Programação

 

16 de abril a 22 de abril – Medicina Regenerativa

Terapia celular, terapia gênica, fabricação de novos órgãos – a cada dia uma nova esperança de cura aparece nos veículos de informação. De comum, a base tecnológica que faz a saúde ficar a cada dia mais interdisciplinar. Engenheiros ajudam médicos a fazer marcapassos cardíacos ou próteses ortopédicas e já evoluem as técnicas de controle cerebral sobre máquinas especialmente desenvolvidas para recuperar capacidades perdidas pelas pessoas. Mas o que chamou mais a atenção no Brasil foi a liberdade ou não das pesquisas com células-tronco de embriões, amplamente discutidas até a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal. Depois do México, fomos o segundo país latino-americano a ter as pesquisas liberadas. Mas a cada notícia nova – da feitura de uma orelha, de um olho ou mesmo de um neurônio – fica a dúvida sobre a capacidade brasileira de conseguir também bons resultados. Neste programa vai ser possível saber se estamos bem preparados.

Participantes: Marcelo Marcos Morales, recentemente eleito como um dos secretários nacionais da SBPC – a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa –, é biofísico com pesquisas centradas em terapias celulares com células-tronco em doenças renais e pulmonares. É presidente da Federação Latino-americana de Sociedades de Biofísica e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Rosália Mendez-Otero, tal como o Marcelo, é professora do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Tem experiência na área de neurociencias, atuando principalmente com neurogênese (que é o desenvolvimento dos neurônios), células-tronco, terapias celulares e doenças neurodegenerativas. Aline Marie Fernandes é doutora pelo Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ e atualmente realiza pós-doutorado no Laboratório de Biomembranas, onde trabalha com a avaliação do potencial terapêutico de células-tronco em lesão renal. Adriana Bastos Carvalho, também professora do Instituto de Biofísica da UFRJ, voltou recentemente do pós-doutorado no hospital da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e na Universidade de Toronto, no Canadá – o que pode nos ajudar a comparar o estágio de pesquisa feita no Brasil com o que se produz no exterior.

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23 de abril a 29 de abril – P, M ou G: as medidas no Brasil e no mundo

Certamente você já viu num filme americano de ação o painel do carro mostrando uma velocidade em milhas por hora. E como saber qual a verdadeira velocidade, já que toda a nossa imaginação se guia pelos quilômetros por hora que adotamos no Brasil? E a tela da TV de 42 polegadas, quantos centímetros tem? Mais complicado ainda é perceber que os tamanhos de roupas e sapatos não variam apenas de país para país. Pode haver diferenças de um fabricante para outro, mesmo dentro do Brasil. Por essas e outras existem cientistas preocupados com normas e padrões unificadores, com regras que possam assegurar a qualidade dos produtos que usamos. Para saber por que as medidas variam de nomes e tamanhos foram convidados pesquisadores que entendem disso tudo, da razão das diferenças no mundo – e no Brasil também. Será possível unificar as medidas?

Participantes: Paulo Coscarelli, engenheiro têxtil, com mestrado em sistemas de gestão, é diretor substituto de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – o Inmetro. Eugenio Guilherme Tolstoy de Simone, engenheiro metalúrgico com mestrado em Ciências em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, é atualmente diretor técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Flávio Glória Caminada Sabrá, mestre em Administração, fazendo doutorado em Design, coordena um estudo antropométrico das medidas do corpo dos brasileiros. É gerente de Inovação, Estudos e Pesquisas do Senai-Cetiqt – sigla que denomina o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Sílvio Francisco dos Santos, engenheiro mecânico e mestre em Sistemas de Gestão, cursa o doutorado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos. É coordenador da qualidade da diretoria de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro e representante brasileiro no Sistema Interamericano de Metrologia.

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30 de abril a 6 de maio – Teorias da Corrupção

Dinheiro ilegal já apareceu em cueca, na mesa, na mala, na bolsa, em todos os bolsos… Não dá para se falar de um escândalo especifico sem que ele seja imediatamente superado pelo que vai ser divulgado pela imprensa amanhã. A questão é exatamente a sucessão de denúncias de corrupção que acaba trazendo descrédito para a política e até para o próprio povo brasileiro, pois, afinal, dar dinheiro para o guarda da esquina também é corrupção. O problema, é claro, não é só brasileiro e volta e meia explode em outros países. Mas como então explicar algumas teses de que a corrupção é herança de nossa colonização, de que herdamos mazelas e vícios, jeitinho e gosto de levar vantagem? Especialistas foram reunidos para explicar como nossos estudiosos pensam a corrupção – e se existe saída para isso.

Participantes: Marcos Otavio Bezerra, doutor em Antropologia Social e professor dos Programas de Pós-graduação em Antropologia e Sociologia da Universidade Federal Fluminense(UFF) é autor dos livros “Corrupção, um Estudo sobre Poder Público e Relações Ressoais no Brasil” e “Em Nome das Bases”. Marisa Pignataro tem mestrado em Letras e fez extensão na Universidade Federal de Minas de Minas Gerais sobre concepções de democracia e sua influência na constituição do Estado. Na Controladoria Geral da União (CGU) desde 1997, chefia a diretoria regional do Estado do Rio de Janeiro, comandando equipes da área de Controle Interno; Corregedoria e Prevenção, e Combate à Corrupção. Fernando Lattman-Weltman, com mestrado em Sociologia e doutorado em Ciência Política, participa do Centro de Pesquisa e Documentação de Historia Contemporânea do Brasil – o Cpdoc da Fundação Getulio Vargas – desde 1991. Lá, entre outras atividades, dedicou-se ao estudo das relações entre a imprensa e a política, chegando a escrever vários livros sobre o assunto, entre eles “A Imprensa Faz e Desfaz um Presidente”, logo após o impeachment do presidente Collor. Jeremias Ferraz Lima, doutor em Psicanálise, é professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de estudos sobre pulsão e libido, é autor de um livro chamado ‘’ Psicanálise do Dinheiro’’.

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7 a 13 de maio – O tempo da Meteorologia

A meteorologia é muito mais do que dar uma olhada na previsão do tempo quando se planeja uma viagem de fim de semana. No momento em que o aquecimento global é uma ameaça, e as grandes catástrofes climáticas tornam-se cada vez mais frequentes, ressalta-se a importância e a responsabilidade dos meteorologistas. O aumento do conhecimento e as inovações tecnológicas nessa área permitem hoje prever com certa antecedência e precisão os fenômenos do clima. E retirar rapidamente pessoas de áreas de risco pode salvar muitas vidas. O tema deste debate foi sugerido pela Sociedade Brasileira de Meteorologia, instituição vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC.

Participantes: Carlos Afonso Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), dirigiu por mais de 10 anos o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e participa da criação, em 2011, do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais. Maria Gertrudes Justi da Silva, coordenadora do curso de meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia faz parte do Conselho de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia no Governo Federal. José Marques é o presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Meteorologia. Foi da primeira turma de meteorologistas formados em universidade brasileira, graduado em 1967 pela UFRJ. Até então os cursos eram realizados só no exterior, onde depois, na França, ele fez o pós-doutorado. Ednaldo Oliveira dos Santos, professor adjunto do Departamento de Ciências Ambientais do Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro(UFRRJ), é presidente da União Nacional dos Estudiosos em Meteorologia e representante da América do Sul no comitê internacional que estuda educação sem distância de meteorologia. É também pesquisador associado do Instituto Virtual Internacional  de Mudanças Globais, da COPPE/UFRJ.

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14 a 20 de maio – O mar do pré-sal

O petróleo descoberto abaixo da camada de sal do Oceano Atlântico, a sete quilômetros de profundidade, é visto como uma riqueza capaz de transformar a vida dos brasileiros. No país inteiro começou uma discussão sobre o aproveitamento desses recursos. A Convenção do Mar estabelece que um país só pode exercer o direito de exploração da plataforma continental, e de seu subsolo, até um limite de 200 milhas náuticas a partir da base. A descoberta no pré-sal fez com que a ONU desse sinal verde para o Brasil incorporar, para além das 200 milhas, mais 712 mil quilômetros quadrados de extensão. Um aumento de vital importância para o país, mas que também aumenta a responsabilidade dos brasileiros contra acidentes e na preservação ambiental. Mas o que existe nas águas profundas do nosso oceano? Que recursos naturais temos para preservar? O Censo da Vida Marinha mostrou que só conhecemos 1% do que existe em nossos mares.

Participantes: Lúcia Campos, bióloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PhD em oceanografia biológica, dedica-se aos estudos de oceano profundo. Trabalha com a margem continental brasileira profunda e na região Antártica. Coordena um projeto que pesquisa a biodiversidade marinha e processos evolutivos e oceanográficos. É também assessora de assuntos científicos internacionais do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA). Marise Silva Carneiro, Capitão-de-Mar-e-Guerra, possui graduação em Administração de Empresas e pós-graduação em Gestão Ambiental e Ordenamento Territorial. Na Marinha do Brasil desde 1985, trabalha desde 2007 na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, onde é subsecretária do Plano Setorial para os Recursos do Mar. Cristiano Sombra é mestre em Geologia e trabalha na Petrobras desde 1978, onde atua na área de exploração e produção de petróleo. Coordena o Prosal – Programa Tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios do Pré-Sal. David Zee é engenheiro civil, mestre em Oceanografia e doutor em Geografia Ambiental. Coordena o mestrado profissional em Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida e é professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência em oceanografia costeira e impactos ambientais em ecossistemas urbano-costeiros.

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21 a 27 de maio – Energia nuclear, entre a vida e a morte

Mais de meio século depois de Hiroshima e Nagasaki, a energia nuclear ainda é associada à morte e a riscos para a saúde. Mas para muitos doentes, depois da aplicação nuclear na medicina, esse tipo de energia virou sinônimo de vida. O uso energético propriamente dito divide especialistas e ambientalistas pelo mundo todo. Energia nuclear – o uso, os riscos e a evolução no Brasil – é o tema deste debate.

Participantes: Alejandro Szanto de Toledo, professor titular de Física Nuclear da Universidade de São Paulo. Paulo Roberto Gomes, professor do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense. Edson Kuramoto, engenheiro da Eletronuclear e diretor da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN).

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4 a 10 de junho – Burocracia X Ciências

Um exemplo de dificuldades burocráticas que quase impediu o Brasil de desenvolver a primeira linhagem de células tronco nacionais: um líquido especial, que vem do Canadá e precisa ser conservado numa temperatura de menos 73 graus, ficou retido em pleno calor da Alfândega do Rio, obrigando os cientistas a fazerem um revezamento durante dias para levar gelo seco para preservar o produto até conseguir liberar a importação. Sem esse líquido, o “emitízer”, era impossível desenvolver as pesquisas. Neste caso os pesquisadores acabaram encontrando uma solução criativa ao criar uma nova substância sensível, o “mêizer”, que custou um quarto do preço da substância importada. Mas nem sempre é assim neste jogo entre burocracia e ciência: pesquisadores narram casos de aparelhos danificados, amostras congeladas derretidas e dificuldades de contratação de pessoal, entre muitos outros. Por isso eles defendem mudanças na burocracia que atravanca o progresso da ciência.

Participantes: João Ramos Mello Neto, mestre e doutor em física, com pós-doutorados no exterior, é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Secretário da regional Rio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa, representou a presidente Helena Nader, impedida de estar presente por um compromisso de última hora. Carlos Alberto Marques Teixeira, engenheiro com mestrado em economia e gestão empresarial, se especializou em tecnologias de gestão da produção e é coordenador geral da diretoria regional do Rio de Janeiro e diretor substituto do Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Jerson Lima Silva, formado em medicina, com mestrado e doutorado no Instituto de Biofísica, chefia o Laboratório de Termodinâmica de Proteínas e Vírus da UFRJ, onde também dirige o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear de Macromoléculas. É também diretor científico da Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Lucia Carvalho Pinto de Melo, graduada em engenharia química, com mestrados em física e em energia e meio ambiente, acabou especializando-se em planejamento e políticas de ciência. Presidiu, de 2005 a 2011, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição responsável por formular e implantar políticas para o campo científico. É pesquisadora titular da fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco e integra o Grupo de Trabalho da SBPC para mudanças nos marcos legais.

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11 a 17 de junho – Doenças nos tempos modernos

Quando todo mundo pensava que sarampo era coisa do passado, a doença volta a assustar em vários países. Isso quando não surge repentinamente uma gripe chamada de suína, com um novo tipo de vírus ameaçando um mundo que se contata fisicamente de forma muito rápida, por conta das viagens aéreas e da ampla circulação de pessoas entre vários países. Esse mundo de hoje, agitado e concorrido, faz aumentar os diagnósticos de estresse, provocando depressões e outros distúrbios. As pressões do dia a dia urbano incluem ainda doenças posturais, lesões de repetição e reflexos circulatórios. Este programa discute a capacidade da ciência de amenizar ou mesmo solucionar os problemas de saúde decorrentes da modernidade.

Participantes: Roberto Medronho, médico, com doutorado em Saúde Pública, é professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige a Faculdade de Medicina. Integra o Conselho Editorial de cientistas do Tome Ciência. Mario Barreira Campos, psiquiatra, é superintendente dos Institutos Municipais de Saúde Mental da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.

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18 a 24 de junho – Água Nossa de cada dia

Todo mundo sabe que a vida na terra começou na água e que as primeiras civilizações se desenvolveram perto de rios. Água, portanto, é essencial para a vida. Mais de 70% de nosso corpo é feito de líquido. Nosso planeta é terra no nome, mas tem uma superfície com três quartos de água. Mas só 1% dela pode ser bebida e já está faltando água para muita gente. Um estudo de 2011, da nossa Agência Nacional de Águas, apontou a necessidade de investimentos de mais de 22 bilhões de reais para evitar que mais da metade dos municípios brasileiros sofram com falta d’água em 2015.

Participantes: Luiz Edmundo Horta Barbosa Costa Leite, engenheiro, subsecretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, é professor do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra do Conselho Editorial do Tome Ciência. Mestre pela Universidade de Virgínia tem experiência na área de engenharia sanitária, com ênfase em saneamento ambiental. Já desenvolveu estudos para a Organização Mundial de Saúde, para a Organização Pan-americana de Saúde e para a Agência Internacional de Cooperação Técnica do Japão. Paulo Canedo, mestre em Engenharia Civil e doutor pela Universidade de Lancaster, é coordenador do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro e consultor do Banco Mundial. Romilda Maria Alves de Lemos, graduada em ciências biológicas pela UFRJ, mestre em ecologia e doutora em ciências, é professora do ensino superior do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Superior de Tecnologia da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), onde orienta trabalhos sobre a poluição aquática e monitoramento de bacias hidrográficas. Também se dedica à difusão científica e é responsável pela criação do Museu e Laboratório da Vida Aquática, com apoio da Faperj – a Fundação Carlos Chagas de Apoio e Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Humberto de Albuquerque, engenheiro de minas, é presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas). É também assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), onde trabalha há mais de 30 anos.

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25 de junho a 1º de julho – A economia enquanto ciência

Taxa de juros, superávit primário, inflação – todos estes termos, nem sempre muito claros para a maioria da população, mesmo assim fazem parte do imaginário de que a economia é que decide os caminhos do país, se confundindo com a política. Tanto que quando se fala sobre a profissão de economista no Brasil lembra-se logo de profissionais em altos escalões governamentais, tentando solucionar crises ou comandar planos de estabilidade para acertar os rumos do país. Mas a ciência econômica é muito mais que isso. Tem metodologias próprias e aplicações muito mais abrangentes do que a atuação no mercado de capitais ou na administração de recursos em empresas. É útil na análise e na gestão dos mais variados tipos de organizações humanas. Para definir até que ponto a ciência econômica pode ser vista como atividade científica ou considerada mecanismo de uso político, foram convidados especialistas para debater o papel dos economistas e da economia na sociedade atual.

Participantes: Aloísio Araújo, mestre em Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e PhD em Estatística pela Universidade da Califórnia, é vice-diretor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas. Foi consultor do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Ceci Juruá, economista, já foi professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Católica do Brasil, em Brasília. Extremamente atuante nos órgãos representativos dos economistas – chegou a participar da fundação do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro – participa atualmente do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Luiz Carlos Prado, graduado em Direito e Economia, com mestrado na UFRJ e PhD em Economia pela Universidade de Londres é ex-presidente do Conselho Federal de Economia, professor do Instituto de Economia da UFRJ e diretor-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

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2 a 8 de julho – Ciência na mesa de negociações

A publicação de uma descoberta em revista científica, durante muitos anos foi o único processo de reconhecimento e de intercâmbio entre os pesquisadores. A velocidade das comunicações no mundo globalizado alterou o processo de produção de conhecimento, que se tornou também mais claramente vinculado aos conceitos de soberania nacionais. Recentemente os cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência defenderam o uso do desenvolvimento tecnológico como ferramenta diplomática para o governo dos Estados Unidos. Mais que nunca a ciência faz parte agora da mesa de negociações. Neste programa, especialistas esclarecem quais seriam as novidades, as demandas e os obstáculos para um desempenho mais amplo, profundo e efetivo da colaboração científica em busca do desenvolvimento sustentável para todos os países, sem prejuízos e perdas para as condições de vida no planeta.

Participantes: José Monserrat Filho, assessor de comunicação quando da criação, em 1985, do Ministério da Ciência e Tecnologia, é o atual chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do MCT. Graduado em direito em Moscou, com mestrado e doutorado em direito internacional, estudou em Haia e em Estrasburgo, na França. João Alziro Herz da Jornada, professor titular de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez pós-doutorado nos Estados Unidos e preside o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – o Inmetro –, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  Adilson de Oliveira, graduado em engenharia química, com doutorado e pós-doutorado no exterior, mas em economia, é professor titular do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige o Colégio Brasileiro de Altos Estudos. Hayne Felipe da Silva, graduado em farmácia com mestrado em química de produtos naturais, é o coordenador técnico do programa Farmácia Popular do Brasil e diretor de Farmanguinhos, unidade responsável pela produção anual de um bilhão de medicamentos por ano que, além de pesquisar e produzir novos remédios, possui um sistema de interação internacional que possibilita intercâmbios, colaborações e também alguns conflitos no mercado de fármacos.

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9 a 15 de julho – Pesquisa de campo, alimentos na mesa

Da época de nosso descobrimento para cá, muita coisa mudou. A evolução do nosso  conhecimento científico tratou de relativizar o ufanismo da famosa frase “em se plantando, tudo dá”, de Pero Vaz de Caminha, quanto às nossas qualidades agrícolas.  O milho,por exemplo, que veio do México, precisou ter sua linhagem melhorada para poder ser rentável. Hoje, com modificações genéticas, está no topo das polêmicas sobre alimentos transgênicos. O milho também serve como exemplo moderno de alimentos fortificados – ou acrescidos de vitaminas  – para melhorar a alimentação da população. O trajeto da agricultura em nosso país é a própria história de como o conhecimento e a pesquisa  científica podem influir na produtividade e na qualidade do que plantamos e colocamos em nossa mesa. Esse é o tema em debate com especialistas em pesquisas de alimentos.

Participantes: Jose Luiz Viana de Carvalho, engenheiro agrônomo, com mestrado em ciência e tecnologia de alimentos, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – atuando principalmente com biofortificação de alimentos, segurança alimentar, qualidade tecnológica e sistemas de gestão da qualidade. Rubens Onofre Nodari, agrônomo, com mestrado e doutorado, é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, com experiência na área de genética vegetal e melhoramento de plantas, já tendo sido gerente de recursos genéticos vegetais do Ministério do Meio Ambiente.  Silvio Valle Moreira, originalmente médico veterinário, se especializou em engenharia genética, na Itália, na França, nos Estados Unidos e em Cuba. Pesquisador titular em saúde pública na Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, é membro de várias comissões de biossegurança, inclusive a que trata da avaliação de transgênicos seus derivados na Anvisa , Agência Nacional de Vigilância Sanitária.  José Antônio Azevedo Espíndola, mestre e doutor em agronomia, lidera na Embrapa um projeto de agricultura orgânica para o Brasil, que reúne 27 centros de pesquisa, mais de 350 pesquisadores e técnicos, além de 25 instituições parceiras, como ONGs, universidades, e instituições de pesquisa e extensão.

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16 a 22 de julho – Pesquisadores do universo

A origem do universo sempre intrigou a humanidade. Na busca de respostas para os fenômenos da natureza quase sempre o inexplicável é atribuído a razões sobrenaturais. Mas para os debatedores deste programa – cientistas por opção e profissão – nada é mais natural que procurar  explicações para o desconhecido. Ao examinar o Universo com o auxílio das mais avançadas tecnologias, eles questionam inclusive as teorias que já pareciam solidificadas, como a que atribuía a origem de tudo a uma grande explosão, o big bang. Comentam das mais recentes descobertas e explicam a expansão acelerada, que pode vir ser o fim de tudo.

Participantes: Jaime Fernando Villas da Rocha, doutor em astronomia,  professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ) e coordenador nacional da Comissão de Ensino da Sociedade Astronômica Brasileira. Martin Makler, doutor em física na área de cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Nelson Pinto Neto, doutor em física e pesquisador titular do CBPF, com pós-doutorado na Universidade Pierre et Marie Curie, na França. Maurício Ortiz Calvão, com pós-doutorado em física na Universidade California Berkeley, nos Estados Unidos, é professor da Universidade do Estado  Rio de Janeiro (UFRJ).

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23 a 29 de julho – Por debaixo do solo

A extensão continental é tida como uma das principais características do Brasil e sempre citada quando se falam das possibilidades de crescimento econômico do país. Com tanta terra, podemos imaginar que existem muitas riquezas por debaixo do solo.  E é exatamente este o tema abordado no debate. Especialistas falam sobre os minérios que existem no território brasileiro, as técnicas de extração destas riquezas naturais, a preocupação com o meio-ambiente e a importância destes produtos para a economia nacional.

Participantes: Miguel Antônio Cedraz Nery, diretor geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Adão Benvindo da Luz, diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem). Gilberto Calais, consultor, economista e doutorando em economia na área de mineração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Roberto de Barros Emery Trindade, pesquisador titular do Cetem e engenheiro metalúrgico.

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30 de julho a 5 de agosto – Esporte tem ciência

Por trás dos momentos de magia e emoção das manifestações esportivas, existe uma intensa atividade científica. A educação física está cada vez mais organizada academicamente – e já começa a ser identificada como Motricidade Humana ou Cinesiologia. A aplicação da bioquímica e da biomecânica são exemplos da contribuição da ciência que se refletem no esporte de alto desempenho. Sem falar nos avanços nas técnicas de treinamento e no desenvolvimento de novos equipamentos. Com a ajuda da ciência o homem desafia constantemente seus próprios limites, batendo recordes e superando desafios. Algumas vezes usando novas substâncias, o que é proibido e acaba motivando cientistas a criarem métodos cada vez mais eficazes para barrar o uso do doping.

Participantes: Francisco Radler, professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Química, pós-doutor em Síntese Orgânica e Geoquímica Molecular, é benemérito da Confederação Brasileira de Futebol pela contribuição ao controle de doping no esporte. Coordena o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ, um dos três únicos laboratórios credenciados no hemisfério sul pelo Comitê Olímpico Internacional para análises de controle de dopagem no esporte. Luiz Cláudio Cameron, nutricionista, mestre e doutor em Química Biológica pela UFRJ, é o pesquisador responsável pelo Laboratório de Bioquímica de Proteínas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde estuda a relação das células musculares esqueléticas com os exercícios físicos. Também é consultor do Comitê Olímpico Brasileiro e responsável pelo Departamento de Bioquímica, Biologia Celular e Nutrição Esportiva do Laboratório Olímpico. Danielli Braga de Mello, graduada em Educação Física pela UFRJ, é mestre em Ciências da Motricidade Humana e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, além de professora da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na área de fisiologia do exercício. Luiz Alberto Batista, também originário da Educação Física, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. É coordenador do Laboratório de Biomecânica e Comportamento Motor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde é professor, pesquisador e orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas.

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