Programação

 

21 a 27 de abril – Teorias da Corrupção

Dinheiro ilegal já apareceu em cueca, na mesa, na mala, na bolsa, em todos os bolsos… Não dá para se falar de um escândalo especifico sem que ele seja imediatamente superado pelo que vai ser divulgado pela imprensa amanhã. A questão é exatamente a sucessão de denúncias de corrupção que acaba trazendo descrédito para a política e até para o próprio povo brasileiro, pois, afinal, dar dinheiro para o guarda da esquina também é corrupção. O problema, é claro, não é só brasileiro e volta e meia explode em outros países. Mas como então explicar algumas teses de que a corrupção é herança de nossa colonização, de que herdamos mazelas e vícios, jeitinho e gosto de levar vantagem? Especialistas foram reunidos para explicar como nossos estudiosos pensam a corrupção – e se existe saída para isso.

Participantes: Marcos Otavio Bezerra, doutor em Antropologia Social e professor dos Programas de Pós-graduação em Antropologia e Sociologia da Universidade Federal Fluminense(UFF) é autor dos livros “Corrupção, um Estudo sobre Poder Público e Relações Ressoais no Brasil” e “Em Nome das Bases”. Marisa Pignataro tem mestrado em Letras e fez extensão na Universidade Federal de Minas de Minas Gerais sobre concepções de democracia e sua influência na constituição do Estado. Na Controladoria Geral da União (CGU) desde 1997, chefia a diretoria regional do Estado do Rio de Janeiro, comandando equipes da área de Controle Interno; Corregedoria e Prevenção, e Combate à Corrupção. Fernando Lattman-Weltman, com mestrado em Sociologia e doutorado em Ciência Política, participa do Centro de Pesquisa e Documentação de Historia Contemporânea do Brasil – o Cpdoc da Fundação Getulio Vargas – desde 1991. Lá, entre outras atividades, dedicou-se ao estudo das relações entre a imprensa e a política, chegando a escrever vários livros sobre o assunto, entre eles “A Imprensa Faz e Desfaz um Presidente”, logo após o impeachment do presidente Collor. Jeremias Ferraz Lima, doutor em Psicanálise, é professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de estudos sobre pulsão e libido, é autor de um livro chamado ‘’ Psicanálise do Dinheiro’’.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

28 de abril a 4 de maio – Energia nuclear, entre a vida e a morte

O acidente radiológico de Fukushima, no Japão, assustou o mundo. A ideia de associar energia nuclear à morte e a riscos para a saúde ganhou peso e aumentou a preocupação de ambientalistas. A reviravolta na política nuclear global chegou a fazer com que alguns países se comprometessem a interromper o uso desse tipo energia. Outros adiaram planos de novas usinas nucleares, aumentando o debate sobre os benefícios e riscos do uso de reatores. Mas a cada dia aumenta a quantidade de recursos nucleares para salvar vidas, aprimorar diagnósticos e até melhorar a qualidade dos alimentos. A energia que pode matar, também é capaz de salvar vidas – e ajudar ainda no combate ao aquecimento do mundo.

Participantes: Odilon Marcuzzo do Canto, é engenheiro civil, Ph.D. em energia nuclear e chegou a presidente da Seção Latino Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear. Foi presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Rex Nazaré Alves, é doutor em física pela Universidade de Paris, engenheiro nuclear pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Maria Helena Marechal, física, com doutorado em física médica, é coordenadora-geral de Licenciamento e Controle de Instalações Médicas e Industriais na Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Aquilino Senra, físico, com doutorado em energia nuclear, vice diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, a COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Reatores Nucleares Inovadores.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

5 a 11 de maio – Química do Amor

Quem está vivendo uma relação amorosa nem pensa nisso, mas existem explicações científicas para aquele turbilhão de emoções e sentimentos que acompanham a vida dos casais. A expressão popular “rolou uma química” a cada dia fica mais comprovada por novas pesquisas, que ajudam a entender as relações e o comportamento amoroso. Uma delas, por exemplo, comprova que a paixão funciona como uma verdadeira droga – o que, muitas vezes, mantém casais juntos numa espécie de dependência. A sexualidade humana tem sido investigada por cientistas que buscam respostas para antigas questões como homossexualidade, infidelidade, escolhas de parceiros, rompimentos amorosos e muitas outras. Seriam os hormônios capazes de explicar que uma mulher tenha vínculo forte com o marido, mas, simultaneamente, sinta desejo pelo colega de trabalho e fique apaixonada pelo vizinho?

Participantes: Cibele Fabichak, médica, é mestre em Fisiologia do Estresse e especialista em Medicina do Esporte pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi professora e pesquisadora nas áreas de Endocrinologia, Cardiologia e Neurociências da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, da Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Metodista de São Paulo. Participa ativamente de projetos científicos com foco na sexualidade humana. É autora de livros, entre eles “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens”. Maria Alves de Toledo Bruns, psicanalista, também é autora de livros, entre eles “Gênero em Questão”. Professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é especialista em sexualidade e lidera o Grupo de Pesquisa Sexualidade Vida, da USP e do Cnpq. Ricardo de Oliveira Souza, neurologista, é pós-graduado em Neuropsiquiatria e Neurologia do Comportamento Humano. Trabalha no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro, e é professor de Neurologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). É também coordenador de Neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

12 a 18 de maio – Burocracia X Ciências

 Um exemplo de dificuldades burocráticas que quase impediu o Brasil de desenvolver a primeira linhagem de células tronco nacionais: um líquido especial, que vem do Canadá e precisa ser conservado numa temperatura de menos 73 graus, ficou retido em pleno calor da Alfândega do Rio, obrigando os cientistas a fazerem um revezamento durante dias para levar gelo seco para preservar o produto até conseguir liberar a importação. Sem esse líquido, o “emitízer”, era impossível desenvolver as pesquisas. Neste caso os pesquisadores acabaram encontrando uma solução criativa ao criar uma nova substância sensível, o “mêizer”, que custou um quarto do preço da substância importada. Mas nem sempre é assim neste jogo entre burocracia e ciência: pesquisadores narram casos de aparelhos danificados, amostras congeladas derretidas e dificuldades de contratação de pessoal, entre muitos outros. Por isso eles defendem mudanças na burocracia que atravanca o progresso da ciência.

Participantes: João Ramos Mello Neto, mestre e doutor em física, com pós-doutorados no exterior, é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi secretário da regional Rio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa. Carlos Alberto Marques Teixeira, engenheiro com mestrado em economia e gestão empresarial, se especializou em tecnologias de gestão da produção e foi coordenador geral da diretoria regional do Rio de Janeiro e diretor substituto do Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Jerson Lima Silva, formado em medicina, com mestrado e doutorado no Instituto de Biofísica, chefia o Laboratório de Termodinâmica de Proteínas e Vírus da UFRJ, onde também dirige o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear de Macromoléculas. É também diretor científico da Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Lucia Carvalho Pinto de Melo, graduada em engenharia química, com mestrados em física e em energia e meio ambiente, acabou especializando-se em planejamento e políticas de ciência. Presidiu, de 2005 a 2011, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição responsável por formular e implantar políticas para o campo científico. É pesquisadora titular da fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco e integra o Grupo de Trabalho da SBPC para mudanças nos marcos legais.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

19 a 25 de maio – Doenças nos tempos modernos

Quando todo mundo pensava que sarampo era coisa do passado, a doença volta a assustar em vários países. Isso quando não surge repentinamente uma gripe chamada de suína, com um novo tipo de vírus ameaçando um mundo que se contata fisicamente de forma muito rápida, por conta das viagens aéreas e da ampla circulação de pessoas entre vários países. Esse mundo de hoje, agitado e concorrido, faz aumentar os diagnósticos de estresse, provocando depressões e outros distúrbios. As pressões do dia a dia urbano incluem ainda doenças posturais, lesões de repetição e reflexos circulatórios. Este programa discute a capacidade da ciência de amenizar ou mesmo solucionar os problemas de saúde decorrentes da modernidade.

Participantes: Roberto Medronho, médico, com doutorado em Saúde Pública, é professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige a Faculdade de Medicina. Integra o Conselho Editorial de cientistas do Tome Ciência. Mario Barreira Campos, psiquiatra, é superintendente dos Institutos Municipais de Saúde Mental da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

26 de maio a 1 de junho – Água nossa de cada dia

Todo mundo sabe que a vida na terra começou na água e que as primeiras civilizações se desenvolveram perto de rios. Água, portanto, é essencial para a vida. Mais de 70% de nosso corpo é feito de líquido. Nosso planeta é terra no nome, mas tem uma superfície com três quartos de água. Mas só 1% dela pode ser bebida e já está faltando água para muita gente. Um estudo de 2011, da nossa Agência Nacional de Águas, apontou a necessidade de investimentos de mais de 22 bilhões de reais para evitar que mais da metade dos municípios brasileiros sofram com falta d’água em 2015.

Participantes: Luiz Edmundo Horta Barbosa Costa Leite, engenheiro, é professor do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra do Conselho Editorial do Tome Ciência. Mestre pela Universidade de Virgínia tem experiência na área de engenharia sanitária, com ênfase em saneamento ambiental. Já desenvolveu estudos para a Organização Mundial de Saúde, para a Organização Pan-americana de Saúde e para a Agência Internacional de Cooperação Técnica do Japão. Paulo Canedo, mestre em Engenharia Civil e doutor pela Universidade de Lancaster, é coordenador do Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro e consultor do Banco Mundial. Romilda Maria Alves de Lemos, graduada em ciências biológicas pela UFRJ, mestre em ecologia e doutora em ciências, é professora do ensino superior do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Superior de Tecnologia da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), onde orienta trabalhos sobre a poluição aquática e monitoramento de bacias hidrográficas. Também se dedica à difusão científica e é responsável pela criação do Museu e Laboratório da Vida Aquática, com apoio da Faperj – a Fundação Carlos Chagas de Apoio e Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Humberto de Albuquerque, engenheiro de minas, é presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas). É também assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), onde trabalha há mais de 30 anos.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

2 a 8 de junho – A economia enquanto ciência

Taxa de juros, superávit primário, inflação – todos estes termos, nem sempre muito claros para a maioria da população, mesmo assim fazem parte do imaginário de que a economia é que decide os caminhos do país, se confundindo com a política. Tanto que quando se fala sobre a profissão de economista no Brasil lembra-se logo de profissionais em altos escalões governamentais, tentando solucionar crises ou comandar planos de estabilidade para acertar os rumos do país. Mas a ciência econômica é muito mais que isso. Tem metodologias próprias e aplicações muito mais abrangentes do que a atuação no mercado de capitais ou na administração de recursos em empresas. É útil na análise e na gestão dos mais variados tipos de organizações humanas. Para definir até que ponto a ciência econômica pode ser vista como atividade científica ou considerada mecanismo de uso político, foram convidados especialistas para debater o papel dos economistas e da economia na sociedade atual.

Participantes: Aloísio Araújo, mestre em Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e PhD em Estatística pela Universidade da Califórnia, é vice-diretor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas. Foi consultor do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Ceci Juruá, economista, já foi professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Católica do Brasil, em Brasília. Extremamente atuante nos órgãos representativos dos economistas – chegou a participar da fundação do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro – participa atualmente do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Luiz Carlos Prado, graduado em Direito e Economia, com mestrado na UFRJ e PhD em Economia pela Universidade de Londres é ex-presidente do Conselho Federal de Economia, professor do Instituto de Economia da UFRJ e integrante do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

9 a 15 de junho – Esporte tem ciência

Por trás dos momentos de magia e emoção das manifestações esportivas, existe uma intensa atividade científica. A educação física está cada vez mais organizada academicamente – e já começa a ser identificada como Motricidade Humana ou Cinesiologia. A aplicação da bioquímica e da biomecânica são exemplos da contribuição da ciência que se refletem no esporte de alto desempenho. Sem falar nos avanços nas técnicas de treinamento e no desenvolvimento de novos equipamentos. Com a ajuda da ciência o homem desafia constantemente seus próprios limites, batendo recordes e superando desafios. Algumas vezes usando novas substâncias, o que é proibido e acaba motivando cientistas a criarem métodos cada vez mais eficazes para barrar o uso do doping.

Participantes: Francisco Radler, professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Química, pós-doutor em Síntese Orgânica e Geoquímica Molecular, é benemérito da Confederação Brasileira de Futebol pela contribuição ao controle de doping no esporte. Coordena o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da UFRJ, um dos três únicos laboratórios credenciados no hemisfério sul pelo Comitê Olímpico Internacional para análises de controle de dopagem no esporte.Luiz Cláudio Cameron, nutricionista, mestre e doutor em Química Biológica pela UFRJ, é o pesquisador responsável pelo Laboratório de Bioquímica de Proteínas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde estuda a relação das células musculares esqueléticas com os exercícios físicos. Também é consultor do Comitê Olímpico Brasileiro e responsável pelo Departamento de Bioquímica, Biologia Celular e Nutrição Esportiva do Laboratório Olímpico. Danielli Braga de Mello, graduada em Educação Física pela UFRJ, é mestre em Ciências da Motricidade Humana e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, além de professora da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na área de fisiologia do exercício. Luiz Alberto Batista, também originário da Educação Física, tem mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. É coordenador do Laboratório de Biomecânica e Comportamento Motor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde é professor, pesquisador e orientador do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

16 a 22 de junho – Inclusão no novo mundo digital

Ir ao caixa eletrônico e passar o cartão na máquina é algo aparentemente simples para quem assimilou o raciocínio de quem criou aquela máquina. Para quem se candidata a um emprego, o uso do computador pode ser decisivo na conquista da vaga. Atualmente, quem não tem acesso à internet ou ao uso de computadores é, de certa forma, um analfabeto; um analfabeto digital. Também chamada por alguns de apartheid digital, a exclusão digital ainda é uma realidade em nosso país: 100 milhões de pessoas ainda não acessam internet no Brasil, pelo menos até 2008, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Um desequilíbrio que levou o presidente Lula, no final de 2009, a afirmar que a inclusão digital, da mesma forma como a inclusão social, deve ser encarada como uma prioridade nacional, o que levou o governo a acelerar providências para implantar a banda larga em todo o país. Mas existem sinais de melhoras e o Brasil já tem a maior média mundial de tempo de acesso.
O que não representa dizer bom uso das ferramentas, pois até a existência de computadores não garante necessariamente a qualidade do ensino. Os especialistas convidados debatem as formas de utilizar esse novo mundo das comunicações: inclusão digital, computador em sala de aula, programas livres ou nacionais, educação a distância e interatividade da TV digital. Afinal, como a tecnologia pode mudar nossas vidas? O conteúdo deste programa foi sugerido pela Sociedade Brasileira de Computação, que é vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC e, nesta condição, integra o conselho científico do Tome Ciência.

Participantes: Maria Helena Cautiero Horta Jardim, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado em matemática, é consultora do Ministério da Educação e coordena um dos projetos mais premiados do país, no Município de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, onde lá vigora na rede pública o conceito de um computador por aluno em sala de aula. Monica Santos Dahmouche, vice-presidente científica da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – o Cecierj – possui graduação, mestrado e doutorado em física atômica, mas acabou dedicando-se à divulgação e popularização da ciência. Luis Cláudio Tujal, com mestrado e originalmente engenheiro, trabalha com pesquisa em computação em nuvem e em computação quântica na Coordenação Estratégica de Tecnologia do Serpro, o Serviço Federal de Processamento de Dados. Jorge Luiz de Almeida Barbosa, técnico em informática, membro do Comitê de Inclusão Digital do Serpro, com experiência no trabalho dos tele-centros comunitários em áreas carentes e rurais, de onde surgiu e evoluiu até virar funcionário concursado. 

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

23 a 29 de junho – Biodiversidade em busca do futuro

O Brasil tem a maior diversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em diversidade vegetal. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente, podem representar apenas 10% da vida no país. Conhecer os 90% restantes pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração florestal e a pesca, além de abrir uma ampla possibilidade na área de novos fármacos. Motivado pelo Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, o Brasil pretende investir cinco vezes mais dinheiro em pesquisas, o que certamente pode alterar nosso futuro.

Participantes: Ladislau Araujo Skorupa, engenheiro florestal e doutor em ciências biológicas, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – na unidade de meio ambiente, onde atua na área de botânica e engenharia florestal, com ênfase em recuperação de áreas degradadas, especialmente da Amazônia. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, foi professor titular do departamento de química orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicou até morrer a pesquisas com plantas medicinais. João Alves de Oliveira, formado em ciências biológicas, com mestrado e doutorado em zoologia, faz pesquisas em sistemática e taxonomia de mamíferos e é professor do Departamento de Vertebrados do Museu Nacional da UFRJ, onde também exerce a função de curador da coleção de mamíferos, a maior da América Latina, com mais de 100 mil espécimes. Gustavo Ribeiro Xavier, doutor em ciência do solo e professor da pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e, também, da UFRJ, em biotecnologia vegetal, atua como pesquisador da Embrapa na área de ecologia microbiana, voltada para aplicações práticas de biotecnologia. 

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

30 de junho a 6 de julho – As muitas formas de educação científica

Divulgar os benefícios da ciência ajuda a estimular vocações e permite a defesa de mais recursos para as pesquisas. Consequentemente, mais desenvolvimento, mais avanços. Mas já há quem conteste o rumo do próprio desenvolvimento baseado nas novas tecnologias. Afinal, houve época em que a ciência podia tudo e que tudo seria possível no mundo a partir dos conhecimentos científicos. De repente, o louvado DDT, o pesticida que permitiu o aumento da produção agrícola, revelou-se desastroso para a saúde. Os CFCs dos sprays, geladeiras e ar condicionado começaram a abrir um buraco na camada de ozônio e tiveram de ser retirados de cena. Consta que os primeiros e verdadeiros divulgadores da ciência foram os gregos, com sua preocupação de ensinar a arte de pensar e duvidar; valorizando o pensamento como a grande força da vida humana. Repensar e definir o tipo de difusão e educação científica que queremos é o desafio dos convidados do programa.

 

Participantes: Maria de Fátima Brito Pereira, socióloga, diretora executiva da Casa da Ciência – o centro cultural de ciência e tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – foi eleita presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência. Henrique Lins e Barros, doutor em física e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, já foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins, outro espaço dedicado à popularização da ciência, é autor de filmes e obras de divulgação científica e integra o Conselho Editorial do Tome Ciência desde os anos 80. Nélson Maculan Filho, doutor em engenharia de produção, também conselheiro do programa desde o início, já foi reitor da UFRJ, Secretário Nacional de Educação Superior e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Rui Cerqueira Silva, doutor em zoologia de vertebrados, é professor titular do Departamento de Ecologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ampla experiência na preparação de professores do ensino médio.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

7 a 13 de julho – Química além das fórmulas

Quando uma pessoa diz que “rolou uma química” em relação a outra pessoa, todo mundo entende que tipo de atração é, sem precisar decorar fórmulas nem misturar letras e números, tarefa que já complicou muita gente no ensino médio. Afinal, as pessoas não param para pensar nisso, mas o próprio ato de pensar depende de reações químicas, pois são substâncias químicas que produzem as transmissões elétricas de um neurônio para outro. Na verdade a química está presente em tudo: borracha, plástico, celulose; tudo depende de compostos e reações químicas. E se a ciência da química permitiu transformar petróleo em plástico – hoje vilão na natureza por conta da dificuldade de decomposição, poluindo o meio ambiente – pode estar na química também a solução para reciclagens, filtragens e despoluição. O mundo da química e dos químicos no Brasil, na proximidade do Ano Internacional da Química, em 2011, motivam nosso debate do programa.

Participantes: Álvaro Chrispino, doutor em educação, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, publicou livros sobre o ensino de química e também conhece as dificuldades do ensino de ciências no ciclo básico, pois foi Subsecretário Municipal de Educação na cidade do Rio de Janeiro e também em Brasília. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, foi professor titular do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicou até morrer a pesquisas com plantas medicinais. Aurélio Baird Buarque Ferreira, com formação em química industrial e engenharia química, é doutor em química orgânica, na área de fotoquímica, e professor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Robério Fernandes Alves de Oliveira, diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Química e especialista em gestão de resíduos sólidos é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, o antigo Cefet/química. 

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

14 a 20 de julho – Tecnologia e seu impacto na saúde
A evolução da ciência nos últimos anos fica mais evidente na saúde, onde é inegável a importância da tecnologia – que é ciência aplicada – na melhoria da qualidade de vida no mundo todo. Remédios, vacinas, anestésicos; ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computadorizada – são muitas as opções para diagnóstico e cura. Existem ainda os exemplos em equipamentos voltados para terapias, como os que permitem a fragmentação de pedras nos rins, a hemodiálise, o cateterismo, endoscopia, cirurgias minimamente invasivas, feitas com auxílio de câmaras minúsculas, e muito mais. Mas será que nosso país tem profissionais capazes de produzir e manter esta tecnologia, muitas vezes importada, em hospitais de todo o imenso território brasileiro? E o acesso? Estará ao alcance de todos? O Sistema Único de Saúde tem como garantir a universalização desses avanços científicos? Esses questionamentos partem dos próprios cientistas da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, pois foram eles que sugeriram e se dispuseram a debater o assunto, pois as sociedades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC – participam do Conselho Científico do Tome Ciência sugerindo assuntos e indicando convidados.
Participantes: Renato Amaro Zângaro, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, é graduado em engenharia elétrica, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior, em engenharia biomédica, e é professor titular da Universidade Camilo Castelo Branco – a Unicastelo, de São Paulo. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, graduado em engenharia elétrica e mestre e doutor em engenharia biomédica, é o Coordenador Geral de Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde do Ministério da Saúde. Alcimar Barbosa Soares, graduado em engenharia elétrica, com mestrado e doutorado em engenharia biomédica, é Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia.Henrique Olavo de Olival Costa, com graduação e doutorado em medicina, é coordenador de pesquisas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA

 

 

 

21 a 27 de julho – Ciência na mesa de negociações

A publicação de uma descoberta em revista científica, durante muitos anos foi o único processo de reconhecimento e de intercâmbio entre os pesquisadores. A velocidade das comunicações no mundo globalizado alterou o processo de produção de conhecimento, que se tornou também mais claramente vinculado aos conceitos de soberania nacionais. Recentemente os cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência defenderam o uso do desenvolvimento tecnológico como ferramenta diplomática para o governo dos Estados Unidos. Mais que nunca a ciência faz parte agora da mesa de negociações. Neste programa, especialistas esclarecem quais seriam as novidades, as demandas e os obstáculos para um desempenho mais amplo, profundo e efetivo da colaboração científica em busca do desenvolvimento sustentável para todos os países, sem prejuízos e perdas para as condições de vida no planeta.

Participantes: José Monserrat Filho, assessor de comunicação quando da criação, em 1985, do Ministério da Ciência e Tecnologia, chefiou a Assessoria de Cooperação Internacional do então MCT. Graduado em direito em Moscou, com mestrado e doutorado em direito internacional, estudou em Haia e em Estrasburgo, na França. João Alziro Herz da Jornada, professor titular de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez pós-doutorado nos Estados Unidos e preside o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – o Inmetro –, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Adilson de Oliveira, graduado em engenharia química, com doutorado e pós-doutorado no exterior, mas em economia, é professor titular do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige o Colégio Brasileiro de Altos Estudos. Hayne Felipe da Silva, graduado em farmácia com mestrado em química de produtos naturais, foi coordenador técnico do programa Farmácia Popular do Brasil e diretor de Farmanguinhos, unidade responsável pela produção anual de um bilhão de medicamentos por ano que, além de pesquisar e produzir novos remédios, possui um sistema de interação internacional que possibilita intercâmbios, colaborações e também alguns conflitos no mercado de fármacos.

televisao-desenho
ASSISTA AGORA