Programação

 

15 a 21 de dezembro – Maconha: entre remédio e uso recreativo

Em 2018, eram 33 os países em todo o mundo e 8 estados americanos que já haviam legalizado o uso da maconha para fins recreativos, enquanto muitos outros colocam várias dificuldades para o uso medicinal, com benefícios já comprovados, da substância presente na planta. Recentemente um médico brasileiro aos 88 anos, Elisaldo Carline, que há mais de 50 anos estudava os efeitos medicinais da maconha, foi intimado a dar depoimento numa delegacia por “apologia ao crime”. Só por ter organizado um congresso para discutir o assunto. No nosso vizinho Uruguai, a regulamentação fez cair em 18% os crimes ligados ao tráfico de drogas. Afinal, quais as vantagens e desvantagens da regulamentação? Quais os usos medicinais da droga?

Participantes: Sidarta Tollendal Gomes Ribeiro. Professor titular de neurociências e vice-diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e doutor em comportamento animal pela Universidade Rockefeller, com pós-doutorado em neurofisiologia pela Universidade Duke, nos Estados Unidos. Coordenador científico, desde 2018, do Conselho Consultivo da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, integra a diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC. Luis Fernando Farah de Tofoli. Doutor em psiquiatria pela Universidade de São Paulo, é professor do departamento de psicologia médica e psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua principalmente nos temas de políticas públicas de drogas e saúde mental, ayahuasca e saúde mental em atenção primária. Virginia Martins Carvalho. Coordenadora do laboratório de análises toxicológicas da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado e doutorado em toxicologia e análises toxicológicas e pós-doutorado em toxicologia experimental, é especialista em docência em saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem trajetória acadêmica voltada ao estudo de drogas psicotrópicas de uso proibido e estuda o potencial terapêutico e a exposição às drogas e substâncias proscritas e de uso ritualístico no contexto social, político e farmacêutico. Coordena também o projeto de extensão “Farmacannabis” que dá suporte farmacêutico integral aos pacientes em tratamento com cannabis.

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22 a 28 de dezembro – Remédios que vem das plantas

Muita gente não sabe, mas os primeiros remédios de que se tem conhecimento no mundo, surgiram das plantas, lá nos anos 1500, Antes de Cristo. Em alguns momentos o uso de ervas e infusões chegou a ser considerado bruxaria. Mas com o desenvolvimento do conhecimento humano ficou mais do que natural vivermos tomando vacinas e comprimidos, muitas vezes até em demasia. Atualmente, as plantas são até modificadas geneticamente para produzir substâncias que podem curar. E cada vez mais os brasileiros tendem a adotar tratamentos à base de plantas medicinais. Entre 2013 e 2015 a procura por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou – cresceu 161%.

Participantes: Leopoldo Clemente Baratto. É professor do curso de farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É o atual presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia. Atua em projetos de pesquisa na área de bioprospecção de plantas medicinais, com foco em plantas nativas da Amazônia. Diego Veras Wilke. Com doutorado em farmacologia pela Universidade Federal do Ceará, trabalha com produtos naturais marinhos. Fez pós-doutorado na Fiocruz e é professor adjunto na Universidade Federal do Ceará, onde coordena o laboratório de bioprospecção e biotecnologia marinha.

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29 de dezembro a 4 de janeiro – Águas da Amazônia

 A primeira associação que se faz quando se fala em Amazônia é com florestas e água; muita água – uma bacia hidrográfica que fornece 20% do total de águas doces do mundo. Como então imaginar que a maioria da população é obrigada a beber água extraída de poços? E, mesmo assim, sem muita garantia de qualidade da água.  Outro aspecto é que todo ano  500 mil quilômetros quadrados de árvores e plantas – praticamente uma vez e meia o Estado de São Paulo – são inundadas, alterando a vida vegetal e animal desta floresta, que sequer é citada no Código Florestal do Brasil. Os convidados para o debate são cientistas que vieram de todas as  partes do país para viver e pesquisar o papel das águas de superfície e dos aquíferos do subsolo no meio ambiente e no clima da Região Amazônica.

 Participantes: Ingo Wahnfried se formou e fez doutorado no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, já dedicado a aquíferos fraturados.É professor adjunto do Departamento de Geociências da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde coordena e participa de projetos de pesquisa sobre os aquíferos sedimentares existentes em Manaus e arredores.  Maria Teresa Fernandez Piedade é bióloga formada na Universidade Federal de São Carlos, com mestrado e doutorado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e pós-doutorado no exterior. É membro titular do Conselho Nacional de Zonas Úmidas e do Comitê Assessor de Ecologia e Limnologia do CNPq – o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Nas suas pesquisas busca entender a influência dos ciclos de inundações nas vegetações. Marco Antônio de Oliveira, geólogo pela Universidade Estadual de São Paulo e mestre em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas, ingressou em 1997 no Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, onde é atualmente o superintendente. Naziano Pantoja Filizola Junior, geólogo com mestrado na Universidade de Brasília e doutorado no exterior, é professor de Geografia Física e coordenador do Laboratório de Potamologia Amazônica da UFAM. É também professor colaborador da pós-graduação do INPA. Trabalhou na Agência Nacional de Águas, foi membro da Comissão de Hidrologia da Organização Mundial de Meteorologia e atualmente é assessor de relações internacionais e institucionais da UFAM.

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5 a 11 de janeiro – Os povos e o desenvolvimento da Amazônia

 A Região Amazônica, vista do alto, em sua maior parte ainda é vegetação.  Mas embaixo da floresta existe uma população dividida por visões e projetos de desenvolvimento diferentes.  Da criação da Zona Franca de Manaus, passados 50 anos, aos tempos atuais, quando o conhecimento específico dos povos ribeirinhos começa a ser valorizado como modo de preservação ambiental, muitas águas já rolaram pelos rios. Até mesmo uma nova cartografia, mais social do que geográfica, vem sendo feita pelos cientistas. É certo afirmar que houve um desenvolvimento crescente da atividade científica na Amazônia, permitindo um novo conhecimento sobre a região. Alguns desses cientistas e pesquisadores participam do programa.

Participantes: Tatiana Schor, graduada em Economia, com mestrado em Geografia Humana e doutorado em Ciência Ambiental, fez pós-doutorado no exterior.  É professora de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).  E foi secretaria adjunta de planejamento da Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas e coordenadora do Centro Estadual de Unidade de Conservação. Glademir Sales dos Santos é graduado em Filosofia e doutorando em Sociedade e Cultura na Amazônia.  Pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, faz parte da equipe de coordenação de mapeamento social como instrumento de gestão territorial contra o desmatamento e a devastação.  Np debate representa o projeto, que se preocupa em resgatar e capacitar os povos e comunidades tradicionais da região. Marcelo Bastos Seráfico de Assis Carvalho se formou em Sociologia e  dedicou mestrado e doutorado ao estudo das atividades empresariais no Amazonas, inclusive a Zona Franca de Manaus. Participa de grupos de pesquisa sobre desigualdade, trabalho e sociedade na pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde também é professor do Departamento de Ciências Sociais.

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12 a 18 de janeiro – Água nossa de cada dia

Todo mundo sabe que a vida na terra começou na água e que as primeiras civilizações se desenvolveram perto de rios. Água, portanto, é essencial para a vida. Mais de 70% de nosso corpo é feito de líquido. Nosso planeta é terra no nome, mas tem uma superfície com três quartos de água. Mas só 1% dela pode ser bebida e já está faltando água para muita gente. Um estudo de 2011, da nossa Agência Nacional de Águas, apontou a necessidade de investimentos de mais de 22 bilhões de reais para evitar que mais da metade dos municípios brasileiros sofram com falta d’água em 2015.

 Participantes: Luiz Edmundo Horta Barbosa Costa Leite, engenheiro, ex-subsecretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, é professor do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra do Conselho Editorial do Tome Ciência. Mestre pela Universidade de Virgínia tem experiência na área de engenharia sanitária, com ênfase em saneamento ambiental. Já desenvolveu estudos para a Organização Mundial de Saúde, para a Organização Pan-americana de Saúde e para a Agência Internacional de Cooperação Técnica do Japão. Paulo Canedo, mestre em Engenharia Civil e doutor pela Universidade de Lancaster, é coordenador do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro e consultor do Banco Mundial. Romilda Maria Alves de Lemos, graduada em ciências biológicas pela UFRJ, mestre em ecologia e doutora em ciências, é professora do ensino superior do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Superior de Tecnologia da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), onde orienta trabalhos sobre a poluição aquática e monitoramento de bacias hidrográficas. Também se dedica à difusão científica e é responsável pela criação do Museu e Laboratório da Vida Aquática, com apoio da Faperj – a Fundação Carlos Chagas de Apoio e Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Humberto de Albuquerque, engenheiro de minas, é presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas). É também assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), onde trabalha há mais de 30 anos.

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19 a 25 de janeiro – A economia enquanto ciência

Taxa de juros, superávit primário, inflação – todos estes termos, nem sempre muito claros para a maioria da população, mesmo assim fazem parte do imaginário de que a economia é que decide os caminhos do país, se confundindo com a política. Tanto que quando se fala sobre a profissão de economista no Brasil lembra-se logo de profissionais em altos escalões governamentais, tentando solucionar crises ou comandar planos de estabilidade para acertar os rumos do país. Mas a ciência econômica é muito mais que isso. Tem metodologias próprias e aplicações muito mais abrangentes do que a atuação no mercado de capitais ou na administração de recursos em empresas. É útil na análise e na gestão dos mais variados tipos de organizações humanas. Para definir até que ponto a ciência econômica pode ser vista como atividade científica ou considerada mecanismo de uso político, foram convidados especialistas para debater o papel dos economistas e da economia na sociedade atual.

Participantes: Aloísio Araújo, mestre em Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e PhD em Estatística pela Universidade da Califórnia, foi vice-diretor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas. Foi também consultor do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Ceci Juruá, economista, já foi professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Católica do Brasil, em Brasília. Extremamente atuante nos órgãos representativos dos economistas – chegou a participar da fundação do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro – participa atualmente do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Luiz Carlos Prado, graduado em Direito e Economia, com mestrado na UFRJ e PhD em Economia pela Universidade de Londres é ex-presidente do Conselho Federal de Economia, professor do Instituto de Economia da UFRJ e diretor-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

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26 de janeiro a 2 de fevereiro – Esporte tem ciência

 Por trás dos momentos de magia e emoção das manifestações esportivas, existe uma intensa atividade científica. A educação física está cada vez mais organizada academicamente – e já começa a ser identificada como Motricidade Humana ou Cinesiologia. A aplicação da bioquímica e da biomecânica são exemplos da contribuição da ciência que se refletem no esporte de alto desempenho. Sem falar nos avanços nas técnicas de treinamento e no desenvolvimento de novos equipamentos. Com a ajuda da ciência o homem desafia constantemente seus próprios limites, batendo recordes e superando desafios. Algumas vezes usando novas substâncias, o que é proibido e acaba motivando cientistas a criarem métodos cada vez mais eficazes para barrar o uso do doping.

Participantes: Francisco Radler, professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Química, pós-doutor em Síntese Orgânica e Geoquímica Molecular, é benemérito da Confederação Brasileira de Futebol pela contribuição ao controle de doping no esporte. Coordena o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ, um dos três únicos laboratórios credenciados no hemisfério sul pelo Comitê Olímpico Internacional para análises de controle de dopagem no esporte. Luiz Cláudio Cameron, nutricionista, mestre e doutor em Química Biológica pela UFRJ, é o pesquisador responsável pelo Laboratório de Bioquímica de Proteínas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde estuda a relação das células musculares esqueléticas com os exercícios físicos. Também é consultor do Comitê Olímpico Brasileiro e responsável pelo Departamento de Bioquímica, Biologia Celular e Nutrição Esportiva do Laboratório Olímpico. Danielli Braga de Mello, graduada em Educação Física pela UFRJ, é mestre em Ciências da Motricidade Humana e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, além de professora da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na área de fisiologia do exercício. Luiz Alberto Batista, também originário da Educação Física, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. É coordenador do Laboratório de Biomecânica e Comportamento Motor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde é professor, pesquisador e orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas.

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