidade em nosso país: em torno de 100 milhões de pessoas ainda não acessam internet no Brasil segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Mas existem sinais de melhoras e o Brasil já tem a maior média mundial de tempo de acesso.

O que não representa dizer bom uso das ferramentas, pois até a existência de computadores não garante necessariamente a qualidade do ensino. Os especialistas convidados debatem as formas de utilizar esse novo mundo das comunicações: inclusão digital, computador em sala de aula, programas livres ou nacionais, educação a distância e interatividade da TV digital. Afinal, como a tecnologia pode mudar nossas vidas? O conteúdo deste programa foi sugerido pela Sociedade Brasileira de Computação, que é vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC e, nesta condição, integra o conselho científico do Tome Ciência.

Participantes: Maria Helena Cautiero Horta Jardim, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado em matemática, é consultora do Ministério da Educação e coordenou um dos projetos mais premiados do país, no Município de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, onde vigora na rede pública o conceito de um computador por aluno em sala de aula. Monica Santos Dahmouche, vice-presidente científica da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – o Cecierj – possui graduação, mestrado e doutorado em física atômica, mas acabou dedicando-se à divulgação e popularização da ciência. Luis Cláudio Tujal, com mestrado e originalmente engenheiro, trabalha com pesquisa em computação em nuvem e em computação quântica na Coordenação Estratégica de Tecnologia do Serpro, o Serviço Federal de Processamento de Dados. Jorge Luiz de Almeida Barbosa, técnico em informática, membro do Comitê de Inclusão Digital do Serpro, com experiência no trabalho dos tele-centros comunitários em áreas carentes e rurais, de onde surgiu e evoluiu até virar funcionário concursado.

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1 a 7 de julho – Biodiversidade em busca do futuro

O Brasil tem a maior diversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em diversidade vegetal. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente, podem representar apenas 10% da vida no país. Conhecer os 90% restantes pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração florestal e a pesca, além de abrir uma ampla possibilidade na área de novos fármacos.

Participantes: Ladislau Araujo Skorupa, engenheiro florestal e doutor em ciências biológicas, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – na unidade de meio ambiente, onde atua na área de botânica e engenharia florestal, com ênfase em recuperação de áreas degradadas, especialmente da Amazônia. Angelo da Cunha Pinto, recentemente falecido, foi graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, e foi professor titular do departamento de química orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicou a pesquisas com plantas medicinais. João Alves de Oliveira, formado em ciências biológicas, com mestrado e doutorado em zoologia, fez pesquisas em sistemática e taxonomia de mamíferos e é professor do Departamento de Vertebrados do Museu Nacional da UFRJ, onde também exerce a função de curador da coleção de mamíferos, a maior da América Latina, com mais de 100 mil espécimes. Gustavo Ribeiro Xavier, doutor em ciência do solo e professor da pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e, também, da UFRJ, em biotecnologia vegetal, atua como pesquisador da Embrapa na área de ecologia microbiana, voltada para aplicações práticas de biotecnologia.

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8 a 14 de julho – Pesquisa de campo, alimentos na mesa

Da época de nosso descobrimento para cá, muita coisa mudou. A evolução do nosso conhecimento científico tratou de relativizar o ufanismo da famosa frase “em se plantando, tudo dá”, de Pero Vaz de Caminha, quanto às nossas qualidades agrícolas. O milho, por exemplo, que veio do México, precisou ter sua linhagem melhorada para poder ser rentável. Hoje, com modificações genéticas, está no topo das polêmicas sobre alimentos transgênicos. O milho também serve como exemplo moderno de alimentos fortificados – ou acrescidos de vitaminas – para melhorar a alimentação da população. O trajeto da agricultura em nosso país é a própria história de como o conhecimento e a pesquisa científica podem influir na produtividade e na qualidade do que plantamos e colocamos em nossa mesa. Esse é o tema em debate com especialistas em pesquisas de alimentos.

Participantes: Jose Luiz Viana de Carvalho, engenheiro agrônomo, com mestrado em ciência e tecnologia de alimentos, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – atuando principalmente com biofortificação de alimentos, segurança alimentar, qualidade tecnológica e sistemas de gestão da qualidade. Rubens Onofre Nodari, agrônomo, com mestrado e doutorado, é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, com experiência na área de genética vegetal e melhoramento de plantas, já tendo sido gerente de recursos genéticos vegetais do Ministério do Meio Ambiente. Silvio Valle Moreira, originalmente médico veterinário, se especializou em engenharia genética, na Itália, na França, nos Estados Unidos e em Cuba. Pesquisador titular em saúde pública na Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, é membro de várias comissões de biossegurança, inclusive a que tratou da avaliação de transgênicos seus derivados na Anvisa , Agência Nacional de Vigilância Sanitária. José Antônio Azevedo Espíndola, mestre e doutor em agronomia, é pesquisador A da Embrapa, onde liderou um projeto de agricultura orgânica para o Brasil, que reuniu 27 centros de pesquisa, mais de 350 pesquisadores e técnicos, além de 25 instituições parceiras, como ONGs, universidades, e instituições de pesquisa e extensão.

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22 a 28 de julho – A ciência da velhice

Nosso famoso país de jovens envelhece tão rapidamente que até 2025 já seremos o sexto do mundo em número de idosos. Em 2020 a população começará a encolher e a expectativa de vida aumentará ainda mais. A ciência faz parte do processo, conhecendo e combatendo mais as doenças e o próprio envelhecimento. Mas há quem garanta que nosso sistema de saúde não está preparado para lidar com esse aumento de expectativa de vida: faltam asilos, cuidadores e até o respeito da sociedade. Especialistas nessa nova realidade de um Brasil que envelhece esclarecem no que o conhecimento científico pode ajudar a garantir uma velhice digna.

Participantes: Renato Peixoto Veras, médico, com mestrado e doutorado em envelhecimento, e professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é o diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade, uma iniciativa pioneira da UERJ. Marcia Rozenthal, doutora em psiquiatria, psicanálise e saúde mental, foi professora e coordenadora do Centro Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão sobre o Envelhecimento (Cempe) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio. Atualmente é professora das disciplinas de neuropsicologia e comportamento e envelhecimento e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lucia França é professora titular do mestrado em psicologia da Universidade Salgado de Oliveira, onde desenvolve projetos e pesquisas sobre atitudes e educação para a aposentadoria, tema de sua tese de doutorado. Sandra Rabello de Frias, formada em assistência social, foi presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa no Estado do Rio de Janeiro e também coordenadora de projetos de extensão da Unati, a Universidade Aberta da Terceira Idade.

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29 de julho a 4 de agosto – Mais energia na ciência do clima

O mundo inteiro fala e diz que se preocupa com o aquecimento global e com a necessidade de mudar de rumos para alcançar um desenvolvimento sustentável. Mas quando ocorre a oportunidade de um encontro mundial para acertar como fazer não se chega a um acordo. Como então sair do impasse? O que cada país pode fazer? Neste debate, especialistas dão informações que possibilitam entender melhor as razões do desentendimento mundial e saber como a ciência pode ser utilizada cada vez mais para ajudar a combater o aquecimento global.

Participantes: Marcos Silveira Buckeridge, formado em ciências biológicas, professor da Universidade do Estado de São Paulo, a USP, tem doutorado e pós-doutorado no exterior, foi diretor científico do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol e coordenou também um instituto nacional de bioetanol, que congregou 29 laboratórios em 6 estados. Foi também co-autor de um dos capítulos do Quinto Relatório do Painel Governamental da Mudanças Climáticas (IPCC). Marina Freitas Gonçalves de Araújo Grossi é economista, preside o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o CEBDS – uma coalização empresarial responsável por 40% do produto interno bruto do país –, representou o governo nas negociações do Protocolo de Kyoto e foi coordenadora do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Carolina Burle Schmidt Dubeux, com doutorado em planejamento energético e ambiental, coordena o projeto Economia da Mudança do Clima no Brasil, também esteve na delegação brasileira da reunião de Copenhague e é pesquisadora sênior do Centro Clima da Coordenação dos Projetos de Pós Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sérgio Besserman Vianna, professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é membro do conselho diretor da WWF- Brasil, o fundo mundial para a natureza, e trabalha no tema mudanças climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas conferencias da ONU, acompanhando de perto a reunião de Copenhague.

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5 a 11 de agosto – A vida no computador

A bioinformática é uma nova disciplina científica, com raízes nas ciências da computação, na estatística e na biologia molecular. Desenvolveu-se para enfrentar os resultados das iniciativas de sequenciamento de genes. Cientistas também tentam reproduzir no computador o funcionamento do cérebro e utilizam a máquina para prever doenças e fenômenos naturais. A cada dia o computador ganha mais espaços, não só na ciência como no dia-a-dia dos brasileiros, criando novos hábitos e costumes. E até novas preocupações, como a exclusão digital.

Participantes: Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biosistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Cláudia Codeço, doutora em Biologia Quantitativa, pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e coordenadora do Programa de Computação Científica. Carlos Lucena, professor titular do Departamento de Informática e Diretor do Laboratório de Engenharia de Software da PUC-Rio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC. É membro da Academia Brasileira de Ciências.

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12 a 18 de agosto – É medicina ou não é?

A medicina tradicional abrange 64 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As fronteiras entre medicina tradicional e as consideradas alternativas, no entanto, parecem cada vez mais tênues. A acupuntura, antes desconsiderada, já faz parte da graduação na Faculdade de Medicina da USP. A homeopatia tem o aval do CFM mas não é considerada científica por muitos médicos. Técnicas complementares de tratamento, embora baseadas em teorias da medicina oficial, não são aceitas como especialidades médicas. Como classificar a sabedoria indígena, a fisiologia ortomolecular, a psiquiatria antroposófica, a fitoterapia, as terapias holísticas, os florais de Bach? Este debate de especialistas ajuda a entender até onde vai a medicina e no que podem ajudar certas terapias complementares.

Participantes: Flavio Edler, historiador, doutor em Saúde Coletiva, professor do Programa de Pós-graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, na Fiocruz, foi professor de História da Medicina na Universidade Estácio de Sá e presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência. Afrânio Coelho de Oliveira, médico, é chefe do Serviço de Ginecologia e Mastologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalhou da Superintendência de Câncer da Prefeitura do Rio de Janeiro. Marcus Vinicius Ferreira, médico especializado em acupuntura, ex-coordenador da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ). Fabio Bolognani, médico pós graduado em homeopatia, foi presidente da Federação Brasileira de Homeopatia e membro fundador, da Câmara Técnica de Homeopatia do Cremerj.

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19 a 25 de agosto – A ciência e a lei

A constante evolução dos avanços científicos e tecnológicos acaba influenciando as leis. Novas realidades proporcionadas pela ciência — fertilização in vitro, clonagem, células tronco, alimentos transgênicos — geram situações inéditas para o ser humano. É dever do direito acompanhar essas sucessivas transformações e criar leis adequadas às novas circunstâncias. Nesse sentido, algumas questões se fazem prioritárias: o embrião possui direitos constitucionais? É justo investigar o genótipo de um indivíduo para fins de emprego ou seguro saúde? A relação entre ciência e direito é o tema deste debate, que aborda ainda o direito ambiental, ética, direito dos animais, congelamento de cadáveres e eutanásia.

Participantes: Franklin Rumjanek, Ph.D., professor titular do Departamento de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi responsável pelo Laboratório de Bioquímica Molecular de schistosoma mansoni e pelo Laboratório SONDA – UFRJ, que presta serviços de paternidade e identidade por DNA. Participa do Conselho Científico e Editorial do programa Tome Ciência. Sônia Barroso, mestre em Direito Civil, foi professora das Universidades Estácio de Sá, Cândido Mendes e Gama Filho. Maurício Govêa, procurador federal, membro do Comitê de Ética em Pesquisa de Seres Humanos da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e membro da Comissão de Bioética do Hospital Universitário Clementino Fraga da UFRJ. André Tostes, advogado, procurador do Município do Rio de Janeiro e professor na Pontifica Universidade Católica (PUC).

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26 de agosto a 2 de setembro – Ciência e religião no mundo tecnológico

Da pesquisa com células-tronco ao uso de preservativos numa África ameaçada pela Aids, aspectos polêmicos expõem a contraposição entre o discurso científico, que embute uma lógica de comprovação, e o pensamento religioso. Um dilema que afeta também outras religiões. A coexistência dos discursos e da prática da atividade científica por não ateus também está presente neste debate, com a participação de pensadores de formações diversas.

Participantes: Dom Dimas Lara Barbosa, atual arcebispo da Arquidiocese de Campo Grande, atuou como secretário geral da CNBB de 2007 a 2011 e é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Carlos Ziller, físico, doutor em filosofia, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com tese sobre a ciência na Companhia de Jesus. José Paulo Netto, doutor em Serviço Social e professor emérito da UFRJ, autor do livro “Marxismo Impenitente – contribuição à história das ideias marxistas”. Rony Gurwicz, economista e rabino do Kolel-Rio.

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