Programação

 

22 a 28 de outubro – Startups, incubadoras, aceleradoras: os novos caminhos da inovação

O fato de terem nascido como startups é um ponto em comum entre as concorrentes Google e Yahoo. Elas, e muitas outras empresas do novo mundo digital, tiveram um suporte, uma inicialização – que seria a tradução literal de startup. No Estado do Rio a Secretaria de Ciência e Tecnologia resolveu apoiar 50 ideias inovadoras, dando 100 mil reais por ano para cada uma, todas instaladas em um mesmo lugar, com facilidades comuns. Quase todas as ideias inovadoras precisam de uma startup, de incubadoras ou aceleradoras para se tornarem lucrativas. A diferença entre estes termos e as vantagens dessas ajudas, são debatidas pelos convidados. Afinal a efetivação do processo de inovação – que é a transformação do conhecimento científico em produtos – sempre foi apontada como a solução para o desenvolvimento do país.

Participantes: Augusto da Cunha Raupp tem mestrado em administração no exterior, e cursa doutorado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Atualmente é subsecretário estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e já coordenou diversos projetos em tecnologia no estado.  O inicialmente eletrotécnico Francisco José Batista de Sousa possui mestrado e doutorado em engenharia de produção. Atualmente é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF – onde coordena a incubadora de empresas da universidade. Marcelo Sales é graduado em engenharia da computação e fundador de empresas que fornecem conteúdo de entretenimento móvel, pagamentos de bens virtuais, serviços de marketing e distribuição de aplicações. Em 2011 fundou a aceleradora de negócios 21212. Está envolvido em iniciativas relacionadas ao desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil e nos Estados Unidos. Claudia Wilson, inicialmente graduada em processamento de dados, pós-graduada em gestão de negócios e especializada em inteligência competitiva, é a diretora executiva da regional rio da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – a Assespro.

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29 de outubro a 4 de novembro – Os jovens campeões da ciência

Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais – ou sai escondidinha – é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos. O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais – consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas – especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.

Participantes: Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981, um anos depois de, 16 de idade, conseguir a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais. Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT. Daniel Santana Rocha, ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – o IMPA. Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.

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5 a 11 de novembro – Grafeno: material do futuro?

De carbono todos já ouviram falar. Pelo menos do gás carbônico – o CO2 – considerado vilão do efeito estufa, do aquecimento global. Mas o átomo de carbono é o elemento químico que compõe as moléculas que dão origem à vida. E está presente nas mais variadas formas encontradas na natureza. Macio no grafite do lápis, duríssimo no diamante. Recentemente, em 2004, os cientistas passaram a lidar com outra forma de apresentação do carbono:o grafeno – uma espécie de folha finíssima, com a espessura de um átomo, que é considerado o material do futuro por muitos especialistas. Até pela possibilidade de poder transmitir energia, e informações, com velocidade quase 100 vezes maior do que o silício, que é o material dos semicondutores da informática. Especialistas convidados explicam o que é o grafeno – e se ele tem mesmo o poder de mudar muita coisa no mundo em que vivemos.

Participantes: Fernando Lázaro Freire Júnior, é professor titular do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT) e, no momento, preside o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF. Do Conselho Editorial do Tome Ciência, comanda um grupo de pesquisas sobre grafeno. Eunézio Antônio de Souza, mais conhecido como professor Thoroh, doutor em física, é atualmente professor adjunto da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde coordena o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno e Nanomateriais – o Mackgrafe. Tatiana Gabriela Rappoport, com doutorado em física, atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Enfatiza em seus estudos os materiais magnéticos e propriedades magnéticas, atuando principalmente com nanoeletrônica, semicondutores magnéticos diluídos, cadeias quânticas de spin e transições de fase quânticas. Pedro Paulo de Mello Venezuela, também com doutorado em física, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Tem experiência na área de física da matéria condensada, o que inclui modelamento teórico-computacional das propriedades estruturais; eletrônicas, magnéticas, vibracionais e óticas de sistemas nanoestruturados.

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12 a 18 de novembro – Como avaliar nossa ciência e cientistas

Vivemos num mundo cheio de tecnologia: celulares, internet, computadores no processo industrial – enfim, uma sociedade onde o conhecimento passou a ser fundamental. A aplicação prática de uma parte do conhecimento vira a tecnologia que inova quase todos os produtos utilizados hoje em dia. Essas novidades, dentro da disputa comercial do mundo capitalista, são transformadas em patentes que garantem lucro. Mas, até por conta de tanta rapidez na intercomunicação global, o conhecimento publicado por um cientista rapidamente alcança todos os outros da mesma área fazendo avançar novas pesquisas. É por essas e outras razões que se convencionou medir o valor da produção científica de um país pela quantidade de publicações de trabalhos e pelas patentes registradas. Mas até que ponto esses índices são capazes de definir a importância do papel da ciência e dos cientistas no Brasil?

Participantes: Marco Moriconi, físico, com doutorado na Universidade Princeton, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Em 2013, foi eleito Secretário Regional do Estado do Rio de Janeiro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, parceira do Tome Ciência. Jerson Lima da Silva, doutor em biofísica e professor do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de janeiro, a UFRJ. É diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj, que também apóia o programa. Dirige ainda o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas e é membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento. Já recebeu diversos prêmios, como a Ordem Nacional do Mérito Científico. Rogério Meneghini, químico com doutorado em bioquímica, é professor aposentado da Universidade de São Paulo, a USP. Foi criador e diretor do Centro de Biologia Molecular Estrutural do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas. Atualmente é o coordenador científico da Rede Sielo, um sistema público que permite acessar a produção científica do Brasil através da internet. Também foi laureado com a Ordem Nacional do Mérito Científico. Alexander Kellner, paleontólogo, com doutorado na Universidade Columbia, nos Estados unidos, trabalha no Museu Nacional da UFRJ. É membro titular e editor-chefe do Anais da Academia Brasileira de Ciências, a ABC. Também foi admitido na classe de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.

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19 a 25 de novembro – Desenvolvimento ou crescimento: novo sistema à vista?

Taxa de juros, valor do salário mínimo, valor do câmbio. Essas notícias de economia sempre aparecem com percentuais de aumento ou de baixa nos veículos de comunicação. O crescimento do PIB, o produto interno bruto – índice que dá a dimensão da quantidade do que se produz no país –, é normalmente citado para se demonstrar o avanço do país. Dizem que deixamos de ser subdesenvolvidos e agora somos país em desenvolvimento – a sexta ou sétima economia do mundo. Mas no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas chegamos em octogésimo quarto lugar. Será então que crescimento econômico e desenvolvimento são a mesma coisa? Esta é a dúvida sugerida para debate pela Associação Brasileira de Antropologia – a ABA, pois em nosso programa são as organizações filiadas à SBPC – a Sociedade para o Progresso da Ciência – que sugerem os assuntos.

Participantes: Antonio Carlos de Souza Lima, antropólogo, diretor regional da ABA, foi o autor da ideia deste programa. Ele é professor do Museu Nacional, da UFRJ – a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Werner Baer, economista norte-americano, professor da Universidade de Illinois desde 1974, é consultor do Banco Mundial e do Ministério do Planejamento brasileiro. É autor do livro “A Economia Brasileira: Crescimento e Desenvolvimento”. Roberto Saturnino Braga é mais conhecido como político do Rio de Janeiro, pois foi vereador, prefeito, deputado federal e senador por três mandatos. Engenheiro com formação em desenvolvimento econômico, ele preside o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. Carlos Vainer é economista e sociólogo com doutorado em desenvolvimento econômico e social. Professor titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ coordena o Laboratório de Pesquisa Estado, Trabalho, Território e Natureza.

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26 de novembro a 2 de dezembro – Como conviver com o câncer

“Aquela doença”, o misterioso câncer, era uma doença a qual, algum tempo atrás, ninguém ousava dizer o nome. Doença que não é só uma por sinal, pois existem cerca de 200 tipos de câncer. No momento em que o homem já desvendou o DNA, o genoma humano, e aspectos os mais detalhados dos funcionamentos celulares, porque ainda não se alcançou a cura do câncer? É bem verdade que, em alguns tipos, o percentual de cura já chegou a 80 por cento. Os especialistas convidados – por acaso todas mulheres – falam sobre o conhecimento acumulado da ciência sobre a doença e também esclarecem se estamos no caminho da cura. No mínimo para acabar com o preconceito com “aquela doença”, o programa busca desvendar os mistérios do câncer.

Participantes: Maria da Glória das Costa Carvalho integra a Associação Americana de Pesquisa em Câncer e a Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é pesquisadora do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Clarissa Baldotto é médica oncologista clínica e pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mestre e doutora em oncologia pela mesma instituição. Nathalie Henriques Canedo é professora de patologia, da Faculdade de Medicina da UFRJ, onde também coordena o Laboratório de Neuropatologia e o Laboratório de Patologia Molecular. Médica patologista, com doutorado em biologia molecular, faz pesquisas na área de neuropatologia e patologia molecular. Participa ainda da Sociedade Brasileira de Patologia. Juliane Musacchio é mestre e doutora em medicina, gerente de hematologia e pesquisadora do grupo COI, o Instituto Clinicas Oncológicas Integradas, que é uma empresa onde se faz pesquisas sobre a evolução dos clientes nos tratamentos. Integra a Sociedade Americana de Hematologia.

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3 a 9 de dezembro – Diabetes: causas e consequências

A diabetes está crescendo no Brasil, numa tendência de alta preocupante, segundo o Ministerio da Saúde. Uma pesquisa feita em todo o país revelou, em 2012, que 5,6% dos brasileiros já sofrem com a doenca. É comum afirmar que o crescimento se deve ao aumento da obesidade e falta de exercícios físicos – a chamada diabetes 2. Mas em todo o mundo cresce também o número de pessoas que tem diabete do tipo 1 – um distúrbio autoimune que impede que o corpo produza insulina para transformar a glicose do sangue em energia. Quais as consequências, razões e riscos que a doenca pode oferecer para a saúde? Afinal o que a ciência já sabe sobre diabetes?

ParticipantesLenita Zajdenverg é médica, mestre em endocrinologia e doutora em nutrologia, e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ, onde coordena o programa de residência médica em endocrinologia e metabologia. A atualmente é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Flávia Lucia Conceição é médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, e professora adjunta de endocrinologia na UFRJ. Pertence à diretoria da regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Marília de Brito Gomes também médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, é professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – a UERJ – onde coordena a disciplina diabetes e metabologia. Cientista do Estado do Rio de Janeiro pela Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro. Roberta Arnoldi Cobas médica como as outras convidadas, com doutorado em fisiopatologia clínica e experimental, é professora adjunta da Faculdade de Ciencias Médicas da UERJ, onde dá aulas de diabetes.

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10 a 16 de dezembro – Nanotecnologia: quanto menor, melhor

O mundo esta à beira de uma nova revolução tecnológica, desde que os cientistas aprenderam a sintetizar e manipular moléculas e átomos individualmente. A utilização de átomos como unidade básica permite, em teoria, a construção de nanomáquinas, capazes de realizar tarefas até agora inimagináveis. Nano é o prefixo grego que indica um bilionésimo. Um nanômetro (bilionésimo de metro) é a escala de comprimento de átomos ou moléculas simples. Parece ficção cientifica, mas algumas aplicações já existem na química, na biologia e em outras áreas da ciência. Essa nova promessa da ciência, a nanotecnologia, é o tema do debate de especialistas.

Participantes: Fernando Lazaro, diretor do Departamento de física da PUC-Rio e coordenador do Instituto Virtual de Nanotecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biosistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Bartira Rossi Bergmann, professora adjunta do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e chefe do Laboratório de Imunofarmacologia. Marcos Pimenta do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais.

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17 a 23 de dezembro – Arqueologia: um resgate do passado

Sem a contribuição da ciência arqueológica, muitas das informações dos livros de história geral não estariam à disposição do conhecimento humano. Escavações e outras técnicas científicas desvendam mistérios do passado e contribuem para o descobrimento de vestígios de antigas sociedades. O Brasil é responsável por importantes descobertas da arqueologia e possui centenas de sítios arqueológicos catalogados, que foram capazes de demonstrar que tipos de pessoas viviam em nosso país. Especialistas falam ainda sobre as técnicas científicas que permitem precisar a idade de um fóssil ou objeto antigo.

ParticipantesTânia Andrade Lima, doutora em arqueologia, pesquisadora do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hilton Silva, médico, bioantropólogo, professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves, médico infectologista, pesquisador do laboratório de paleoparasitologia da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP) da Fiocruz. Nelson Castro Faria, engenheiro, Ph.D. em Física, professor titular de Física da UFRJ.

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24 a 30 de dezembro – Nova Infância

As crianças de hoje pouco têm a ver com as do passado. É raro vermos os pequenos envolvidos em brincadeiras de rua ou protegidos em sua ingenuidade. Recebem sim, um grande volume de informações e produtos inimagináveis há 50 anos. Novas alternativas — videogame, televisão, internet — transformam a infância e criam uma nova realidade a ser estudada. Este debate de especialistas aborda ainda a onda de bullying (intimidação e provocação entre crianças nas escolas), o estímulo antecipado ao sexo, limites e critérios educacionais, relações familiares e a exposição à violência.

ParticipantesMaria Tereza Maldonado, mestre em psicologia, membro da Academia Americana de Terapia de Família, autora de mais de vinte livros. Marcos Ribeiro, sexólogo, consultor do Ministério da Saúde, coordenador da ONG Cores – Centro de Orientação e Educação Sexual, também autor de vários livros, sobre sexualidade. Leonardo Azevedo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chefe do Serviço de Neurologia e Pesquisador do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Rosália Duarte, doutora em Educação, professora do Departamento de Educação da PUC-Rio, onde organiza a parte brasileira de uma pesquisa mundial sobre a reação dos jovens aos estímulos televisivos.

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31 de dezembro a 6 de janeiro – Obesidade, uma doença de peso

Nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas sofre de obesidade. Esse número impressionante é um alerta para todo o mundo, pois se trata de uma tendência que propaga-se rapidamente, inclusive em países menos desenvolvidos. Numa época em que a expectativa de vida aumenta, a obesidade passou a ser o vilão do momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, superando a desnutrição e as doenças infecciosas. Por que os nossos hábitos alimentares mudaram? A cura existe ou basta uma operação de redução de estômago? A multiplicidade de dietas e modismos sem bases científicas. Não deixe de assistir a essa importante discussão que provavelmente afeta você, um amigo ou alguém de sua família.

Participantes: Marisa Dreyer Breitenbach, endocrinologista que trabalha com pesquisas na área de alterações metabólicas no Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Cameron, professor da Unidade Genética e Biológica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a UniRio. Leila Souza Leão, mestre em nutrição e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Rosely Sichieri, epidemiologista do Departamento de Epidemiologia da Uerj

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7 a 13 de janeiro – Quando Freud se explica

Em quase todos os debates de foro humanístico realizados atualmente a opinião de um psicanalista é evocada. Através da explicação do que é a psicanálise, quais os seus conceitos básicos e as diferentes vertentes desta área de conhecimento, este debate mostra porque a teoria criada por Sigmund Freud ainda é tão usada para entender o que se passa pela mente dos seres humanos. Os convidados falam sobre a relação da psicanálise com a ciência e alertam sobre questões contemporâneas que permeiam a secular teoria, como iniciativas de regulamentação a profissão de psicanalista e a tentativa de apropriação por parte de alguns grupos evangélicos.

ParticipantesWilson de Lyra Chebabi, médico psiquiatra e psicanalista, falecido em 2008. Joel Birman, psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do programa de mestrado e doutorado em teoria psicanalítica na UFRJ, professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autor de livros sobre o tema, como “Psicanálise, Ciência e Cultura”. Miguel Calmon, psicanalista. Eduardo Losicer, psicanalista e analista institucional.

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14 a 20 de janeiro – Tecnologia e seu impacto na saúde

A evolução da ciência nos últimos anos fica mais evidente na saúde, onde é inegável a importância da tecnologia – que é ciência aplicada – na melhoria da qualidade de vida no mundo todo. Remédios, vacinas, anestésicos; ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computadorizada – são muitas as opções para diagnóstico e cura. Existem ainda os exemplos em  equipamentos voltados para terapias, como os que permitem a fragmentação de pedras nos rins, a hemodiálise, o cateterismo, endoscopia, cirurgias minimamente invasivas, feitas com auxílio de câmaras minúsculas, e muito mais. Mas será que nosso país tem profissionais capazes de produzir e manter esta tecnologia, muitas vezes importada, em hospitais de todo o imenso território brasileiro? E o acesso? Estará ao alcance de todos? O Sistema Único de Saúde tem como garantir a universalização desses avanços científicos? Esses questionamentos partem dos próprios cientistas da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, pois foram eles que sugeriram e se dispuseram a debater o assunto, pois as sociedades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC – participam do Conselho Científico do Tome Ciência sugerindo assuntos e indicando convidados.

ParticipantesRenato Amaro Zângaro, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, é graduado em engenharia elétrica, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior, em engenharia biomédica, e é professor titular da Universidade Camilo Castelo Branco – a Unicastelo, de São Paulo. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, graduado em engenharia elétrica e mestre e doutor em engenharia biomédica, é o Coordenador Geral de Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde do Ministério da Saúde. Alcimar Barbosa Soares, graduado em engenharia elétrica, com mestrado e doutorado em engenharia biomédica, é Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia. Henrique Olavo de Olival Costa, com graduação e doutorado em medicina, é coordenador de pesquisas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

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21 a 27 de janeiro – Química além das fórmulas

Quando uma pessoa diz que “rolou uma química” em relação a outra pessoa, todo mundo entende que tipo de atração é, sem precisar decorar fórmulas nem misturar letras e números, tarefa que já complicou muita gente no ensino médio. Afinal, as pessoas não param para pensar nisso, mas o próprio ato de pensar depende de reações químicas, pois são substâncias químicas que produzem as transmissões elétricas de um neurônio para outro. Na verdade a química está presente em tudo: borracha, plástico, celulose; tudo depende de compostos e reações químicas. E se a ciência da química permitiu transformar petróleo em plástico – hoje vilão na natureza por conta da dificuldade de decomposição, poluindo o meio ambiente – pode estar na química também a solução para reciclagens, filtragens e despoluição. O mundo da química e dos químicos no Brasil, na proximidade do Ano Internacional da Química, em 2011, motivam nosso debate do programa.

ParticipantesÁlvaro Chrispino, doutor em educação, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, publicou livros sobre o ensino de química e também conhece as dificuldades do ensino de ciências no ciclo básico, pois foi Subsecretário Municipal de Educação na cidade do Rio de Janeiro e também em Brasília. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicando a pesquisas com plantas medicinais. Aurélio Baird Buarque Ferreira, com formação em química industrial e engenharia química, é doutor em química orgânica, na área de fotoquímica, e professor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Robério Fernandes Alves de Oliveira, diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Química e especialista em gestão de resíduos sólidos é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, o antigo Cefet/química.

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28 de janeiro a 3 de fevereiro – As muitas formas de educação científica

Divulgar os benefícios da ciência ajuda a estimular vocações e permite a defesa de mais recursos para as pesquisas. Consequentemente, mais desenvolvimento, mais avanços. Mas já há quem conteste o rumo do próprio desenvolvimento baseado nas novas tecnologias. Afinal, houve época em que a ciência podia tudo e que tudo seria possível no mundo a partir dos conhecimentos científicos. De repente, o louvado DDT, o pesticida que permitiu o aumento da produção agrícola, revelou-se desastroso para a saúde. Os CFCs dos sprays, geladeiras e ar condicionado começaram a abrir um buraco na camada de ozônio e tiveram de ser retirados de cena. Consta que os primeiros e verdadeiros divulgadores da ciência foram os gregos, com sua preocupação de ensinar a arte de pensar e duvidar; valorizando o pensamento como a grande força da vida humana. Repensar e definir o tipo de difusão e educação científica que queremos é o desafio dos convidados do programa.

Participantes: Maria de Fátima Brito Pereira, socióloga, diretora executiva da Casa da Ciência – o centro cultural de ciência e tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – foi eleita presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência. Henrique Lins e Barros, doutor em física e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, já foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins, outro espaço dedicado à popularização da ciência, é autor de filmes e obras de divulgação científica e integra o Conselho Editorial do Tome Ciência desde os anos 80. Nélson Maculan Filho, doutor em engenharia de produção, também conselheiro do programa desde o início, já foi reitor da UFRJ, Secretário Nacional de Educação Superior e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Rui Cerqueira Silva, doutor em zoologia de vertebrados, é professor titular do Departamento de Ecologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ampla experiência na preparação de professores do ensino médio.

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