Programação

 

29 de julho a 4 de agosto – Mais energia na ciência do clima

O mundo inteiro fala e diz que se preocupa com o aquecimento global e com a necessidade de mudar de rumos para alcançar um desenvolvimento sustentável. Mas quando ocorre a oportunidade de um encontro mundial para acertar como fazer não se chega a um acordo. Como então sair do impasse? O que cada país pode fazer? Neste debate, especialistas dão informações que possibilitam entender melhor as razões do desentendimento mundial e saber como a ciência pode ser utilizada cada vez mais para ajudar a combater o aquecimento global.

Participantes: Marcos Silveira Buckeridge, formado em ciências biológicas, professor da Universidade do Estado de São Paulo, a USP, tem doutorado e pós-doutorado no exterior, foi diretor científico do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol e coordenou também um instituto nacional de bioetanol, que congregou 29 laboratórios em 6 estados. Foi também co-autor de um dos capítulos do Quinto Relatório do Painel Governamental da Mudanças Climáticas (IPCC). Marina Freitas Gonçalves de Araújo Grossi é economista, preside o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o CEBDS – uma coalização empresarial responsável por 40% do produto interno bruto do país –, representou o governo nas negociações do Protocolo de Kyoto e foi coordenadora do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Carolina Burle Schmidt Dubeux, com doutorado em planejamento energético e ambiental, coordena o projeto Economia da Mudança do Clima no Brasil, também esteve na delegação brasileira da reunião de Copenhague e é pesquisadora sênior do Centro Clima da Coordenação dos Projetos de Pós Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sérgio Besserman Vianna, professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é membro do conselho diretor da WWF- Brasil, o fundo mundial para a natureza, e trabalha no tema mudanças climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas conferencias da ONU, acompanhando de perto a reunião de Copenhague.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

5 a 11 de agosto – A vida no computador

A bioinformática é uma nova disciplina científica, com raízes nas ciências da computação, na estatística e na biologia molecular. Desenvolveu-se para enfrentar os resultados das iniciativas de sequenciamento de genes. Cientistas também tentam reproduzir no computador o funcionamento do cérebro e utilizam a máquina para prever doenças e fenômenos naturais. A cada dia o computador ganha mais espaços, não só na ciência como no dia-a-dia dos brasileiros, criando novos hábitos e costumes. E até novas preocupações, como a exclusão digital.

Participantes: Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biosistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Cláudia Codeço, doutora em Biologia Quantitativa, pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e coordenadora do Programa de Computação Científica. Carlos Lucena, professor titular do Departamento de Informática e Diretor do Laboratório de Engenharia de Software da PUC-Rio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC. É membro da Academia Brasileira de Ciências.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

12 a 18 de agosto – É medicina ou não é?

A medicina tradicional abrange 64 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As fronteiras entre medicina tradicional e as consideradas alternativas, no entanto, parecem cada vez mais tênues. A acupuntura, antes desconsiderada, já faz parte da graduação na Faculdade de Medicina da USP. A homeopatia tem o aval do CFM mas não é considerada científica por muitos médicos. Técnicas complementares de tratamento, embora baseadas em teorias da medicina oficial, não são aceitas como especialidades médicas. Como classificar a sabedoria indígena, a fisiologia ortomolecular, a psiquiatria antroposófica, a fitoterapia, as terapias holísticas, os florais de Bach? Este debate de especialistas ajuda a entender até onde vai a medicina e no que podem ajudar certas terapias complementares.

Participantes: Flavio Edler, historiador, doutor em Saúde Coletiva, professor do Programa de Pós-graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, na Fiocruz, foi professor de História da Medicina na Universidade Estácio de Sá e presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência. Afrânio Coelho de Oliveira, médico, é chefe do Serviço de Ginecologia e Mastologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalhou da Superintendência de Câncer da Prefeitura do Rio de Janeiro. Marcus Vinicius Ferreira, médico especializado em acupuntura, ex-coordenador da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ). Fabio Bolognani, médico pós graduado em homeopatia, foi presidente da Federação Brasileira de Homeopatia e membro fundador, da Câmara Técnica de Homeopatia do Cremerj.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

19 a 25 de agosto – A ciência e a lei

A constante evolução dos avanços científicos e tecnológicos acaba influenciando as leis. Novas realidades proporcionadas pela ciência — fertilização in vitro, clonagem, células tronco, alimentos transgênicos — geram situações inéditas para o ser humano. É dever do direito acompanhar essas sucessivas transformações e criar leis adequadas às novas circunstâncias. Nesse sentido, algumas questões se fazem prioritárias: o embrião possui direitos constitucionais? É justo investigar o genótipo de um indivíduo para fins de emprego ou seguro saúde? A relação entre ciência e direito é o tema deste debate, que aborda ainda o direito ambiental, ética, direito dos animais, congelamento de cadáveres e eutanásia.

Participantes: Franklin Rumjanek, Ph.D., professor titular do Departamento de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi responsável pelo Laboratório de Bioquímica Molecular de schistosoma mansoni e pelo Laboratório SONDA – UFRJ, que presta serviços de paternidade e identidade por DNA. Participa do Conselho Científico e Editorial do programa Tome Ciência. Sônia Barroso, mestre em Direito Civil, foi professora das Universidades Estácio de Sá, Cândido Mendes e Gama Filho. Maurício Govêa, procurador federal, membro do Comitê de Ética em Pesquisa de Seres Humanos da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e membro da Comissão de Bioética do Hospital Universitário Clementino Fraga da UFRJ. André Tostes, advogado, procurador do Município do Rio de Janeiro e professor na Pontifica Universidade Católica (PUC).

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

26 de agosto a 2 de setembro – Ciência e religião no mundo tecnológico

Da pesquisa com células-tronco ao uso de preservativos numa África ameaçada pela Aids, aspectos polêmicos expõem a contraposição entre o discurso científico, que embute uma lógica de comprovação, e o pensamento religioso. Um dilema que afeta também outras religiões. A coexistência dos discursos e da prática da atividade científica por não ateus também está presente neste debate, com a participação de pensadores de formações diversas.

Participantes: Dom Dimas Lara Barbosa, atual arcebispo da Arquidiocese de Campo Grande, atuou como secretário geral da CNBB de 2007 a 2011 e é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Carlos Ziller, físico, doutor em filosofia, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com tese sobre a ciência na Companhia de Jesus. José Paulo Netto, doutor em Serviço Social e professor emérito da UFRJ, autor do livro “Marxismo Impenitente – contribuição à história das ideias marxistas”. Rony Gurwicz, economista e rabino do Kolel-Rio.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

2 a 8 de setembro – Pesquisadores do universo

A origem do universo sempre intrigou a humanidade. Na busca de respostas para os fenômenos da natureza quase sempre o inexplicável é atribuído a razões sobrenaturais. Mas para os debatedores deste programa – cientistas por opção e profissão – nada é mais natural que procurar explicações para o desconhecido. Ao examinar o Universo com o auxílio das mais avançadas tecnologias, eles questionam inclusive as teorias que já pareciam solidificadas, como a que atribuía a origem de tudo a uma grande explosão, o big bang. Comentam das mais recentes descobertas e explicam a expansão acelerada, que pode vir ser o fim de tudo.

Participantes: Jaime Fernando Villas da Rocha, doutor em astronomia, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ) e coordenador nacional da Comissão de Ensino da Sociedade Astronômica Brasileira. Martin Makler, doutor em física na área de cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Nelson Pinto Neto, doutor em física e pesquisador titular do CBPF, com pós-doutorado na Universidade Pierre et Marie Curie, na França. Maurício Ortiz Calvão, com pós-doutorado em física na Universidade California Berkeley, nos Estados Unidos, é professor da Universidade do Estado Rio de Janeiro (UFRJ).

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

9 a 15 de setembro – Os alimentos não convencionais da Amazônia

Cacau, cupuaçu, açaí, pupunha cubiu, ariá, carirú – quem já ouviu falar destas frutas e hortaliças? Do cacau, do chocolate, do açaí e do cupuaçu sim, pois são mais utilizadas em outras partes do Brasil. Mas como as safras variam conforme o nível dos rios, a alimentação do morador da Amazônia está se transformando, com o abandono de legumes e verduras que são produzidas e consumidas pelo povo da região. A iniciativa de cientistas em estudar os cultivos tradicionais da Região Amazônica faz crescer um movimento de resgate com a oferta de plantas alimentícias não convencionais – as PANCs – que, produzidas sem agrotóxicos, poderão ser consumidas em todo o país. Os cientistas convidados revelam as variedades de alimentos da floresta, capazes de romper também com a lógica restrita do arroz, feijão, batata, trigo e milho como base alimentar brasileira.

Participantes: O doutorado em Fitotecnia e Horticultura do professor Valdely Ferreira Kinupp na Universidade Federal do Rio Grande do Sul teve como tema de pesquisa a prospecção de plantas alimentícias não convencionais nativas do Rio Grande do Sul.  Vindo para Manaus ele fundou e dirige o herbário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, atuando ainda na pesquisa e divulgação das plantas alimentícias não convencionais.  Graduado em Filosofia e engenharia agronômica, o doutorado de Hiroshi Noda foi em Genética e melhoramento de plantas.  Embora aposentado, ele continua atuante na pós-graduação do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas – a UFAM. Se dedica à adaptação genética de espécies de hortaliças ao ambiente quente e úmido da Amazônia. Noemia Kazue Ishikawa coordena pesquisas em biodiversidade de cogumelos no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).  Com doutorado e pós-doutorado no Japão, dedicada ao estudo de fungos, acabou pesquisando cogumelos comestíveis nativos do Brasil, motivada pelo fato de só encontrar nos supermercados espécies asiáticas e europeias. Foi então pesquisar entre os 34 tipos de cogumelos, os consumidos por índios e pela população amazônica.  Um dos cogumelos que Noemia pesquisa, uma espécie do mesmo gênero do shiitake, passou a ser utilizado pelo chef Felipe Shaedler, como uma delícia que ele apresenta no restaurante Banzeiro, dedicado à gastronomia amazônica. Com tanto sucesso que ele foi eleito por três vezes consecutivas chef do ano no Amazonas, usando e valorizando os produtos da região.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

16 a 22 de setembro – Os povos e o desenvolvimento da Amazônia

A Região Amazônica, vista do alto, em sua maior parte ainda é vegetação.  Mas embaixo da floresta existe uma população dividida por visões e projetos de desenvolvimento diferentes.  Da criação da Zona Franca de Manaus, passados 50 anos, aos tempos atuais, quando o conhecimento específico dos povos ribeirinhos começa a ser valorizado como modo de preservação ambiental, muitas águas já rolaram pelos rios. Até mesmo uma nova cartografia, mais social do que geográfica, vem sendo feita pelos cientistas. É certo afirmar que houve um desenvolvimento crescente da atividade científica na Amazônia, permitindo um novo conhecimento sobre a região. Alguns desses cientistas e pesquisadores participam do programa.

Participantes: Tatiana Schor, graduada em Economia, com mestrado em Geografia Humana e doutorado em Ciência Ambiental, fez pós-doutorado no exterior.  É professora de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).  E foi secretaria adjunta de planejamento da Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas e coordenadora do Centro Estadual de Unidade de Conservação. Glademir Sales dos Santos é graduado em Filosofia e doutorando em Sociedade e Cultura na Amazônia.  Pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, faz parte da equipe de coordenação de mapeamento social como instrumento de gestão territorial contra o desmatamento e a devastação.  Np debate representa o projeto, que se preocupa em resgatar e capacitar os povos e comunidades tradicionais da região. Marcelo Bastos Seráfico de Assis Carvalho se formou em Sociologia e  dedicou mestrado e doutorado ao estudo das atividades empresariais no Amazonas, inclusive a Zona Franca de Manaus. Participa de grupos de pesquisa sobre desigualdade, trabalho e sociedade na pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde também é professor do Departamento de Ciências Sociais.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

23 a 29 de setembro – Doenças da Amazônia

As condições climáticas da Amazônia, quase sempre com calor e umidade, e a existência de águas paradas, facilitam a proliferação de mosquitos responsáveis pela transmissão da maioria das doenças chamadas de tropicais pela Organização Mundial da Saúde.  O atendimento de saúde precário numa área tão extensa, a falta de saneamento e o desmatamento, agravam e dificultam o controle de doenças como a malária, a febre amarela e a leishmaniose.   O que são essas doenças, os tratamentos e prevenção – e até a própria rotulação como doenças tropicais – são temas do debate com  especialistas.

Participantes: Formado em Medicina pela Universidade de Brasília, Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda já escolheu a Infectologia em sua residência médica na Fundação de Medicina Tropical, especialidade que manteve até o seu doutorado. Integra o comitê de assessoramento técnico do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde do Brasil, além de ser consultor eventual da Organização Mundial da Saúde.  Ainda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária, com sede em Manaus. Formada em Medicina e Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas ( UFAM), Maria Luiza Garnelo Pereira fez mestrado em Ciências Sociais e doutorado em Antropologia. Professora visitante da Philips University fo Marburg, da Alemanha, é pesquisadora e vice-diretora de ensino e informação em saúde do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane da Fiocruz. Flor Ernestina Martinez Espinosa, médica colombiana, veio fazer residência médica em doenças infecciosas na Fiocruz, onde acabou completando o mestrado e doutorado em Medicina Tropical. Atualmente é orientadora no programa de pós-graduação em doenças infecciosas e tropicais da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas – em convenio com a Universidade do Estado do Amazonas – além de atuar como pesquisadora do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane da Fiocruz. Felipe Gomes Naveca sempre se dedicou, da graduação ao doutorado, à microbiologia.  É docente permanente em programas de pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além de ser o vice-diretor de pesquisa e diretor substituto do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane da Fiocruz. Trabalha com desenvolvimento de métodos para diagnósticos e estudos evolutivos de doenças infecciosas emergentes, especialmente as causadas por vírus.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

30 de setembro a 6 de outubro – Peixes da Amazônia

Os peixes fazem parte das lendas e mistérios da Amazônia. Inclusive o boto, que nem peixe é, mas na crendice popular se transforma em jovem sedutor que engravida donzelas. No mundo, esta espécie de golfinho mobiliza campanhas de proteção, pois enfrenta a triste realidade de ser morto só para servir de isca na pesca da piracatinga, que tem bom valor comercial. E nada mais misterioso que os peixes elétricos, capazes de dar choques de 500 volts quando ameaçados. Uma verdadeira bateria biológica natural, que ainda não somos capazes de reproduzir. Em busca do aumento do conhecimento, os centros de pesquisa na Amazônia se dedicam ao estudo de pelo menos 3 mil espécies da região. Os convidados são especialistas em peixes – o principal alimento das comunidades ribeirinhas e do interior, ao lado da farinha de mandioca.

Participantes: Efrem Jorge Gondim Ferreira é formado em Engenharia de Pesca, tem mestrado e doutorado em biologia de água doce e pesca interior. Pesquisador e professor do curso de pós-graduação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) tem vários livros e artigos científicos publicados sobre seus temas de estudo. José Antônio Alves Gomes, formado em Oceanografia Biológica, com mestrado e doutorado no exterior, já foi diretor geral do INPA. Atualmente, além de professor de pós-graduação no INPA e na Universidade Federal do Amazonas, se dedica ao estudo da biologia e evolução dos peixes elétricos. Carlos Edwar de Carvalho Freitas tem doutorado em ciências da Engenharia Ambiental e dá aulas no INPA e na UFAM, onde também coordena o programa de pós-graduação em Ciências Pesqueiras nos Trópicos. Arnold José Lugo Carvajal se graduou em Biologia Marinha na Colômbia e veio fazer mestrado em biologia de água doce e pesca interior no INPA. Tem experiência na área de biologia e ecologia de peixes, atuando principalmente com peixes ornamentais, taxonomia e manejo de aquários. É o responsável pelos aquários do Museu da Amazônia, o MUSA.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

7 a 13 de outubro – Águas da Amazônia

A primeira associação que se faz quando se fala em Amazônia é com florestas e água; muita água – uma bacia hidrográfica que fornece 20% do total de águas doces do mundo. Como então imaginar que a maioria da população é obrigada a beber água extraída de poços? E, mesmo assim, sem muita garantia de qualidade da água.  Outro aspecto é que todo ano  500 mil quilômetros quadrados de árvores e plantas – praticamente uma vez e meia o Estado de São Paulo – são inundadas, alterando a vida vegetal e animal desta floresta, que sequer é citada no Código Florestal do Brasil. Os convidados para o debate são cientistas que vieram de todas as  partes do país para viver e pesquisar o papel das águas de superfície e dos aquíferos do subsolo no meio ambiente e no clima da Região Amazônica.

Participantes: Ingo Wahnfried se formou e fez doutorado no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, já dedicado a aquíferos fraturados.É professor adjunto do Departamento de Geociências da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde coordena e participa de projetos de pesquisa sobre os aquíferos sedimentares existentes em Manaus e arredores.  Maria Teresa Fernandez Piedade é bióloga formada na Universidade Federal de São Carlos, com mestrado e doutorado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e pós-doutorado no exterior. É membro titular do Conselho Nacional de Zonas Úmidas e do Comitê Assessor de Ecologia e Limnologia do CNPq – o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Nas suas pesquisas busca entender a influência dos ciclos de inundações nas vegetações. Marco Antônio de Oliveira, geólogo pela Universidade Estadual de São Paulo e mestre em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas, ingressou em 1997 no Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, onde é atualmente o superintendente. Naziano Pantoja Filizola Junior, geólogo com mestrado na Universidade de Brasília e doutorado no exterior, é professor de Geografia Física e coordenador do Laboratório de Potamologia Amazônica da UFAM. É também professor colaborador da pós-graduação do INPA. Trabalhou na Agência Nacional de Águas, foi membro da Comissão de Hidrologia da Organização Mundial de Meteorologia e atualmente é assessor de relações internacionais e institucionais da UFAM.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

14 a 20 de outubro – As desconhecidas novas espécies

Bem em frente à praia de Ipanema, fica um arquipélago, chamado das Cagarras – como foi batizado pelos nossos descobridores, por conta da brancura criada pelos excrementos das aves que habitam as ilhas. Nos passeios e mergulhos por lá, se percebe que as águas não são tão limpas. Mas o que quase ninguém sabia, até poucos anos atrás, é que estas ilhas escondiam centenas de espécies de plantas e animais, que recentemente foram registradas por pesquisadores do Instituto Mar Adentro. Do outro lado do país, na Amazônia, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi descreveram recentemente mais de 169 espécies de animais e plantas. E ainda há muito a se descobrir sobre essas desconhecidas novas espécies. Nossos convidados explicam a importância delas para o mundo.

ParticipantesAline Augusto Aguiar é bióloga, com mestrado em Ciências Biológicas e doutorado em Ecologia. É professora colaboradora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e vice-presidente do Instituto Mar Adentro, onde coordena o projeto Ilhas do Rio.  Gustavo Martinelli cursou seu doutorado no Reino Unido e é pesquisador titular do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, onde coordena o Centro Nacional de Conservação da Flora. Organizou o Livro Vermelho da flora do Brasil, publicado em 2013.  Rogério Gribel é engenheiro florestal, com mestrado em Ecologia e fez doutorado sobre evolução genética de plantas também no Reino Unido. É pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia INPA) e atualmente está na direção das pesquisas científicas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Fábio Rubio Scarano também é engenheiro florestal com PhD em Ecologia no exterior. É professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra o quadro de autores do Painel Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ambientais. É ainda vice-presidente sênior para as Américas da Conservação Internacional – uma ONG com atividades em todo o mundo, como diz o nome.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

21 a 27 de outubro – Fantasma da matemática aterroriza o futuro

O trauma da matemática que aflige os jovens estudantes reduz o interesse no estudo das disciplinas exatas, com prejuízos para o desenvolvimento tecnológico do país. Por que se ensina a teoria dos conjuntos no ensino fundamental para logo em seguida abandoná-la? Há modismos em matemática? Poderíamos sofrer menos com um ensino melhor? Afinal, a matemática não deveria doer, pois é mais fácil compreender que decorar. Essas e outras questões são debatidas neste programa, numa tentativa de provar que esse fantasma deve ser exorcizado.

Participantes: Suely Druck, professora de matemática da UFF e presidente da Sociedade Brasileira de Matemática. Aloísio Araújo, pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, o IMPA. Luciano Castro, professor de Matemática, diretor de escola que conhece o dia-a-dia das salas de aula. Menga Ludke, educadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

28 de outubro a 3 de novembro – Metamateriais

Em algum momento da vida, por boas ou péssimas situações, você já pensou em ficar invisível? Certamente, quase todo mundo já imaginou como seria passar por isso. O que pouca gente sabe é que os físicos estão cada vez mais perto desta realidade, uma das possibilidades que podem ser alcançadas com os metamateriais.  Os metamateriais são novos tipos de materiais produzidos artificialmente, com propriedades que não são encontradas na natureza. Os nossos convidados esclarecem o que são e para o que podem ser usados esses metamateriais.

ParticipantesCarlos Alberto Aragão de Carvalho Filho possui doutorado em Física pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. É professor titular no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Já foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é diretor de Tecnologia e Inovação do Instituto Nacional de Metrologia, o Inmetro.  Vilson Rosa de Almeida é graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e possui doutorado  pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. É pesquisador do ITA e do Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica, especializado em fotônica em silício.  Solange Bessa Cavalcanti possui doutorado pela Universidade de Londres. É professora e pesquisadora do Instituto de Física da Universidade Federal do Alagoas, integra a Sociedade Brasileira de Física e é especialista em propagação de ondas eletromagnéticas.  O físico Felipe Siqueira de Souza da Rosa exerceu estágio de pós-doutorado nos Estados Unidos e no Instituto de Ótica da França. Atualmente é professor do Instituto de Física da UFRJ e pesquisa os temas de forças dispersivas, forças em coloides e transferência de calor na nanoescala, que ele explica no programa.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

4 a 10 de novembro – Um mundo de computador: o que fazem com nossos dados

Quem usa Facebook já deve ter notado: basta procurar um produto na internet que logo surge um anúncio do produto ou da loja em nossa página. A impressão é que estamos sendo vigiados o tempo todo. O que não deixa de ser verdade. Nossos dados no mundo de hoje, onde tudo se faz por computador ou celular, já viraram base para estratégias de negócios. Quando houve a denúncia da espionagem do governo americano sobre o Brasil, aumentou a consciência das pessoas sobre o uso de nossos dados por outros. Para conhecer mais o que se faz com as informações nesse mundo controlado por computadores, foram convidados especialistas que lidam com isso.

ParticipantesMarcos do Couto Bezerra Cavalcanti é graduado em matemática, com mestrado e doutorado em informática pela Universidade de Paris. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ – coordena o Centro de Referência em Inteligência Empresarial – o CRIE – e edita a revista Inteligência Empresarial. Foi diretor de tecnologia da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj, parceira do programa. Luciana Sodré Costa é graduada em Administração de Empresas e Pedagogia e  cursa mestrado em Engenharia de Produção na UFRJ. É pesquisadora do Centro de Referência em Inteligência Empresarial e também coordenadora do Instituto Big Data Brasil.  Christian Aranha é graduado em Engenharia e Psicologia, fez mestrado em Estatística e doutorado em Inteligência Artificial. Tem ainda pós-doutorado em Ciência Cognitiva e também é o fundador e diretor de pesquisa da empresa Cortex Intelligence, especializada em Big Data.  Fernando Nery também tem dois tipos de graduação: em Informática e em Pedagogia. É sócio fundador da empresa Módulo, que atua nos segmentos de segurança da informação e gestão da vulnerabilidade em tecnologia da informação. Foi membro do Comitê Gestor da Internet do Brasil e atuou em projetos de implementação de governança, segurança e compliance, palavra que significa uma espécie de ajuste às normas.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

11 a 17 de novembro – Doenças degenerativas

Perda de memória, dificuldade para executar tarefas, para falar, câimbras, perda de equilíbrio, tremores. A antigamente se dizia que era coisa de velho; virou velho gagá.. e outros desprezos de mau gosto. Com o aumento da sobrevida da população cresceu a consciência de que esses sintomas podem ser de doenças degenerativas, responsáveis pela morte de milhões de pessoas por ano. Alzheimer, Parkinson e a Esclerose Lateral Amiotrófica – a ELA –  são as doenças neurodegenerativas mais frequentes na terceira idade.  No Brasil, estima-se que um milhão e duzentos mil idosos possuam algum tipo de comprometimento cognitivo  O tratamento é difícil, tanto para o paciente quanto para a família e as pessoas ao redor. Os especialistas convidados ajudam a saber mais sobre essas doenças.

Participantes: O médico José Mauro Braz de Lima possui mestrado e doutorado em Neurologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pós- doutorado em Neurociência pela Universidade de Paris. Atualmente é coordenador do programa acadêmico sobre doenças do neurônio motor- esclerose lateral amiotrófica do Instituto de Neurologia Deolindo Couto, da UFRJ.  Maria Cristina Reis Amendoeira é psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Possui mestrado e doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ. É médica do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e estudiosa em doença de Alzheimer.  Fisioterapeuta especialista em doença de Parkinson, Lucia Maria Gil da Silva é mestre em Psicologia Social e da Saúde e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Castelo Branco. É diretora da Associação Parkinson Carioca. Clemente Augusto Alves é diretor-tesoureiro da Regional Rio da Associação Brasileira de Alzheimer.  Desde 2005 ele enfrenta a doença de Alzheimer que foi diagnosticada na esposa. Vai poder nos falar sobre os aspectos sociais da doença de Alzheimer.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

18 a 24 de novembro – De olho no olho

Os olhos são responsáveis por 70% das informações recebidas pelo homem. Além de levar as informações até nós, o olho pode também fornecer informações sobre nós. Através de alguns exames é possível diagnosticar doenças como a hipertensão, tuberculose e doenças reumáticas, entre outras. O avanço nas pesquisas sobre os olhos já pode garantir a correção de defeitos de visão, determinar o fim do uso de óculos e até permitir a visão de pessoas cegas desde a infância. Córnea, pupila, iris, cristalino, retina  – são palavras que a gente já conhece. Mas como ocorre a visão? Como se dá a transformação de ondas luminosas em pulsos eletroquímicos transferidos para nosso cérebro? No programa os convidados utilizam uma maquete de olho para que se possa ver o olho por dentro e por fora.

ParticipantesLuiz Cláudio Santos de Souza Lima é médico oftalmologista, mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense, a UFF, onde ele também é professor e doutorando em Ciências Médicas. Coordena o setor de estrabismo do serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Antônio Pedro e é membro do Centro Brasileiro de Estrabismo, do Conselho Brasileiro Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.  O oftalmologista David Gryner, recentemente falecido, possuía 52 anos de clínica e a vasta experiência de quem trabalhou em grandes hospitais da cidade do Rio de Janeiro, como o Miguel Couto, o Hospital Central do Exército e o Souza Aguiar. Premiado por estudos de refração possui uma patente de um produto para limpeza de lentes de contato gelatinosas, no Brasil, nos Estados Unidos e no Japão.  A médica Karla Rezende Guerra Drummond tem especialização em retina e vítreo e faz mestrado em Ciências Médicas. É chefe do setor de diabetes no serviço de oftalmologia e integra a equipe do setor de retina do Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

25 de novembro a 1 de dezembro – Startups, incubadoras, aceleradoras: os novos caminhos da inovação

O fato de terem nascido como startups é um ponto em comum entre as concorrentes Google e Yahoo. Elas, e muitas outras empresas do novo mundo digital, tiveram um suporte, uma inicialização – que seria a tradução literal de startup. No Estado do Rio a Secretaria de Ciência e Tecnologia resolveu apoiar 50 ideias inovadoras, dando 100 mil reais por ano para cada uma, todas instaladas em um mesmo lugar, com facilidades comuns. Quase todas as ideias inovadoras precisam de uma startup, de incubadoras ou aceleradoras para se tornarem lucrativas. A diferença entre estes termos e as vantagens dessas ajudas, são debatidas pelos convidados. Afinal a efetivação do processo de inovação – que é a transformação do conhecimento científico em produtos – sempre foi apontada como a solução para o desenvolvimento do país.

ParticipantesAugusto da Cunha Raupp, ex-presidente da Faperj, tem mestrado em administração no exterior, e cursa doutorado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Atualmente é subsecretário estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e já coordenou diversos projetos em tecnologia no estado.  O inicialmente eletrotécnico Francisco José Batista de Sousa possui mestrado e doutorado em engenharia de produção. Atualmente é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF – onde coordena a incubadora de empresas da universidade. Marcelo Sales é graduado em engenharia da computação e fundador de empresas que fornecem conteúdo de entretenimento móvel, pagamentos de bens virtuais, serviços de marketing e distribuição de aplicações. Em 2011 fundou a aceleradora de negócios 21212. Está envolvido em iniciativas relacionadas ao desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil e nos Estados Unidos. Claudia Wilson, inicialmente graduada em processamento de dados, pós-graduada em gestão de negócios e especializada em inteligência competitiva, é a diretora executiva da regional rio da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – a Assespro.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

2 a 8 de dezembro – Os jovens campeões da ciência

Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais – ou sai escondidinha – é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos. O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais – consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas – especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.

Participantes: Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais. Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT.Daniel Santana Rocha, ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – o IMPA. Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

9 a 15 de dezembro – Grafeno: material do futuro?

De carbono todos já ouviram falar. Pelo menos do gás carbônico – o CO2 – considerado vilão do efeito estufa, do aquecimento global. Mas o átomo de carbono é o elemento químico que compõe as moléculas que dão origem à vida. E está presente nas mais variadas formas encontradas na natureza. Macio no grafite do lápis, duríssimo no diamante. Recentemente, em 2004, os cientistas passaram a lidar com outra forma de apresentação do carbono:o grafeno – uma espécie de folha finíssima, com a espessura de um átomo, que é considerado o material do futuro por muitos especialistas. Até pela possibilidade de poder transmitir energia, e informações, com velocidade quase 100 vezes maior do que o silício, que é o material dos semicondutores da informática. Especialistas convidados explicam o que é o grafeno – e se ele tem mesmo o poder de mudar muita coisa no mundo em que vivemos.

Participantes: Fernando Lázaro Freire Júnior, é professor titular do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT) e, no momento, preside o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF. Do Conselho Editorial do Tome Ciência, comanda um grupo de pesquisas sobre grafeno. Eunézio Antônio de Souza, mais conhecido como professor Thoroh, doutor em física, é atualmente professor adjunto da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde coordena o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno e Nanomateriais – o Mackgrafe. Tatiana Gabriela Rappoport, com doutorado em física, atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Enfatiza em seus estudos os materiais magnéticos e propriedades magnéticas, atuando principalmente com nanoeletrônica, semicondutores magnéticos diluídos, cadeias quânticas de spin e transições de fase quânticas. Pedro Paulo de Mello Venezuela, também com doutorado em física, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Tem experiência na área de física da matéria condensada, o que inclui modelamento teórico-computacional das propriedades estruturais; eletrônicas, magnéticas, vibracionais e óticas de sistemas nanoestruturados.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

16 a 22 de dezembro – Como avaliar nossa ciência e cientistas

Vivemos num mundo cheio de tecnologia: celulares, internet, computadores no processo industrial – enfim, uma sociedade onde o conhecimento passou a ser fundamental. A aplicação prática de uma parte do conhecimento vira a tecnologia que inova quase todos os produtos utilizados hoje em dia. Essas novidades, dentro da disputa comercial do mundo capitalista, são transformadas em patentes que garantem lucro. Mas, até por conta de tanta rapidez na intercomunicação global, o conhecimento publicado por um cientista rapidamente alcança todos os outros da mesma área fazendo avançar novas pesquisas. É por essas e outras razões que se convencionou medir o valor da produção científica de um país pela quantidade de publicações de trabalhos e pelas patentes registradas. Mas até que ponto esses índices são capazes de definir a importância do papel da ciência e dos cientistas no Brasil?

Participantes: Marco Moriconi, físico, com doutorado na Universidade Princeton, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Em 2013, foi eleito Secretário Regional do Estado do Rio de Janeiro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, parceira do Tome Ciência. Jerson Lima da Silva, doutor em biofísica e professor do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de janeiro, a UFRJ. É diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj, que também apóia o programa. Dirige ainda o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas e é membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento. Já recebeu diversos prêmios, como a Ordem Nacional do Mérito Científico. Rogério Meneghini, químico com doutorado em bioquímica, é professor aposentado da Universidade de São Paulo, a USP. Foi criador e diretor do Centro de Biologia Molecular Estrutural do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas. Atualmente é o coordenador científico da Rede Sielo, um sistema público que permite acessar a produção científica do Brasil através da internet. Também foi laureado com a Ordem Nacional do Mérito Científico. Alexander Kellner, paleontólogo, com doutorado na Universidade Columbia, nos Estados unidos, trabalha no Museu Nacional da UFRJ. É membro titular e editor-chefe do Anais da Academia Brasileira de Ciências, a ABC. Também foi admitido na classe de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

23 a 29 de dezembro – Desenvolvimento ou crescimento: novo sistema à vista?

Taxa de juros, valor do salário mínimo, valor do câmbio. Essas notícias de economia sempre aparecem com percentuais de aumento ou de baixa nos veículos de comunicação. O crescimento do PIB, o produto interno bruto – índice que dá a dimensão da quantidade do que se produz no país –, é normalmente citado para se demonstrar o avanço do país. Dizem que deixamos de ser subdesenvolvidos e agora somos país em desenvolvimento – a sexta ou sétima economia do mundo. Mas no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas chegamos em octogésimo quarto lugar. Será então que crescimento econômico e desenvolvimento são a mesma coisa? Esta é a dúvida sugerida para debate pela Associação Brasileira de Antropologia – a ABA, pois em nosso programa são as organizações filiadas à SBPC – a Sociedade para o Progresso da Ciência – que sugerem os assuntos.

Participantes: Antonio Carlos de Souza Lima, antropólogo, diretor regional da ABA, foi o autor da ideia deste programa. Ele é professor do Museu Nacional, da UFRJ – a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Werner Baer, economista norte-americano, professor da Universidade de Illinois desde 1974, é consultor do Banco Mundial e do Ministério do Planejamento brasileiro. É autor do livro “A Economia Brasileira: Crescimento e Desenvolvimento”. Roberto Saturnino Braga é mais conhecido como político do Rio de Janeiro, pois foi vereador, prefeito, deputado federal e senador por três mandatos. Engenheiro com formação em desenvolvimento econômico, ele preside o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. Carlos Vainer é economista e sociólogo com doutorado em desenvolvimento econômico e social. Professor titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ coordena o Laboratório de Pesquisa Estado, Trabalho, Território e Natureza.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

30 de dezembro a 5 de janeiro – Como conviver com o câncer

“Aquela doença”, o misterioso câncer, era uma doença a qual, algum tempo atrás, ninguém ousava dizer o nome. Doença que não é só uma por sinal, pois existem cerca de 200 tipos de câncer. No momento em que o homem já desvendou o DNA, o genoma humano, e aspectos os mais detalhados dos funcionamentos celulares, porque ainda não se alcançou a cura do câncer? É bem verdade que, em alguns tipos, o percentual de cura já chegou a 80 por cento. Os especialistas convidados – por acaso todas mulheres – falam sobre o conhecimento acumulado da ciência sobre a doença e também esclarecem se estamos no caminho da cura. No mínimo para acabar com o preconceito com “aquela doença”, o programa busca desvendar os mistérios do câncer.

Participantes: Maria da Glória das Costa Carvalho integra a Associação Americana de Pesquisa em Câncer e a Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é pesquisadora do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Clarissa Baldotto é médica oncologista clínica e pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mestre e doutora em oncologia pela mesma instituição. Nathalie Henriques Canedo é professora de patologia, da Faculdade de Medicina da UFRJ, onde também coordena o Laboratório de Neuropatologia e o Laboratório de Patologia Molecular. Médica patologista, com doutorado em biologia molecular, faz pesquisas na área de neuropatologia e patologia molecular. Participa ainda da Sociedade Brasileira de Patologia. Juliane Musacchio é mestre e doutora em medicina, gerente de hematologia e pesquisadora do grupo COI, o Instituto Clinicas Oncológicas Integradas, que é uma empresa onde se faz pesquisas sobre a evolução dos clientes nos tratamentos. Integra a Sociedade Americana de Hematologia.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

6 a 12 de janeiro – Ciência, só com educação eficiente

O Brasil tem mais de sete milhões de pessoas matriculadas no ensino superior. Os cursos técnicos e profissionalizantes, que 2014 já ofertavam oito milhões de vagas, têm inserido cada vez mais pessoas no mercado de trabalho. Porém  pesquisas apontam que ainda faltam profissionais qualificados no mercado, tais como professores, médicos e engenheiros. Já a  preocupação dos cientistas é com a falta de preparo e estímulo para aumentar a formação de cientistas no Brasil. Tanto que a sugestão deste debate foi da Sociedade Brasileira de História da Ciência, uma das afiliadas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), nossa parceira nas formulações dos temas, que depois são escolhidos por votação pelo Conselho Editorial de cientistas do programa.

ParticipantesPaulo Speller é o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, do governo federal. Possui graduação e mestrado em Psicologia e doutorado em Ciência Política cursados no exterior. Tem experiência na área de educação e ciência política, com ênfase em estado e governo.  Maria Cristina Lacerda Silva possui graduação em Letras e mestrado em Educação. Atualmente é presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica, a Faetec, do Rio de Janeiro e integra o Fórum Nacional de Gestores da Educação Profissional e Tecnológica.  Marise Nogueira Ramos se graduou como professora de Química e possui mestrado e doutorado em Educação. É professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde pública da Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já foi diretora de Ensino Médio do Ministério da Educação.  Christina Helena da Motta Barboza fez Engenharia Mecânica e depois também se formou em História.  Tem mestrado e doutorado em História Social. É pesquisadora do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e representa a diretoria da Sociedade Brasileira de História da Ciência neste debate.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA