Programação

 

 

4 a 10 de maio – Obesidade, uma doença de peso

Nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas sofre de obesidade. Esse número impressionante é um alerta para todo o mundo, pois se trata de uma tendência que se propaga rapidamente, inclusive em países menos desenvolvidos. Numa época em que a expectativa de vida aumenta, a obesidade passou a ser o vilão do momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, superando a desnutrição e as doenças infecciosas. Por que os nossos hábitos alimentares mudaram? A cura existe ou basta uma operação de redução de estômago? A multiplicidade de dietas e modismos sem bases científicas. Não deixe de assistir a essa importante discussão que provavelmente afeta você, um amigo ou alguém de sua família.

Participantes: Marisa Dreyer Breitenbach, endocrinologista que trabalha com pesquisas na área de alterações metabólicas no Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Cameron, professor da Unidade Genética e Biológica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a UniRio. Leila Souza Leão, mestre em nutrição e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Rosely Sichieri, epidemiologista do Departamento de Epidemiologia da Uerj.

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11 a 17 de maio – Computando os grandes desafios

Um Grande Desafio (Grand Challenge) pode ser entendido como um problema fundamental em ciência ou engenharia, com grande impacto econômico, científico e social, cuja solução requer ações integradas de médio ou longo prazo, tipicamente envolvendo cooperação da academia e da indústria, em uma região específica ou mesmo com abrangência mundial. Hoje, observa-se certa tendência no sentido de planejar e estruturar grandes avanços científicos e tecnológicos, possivelmente envolvendo quebras de paradigmas, através da identificação, planejamento e solução de problemas que representam grandes desafios. No Brasil esta iniciativa parece ser ainda muito tímida embora algumas áreas, como a computação, a física e a medicina, venham demonstrado alguma articulação neste sentido. Com a ajuda de especialistas em tecnologia da informação o programa explica, com exemplos práticos, o conceito de grandes desafios.

Participantes: Arndt vom Staa, professor do Laboratório de Engenharia de Software do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, é doutor em ciência da computação pela Universidade de Waterloo, do Canadá, onde também fez o pós-doutorado. Ronald Cintra Shellard, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF – e professor da PUC do Rio, é doutor em física pela Universidade da Califórnia, com pós-doutorados no exterior. Trabalha com partículas, raios cósmicos e computadores de alta performance. Celso da Cruz Carneiro Ribeiro, professor titular do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal Fluminense, com doutorado e pós-doutorados no exterior. Washington Braga Filho, professor da PUC do Rio, com doutorado pela Universidade de Michigan, é coordenador administrativo da Rede Rio, a rede de computadores das universidades e centros de pesquisa, uma iniciativa da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – Faperj.

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18 a 24 de maio – Por debaixo do solo

A extensão continental é tida como uma das principais características do Brasil e sempre citada quando se falam das possibilidades de crescimento econômico do país. Com tanta terra, podemos imaginar que existem muitas riquezas por debaixo do solo.  E é exatamente este o tema abordado no debate. Especialistas falam sobre os minérios que existem no território brasileiro, as técnicas de extração destas riquezas naturais, a preocupação com o meio-ambiente e a importância destes produtos para a economia nacional.

Participantes: Miguel Antônio Cedraz Nery, diretor geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Adão Benvindo da Luz, diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem). Gilberto Calais, consultor, economista e doutorando em economia na área de mineração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Roberto de Barros Emery Trindade, pesquisador titular do Cetem e engenheiro metalúrgico.

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25 a 31 de maio – Beleza posta na mesa

No mundo inteiro, a busca pela aparência perfeita está se transformando em uma verdadeira epidemia. Nos últimos 10 anos, só na América Latina, houve um acréscimo de 200% na procura por cirurgias plásticas. O Brasil só perde para os Estados Unidos na quantidade de cirurgias estéticas realizadas. No quesito insatisfação com a aparência, as brasileiras só perdem para as japonesas. Mas por que isto está acontecendo?  Muitos dizem que a culpa é da mídia. Não é à toa que numa pesquisa internacional, 68% das mulheres dizem que os meios de comunicação usam padrões inatingíveis e 75% querem ver pessoas normais retratando a beleza. Neste programa, os convidados põem a beleza na mesa e apontam caminhos para o equilíbrio na busca pela boa aparência.

Participantes: Everardo Abramo, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/RJ, coordenador e professor da Clínica Fluminense de Cirurgia Plástica de Niterói, titular da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Gláucia Helena Barbosa, psicóloga, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ, psicanalista pela Sociedade de Psicanálise Iracy Doylle, Spid, no Rio de Janeiro, ex-integrante do serviço de psicologia da enfermaria de cirurgia plástica coordenada pelo professor Ivo Pitangy na Santa Casa da Misericórdia, no Rio de Janeiro.. Marcelo Silva Ramos, antropólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ,  pesquisador  sobre gênero, conjugalidade e corpo no Instituto de Filosofia, Ciências Sociais da UFRJ.  Helena Lopes, publicitária, sócia-diretora da agência de propaganda Tática.

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1 a 7 de junho – Quando Freud se explica

Em quase todos os debates de foro humanístico realizados atualmente a opinião de um psicanalista é evocada. Através da explicação do que é a psicanálise, quais os seus conceitos básicos e as diferentes vertentes desta área de conhecimento, este debate mostra porque a teoria criada por Sigmund Freud ainda é tão usada para entender o que se passa pela mente dos seres humanos. Os convidados falam sobre a relação da psicanálise com a ciência e alertam sobre questões contemporâneas que permeiam a secular teoria, como iniciativas de regulamentação a profissão de psicanalista e a tentativa de apropriação por parte de alguns grupos evangélicos.

Participantes: Wilson Chebabi, médico psiquiatra e psicanalista. Joel Birman, psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do programa de mestrado e doutorado em teoria psicanalítica na UFRJ, professor-adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autor de livros sobre o tema, como “Psicanálise, Ciência e Cultura”. Miguel Calmon, psicanalista. Eduardo Losicer, psicanalista e analista institucional.

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8 a 14 de junho – Casais da atualidade

Todas as pesquisas indicam que a mulher cresce a cada dia no mercado de trabalho. Atualmente, mais da metade da população feminina trabalha fora. Recente estudo do ERC, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aponta ainda o aumento do número de famílias chefiadas por mulheres: de 19 para 28 por cento, em 13 anos analisados. Mas os dados econômicos nem sempre se refletem na intimidade da relação entre os sexos. Mais dinheiro não representa mais poder, nem menos trabalho doméstico. É verdade que os homens começam a dividir um pouquinho mais as tarefas. Mas continuam também agredindo companheiras e querendo impor desejos sexuais. Para analisar a influência desses novos tempos na forma tradicional de constituição familiar, o programa convidou especialistas da área acadêmica e também agregou a vivência de quem acompanha, na prática do dia-a-dia, a relação entre homens e mulheres.

Participantes: Inamara Pereira da Costa, delegada de polícia, dirige a Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, coordenando as nove delegacias especializadas do Estado do Rio de Janeiro. Regina Navarro Lins, psicanalista e sexóloga, que de terapeuta e professora de Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, acabou se transformando em polêmica autora de livros sobre sexo, onde defende que o modelo atual de casamento está no fim. Bernardo Jablonski, já falecido, doutor em psicologia social e professor da PUC-Rio, é o autor da pesquisa “Cotidiano e Divisão de Tarefas e Responsabilidades entre Homens e Mulheres”, financiada pela Faperj, a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Jeremias Ferraz Lima, doutor em psicanálise, é professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ.

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15 a 21 de junho – Nova Infância

As crianças de hoje pouco têm a ver com as do passado. É raro vermos os pequenos envolvidos em brincadeiras de rua ou protegidos em sua ingenuidade.  Recebem sim, um grande volume de informações e produtos inimagináveis há 50 anos.  Novas alternativas — videogame, televisão, internet — transformam a infância e criam uma nova realidade a ser estudada.  Este debate de especialistas aborda ainda a onda de bullying (intimidação e provocação entre crianças nas escolas), o estímulo antecipado ao sexo, limites e critérios educacionais, relações familiares e a exposição à violência.

Participantes: Maria Tereza Maldonado, mestre em psicologia, membro da Academia Americana de Terapia de Família, autora de mais de vinte livros. Marcos Ribeiro, sexólogo, consultor do Ministério da Saúde, coordenador da ONG Cores – Centro de Orientação e Educação Sexual, também autor de vários livros, sobre sexualidade. Leonardo Azevedo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chefe do Serviço de Neurologia e Pesquisador do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Rosália Duarte, doutora em Educação, professora do Departamento de Educação da PUC-Rio, onde organiza a parte brasileira de uma pesquisa mundial sobre a reação dos jovens aos estímulos televisivos.

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22 a 28 de junho – Arqueologia: um resgate do passado

Sem a contribuição da ciência arqueológica, muitas das informações dos livros de história geral não estariam à disposição do conhecimento humano. Escavações e outras técnicas científicas desvendam mistérios do passado e contribuem para o descobrimento de vestígios de antigas sociedades. O Brasil é responsável por importantes descobertas da arqueologia e possui centenas de sítios arqueológicos catalogados, que foram capazes de demonstrar que tipos de pessoas viviam em nosso país. Especialistas falam ainda sobre as técnicas científicas que permitem precisar a idade de um fóssil ou objeto antigo.

Participantes: Tania Andrade Lima, doutora em arqueologia, pesquisadora do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hilton Silva, médico, bioantropólogo, professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves, médico infectologista, pesquisador do laboratório de paleoparasitologia da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP) da Fiocruz. Nelson Castro Faria, engenheiro, Ph.D. em Física, professor titular de Física da UFRJ.

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29 junho a 5 de julho – Nanotecnologia: quanto menor, melhor

 O mundo está à beira de uma nova revolução tecnológica, desde que os cientistas aprenderam a sintetizar e manipular moléculas e átomos individualmente. A utilização de átomos como unidade básica permite, em teoria, a construção de nano máquinas, capazes de realizar tarefas até agora inimagináveis. Nano é o prefixo grego que indica um bilionésimo. Um nanômetro (bilionésimo de metro) é a escala de comprimento de átomos ou moléculas simples. Parece ficção cientifica, mas algumas aplicações já existem na química, na biologia e em outras áreas da ciência. Essa nova promessa da ciência, a nanotecnologia, é o tema do debate de especialistas.

Participantes: Fernando Lázaro, diretor do Departamento de física da PUC-Rio e coordenador do Instituto Virtual de Nanotecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biossistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Bartira Rossi Bergmann, professora adjunta do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e chefe do Laboratório de Imunofarmacologia. Marcos Pimenta do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais

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6 a 12 de julho – É medicina ou não é?

A medicina tradicional abrange 64 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As fronteiras entre medicina tradicional e as consideradas alternativas, no entanto, parecem cada vez mais tênues. A acupuntura, antes desconsiderada, já faz parte da graduação na Faculdade de Medicina da USP. A homeopatia tem o aval do CFM mas não é considerada científica por muitos médicos. Técnicas complementares de tratamento, embora baseadas em teorias da medicina oficial, não são aceitas como especialidades médicas. Como classificar a sabedoria indígena, a fisiologia ortomolecular, a psiquiatria antroposófica, a fitoterapia, as terapias holísticas, os florais de Bach?  Este debate de especialistas ajuda a entender até onde vai a medicina e no que podem ajudar certas terapias complementares.

Participantes: Flavio Edler, historiador, doutor em Saúde Coletiva, professor do Programa de Pós-graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, na Fiocruz, professor de História da Medicina na Universidade Estácio de Sá, presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência. Afrânio Coelho de Oliveira, médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Superintendência de Câncer da Prefeitura do Rio de Janeiro. Marcus Vinicius Ferreira, médico especializado em acupuntura, coordenador da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ). Fabio Bolognani, médico pós-graduado em homeopatia, presidente da Federação Brasileira de Homeopatia, membro fundador da Câmara Técnica de Homeopatia do Cremerj.

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13 a 19 de julho – Pesquisadores do Universo

A origem do universo sempre intrigou a humanidade. Na busca de respostas para os fenômenos da natureza quase sempre o inexplicável é atribuído a razões sobrenaturais. Mas para os debatedores deste programa – cientistas por opção e profissão – nada é mais natural que procurar explicações para o desconhecido. Ao examinar o Universo com o auxílio das mais avançadas tecnologias, eles questionam inclusive as teorias que já pareciam solidificadas, como a que atribuía a origem de tudo a uma grande explosão, o big bang. Comentam das mais recentes descobertas e explicam a expansão acelerada, que pode vir ser o fim de tudo.

Participantes: Jaime Fernando Villas da Rocha, doutor em astronomia, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ) e coordenador nacional da Comissão de Ensino da Sociedade Astronômica Brasileira. Martin Makler, doutor em física na área de cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Nelson Pinto Neto, doutor em física e pesquisador titular do CBPF, com pós-doutorado na Universidade Pierre et Marie Curie, na França. Maurício Ortiz Calvão, com pós-doutorado em física na Universidade California Berkeley, nos Estados Unidos, é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ).

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20 a 26 de julho – A física 100 anos depois da revolução de Einstein   

 O mundo inteiro tratou de comemorar em 2005 o centenário das grandes descobertas do gênio Albert Einstein.  Em menos de um ano, em 1905, ele redefiniu a natureza da luz, provou a existência dos átomos e moléculas, revolucionou os conceitos de espaço e tempo e a relação entre matéria e energia.  As já não tão novas teorias de Einstein permitiram termos hoje energia nuclear, computadores, transmissões de satélite, raios laser, DVDs e muito mais.  Mas tudo isto pode ser muito pouco. O que a física explicou até agora, dizem os especialistas, seria apenas uns 4% do que existe no Universo.

ParticipantesHenrique Lins de Barros, doutor em física, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Jorge Sá Martins, pesquisador do CNPq e coordenador do ensino de graduação em física na Universidade Federal Fluminense (UFF). Martin Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e doutor em física na área de cosmologia. Alfredo Tiomno Tolmasquim, ex-diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que trabalha com história da ciência e escreveu o livro “Einstein, o viajante da relatividade na América do Sul”.

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