Programação

 

13 a 19 de janeiro – Alternativas energéticas em combustão

A possibilidade de crescimento da produção brasileira de petróleo na plataforma continental, não garante o futuro do Brasil dentro de um quadro mundial de preocupação com as condições climáticas. Mas o biodiesel e o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, menos poluentes e festejados como solução, já enfrentam várias acusações, de responsáveis pelo aumento mundial dos preços de alimentos à perda de biodiversidade no planeta. As pesquisas com o biocombustível avançam dentro dos laboratórios científicos e a contribuição do conhecimento é cada vez maior para o entendimento das implicações comerciais e ambientais que cercam esse assunto. Para tentar entender qual será futuro das alternativas energéticas no Brasil e no mundo, o programa convidou especialistas diretamente envolvidos com o dia-a-dia do ramo, verdadeiros doutores em energia.

Participantes: João Norberto Noschang, geólogo com pós-graduação em Engenharia de Segurança, integra a Diretoria Industrial da Petrobras Biocombustível. Foi o primeiro coordenador do Programa Tecnológico de Energias Renováveis da empresa e também estruturou as linhas de pesquisa da Petrobras em biocombustíveis, incluindo biodiesel e etanol de segunda geração, e ainda as de energia eólica, solar, térmica, fotovoltaica e energia dos mares. Elba Bom, professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, é coordenadora científica e coordenadora setorial da área de produção de celulases do Projeto Bioetanol. O projeto, financiado pelo Governo Federal, envolve 15 universidades brasileiras, centros de pesquisa, uma empresa e a colaboração de universidades estrangeiras. Álvaro Barreto, pesquisador do Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes do Instituto Nacional de Tecnologia , INT, é o coordenador do grupo temático responsável pela caracterização e controle de qualidade da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia. Eduardo Cavalcanti, pesquisador da Divisão de Corrosão do INT, coordena o projeto para implantação de biodiesel em municípios das regiões sul e metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj.

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20 a 26 de janeiro – Obesidade, uma doença de peso

Nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas sofre de obesidade. Esse número impressionante é um alerta para todo o mundo, pois se trata de uma tendência que propaga-se rapidamente, inclusive em países menos desenvolvidos. Numa época em que a expectativa de vida aumenta, a obesidade passou a ser o vilão do momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, superando a desnutrição e as doenças infecciosas. Por que os nossos hábitos alimentares mudaram? A cura existe ou basta uma operação de redução de estômago? A multiplicidade de dietas e modismos sem bases científicas. Não deixe de assistir a essa importante discussão que provavelmente afeta você, um amigo ou alguém de sua família.

Participantes: Marisa Dreyer Breitenbach, endocrinologista que trabalha com pesquisas na área de alterações metabólicas no Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Cameron, professor da Unidade Genética e Biológica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a UniRio. Leila Souza Leão, mestre em nutrição e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Rosely Sichieri, epidemiologista do Departamento de Epidemiologia da Uerj

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27 de janeiro a 2 de fevereiro – Nova Infância

As crianças de hoje pouco têm a ver com as do passado. É raro vermos os pequenos envolvidos em brincadeiras de rua ou protegidos em sua ingenuidade. Recebem sim, um grande volume de informações e produtos inimagináveis há 50 anos. Novas alternativas — videogame, televisão, internet — transformam a infância e criam uma nova realidade a ser estudada. Este debate de especialistas aborda ainda a onda de bullying (intimidação e provocação entre crianças nas escolas), o estímulo antecipado ao sexo, limites e critérios educacionais, relações familiares e a exposição à violência.

Participantes: Maria Tereza Maldonado, mestre em psicologia, membro da Academia Americana de Terapia de Família, autora de mais de vinte livros. Marcos Ribeiro, sexólogo, consultor do Ministério da Saúde, coordenador da ONG Cores – Centro de Orientação e Educação Sexual, também autor de vários livros, sobre sexualidade. Leonardo Azevedo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chefe do Serviço de Neurologia e Pesquisador do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Rosália Duarte, doutora em Educação, professora do Departamento de Educação da PUC-Rio, onde organiza a parte brasileira de uma pesquisa mundial sobre a reação dos jovens aos estímulos televisivos.

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3 a 9 de fevereiro – Arqueologia: um resgate do passado

Sem a contribuição da ciência arqueológica, muitas das informações dos livros de história geral não estariam à disposição do conhecimento humano. Escavações e outras técnicas científicas desvendam mistérios do passado e contribuem para o descobrimento de vestígios de antigas sociedades. O Brasil é responsável por importantes descobertas da arqueologia e possui centenas de sítios arqueológicos catalogados, que foram capazes de demonstrar que tipos de pessoas viviam em nosso país. Especialistas falam ainda sobre as técnicas científicas que permitem precisar a idade de um fóssil ou objeto antigo.

Participantes: Tânia Andrade Lima, doutora em arqueologia, pesquisadora do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hilton Silva, médico, bioantropólogo, professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves, médico infectologista, pesquisador do laboratório de paleoparasitologia da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP) da Fiocruz. Nelson Castro Faria, engenheiro, Ph.D. em Física, professor titular de Física da UFRJ.

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10 a 16 de fevereiro – Nanotecnologia: quanto menor, melhor

O mundo esta à beira de uma nova revolução tecnológica, desde que os cientistas aprenderam a sintetizar e manipular moléculas e átomos individualmente. A utilização de átomos como unidade básica permite, em teoria, a construção de nanomáquinas, capazes de realizar tarefas até agora inimagináveis. Nano é o prefixo grego que indica um bilionésimo. Um nanômetro (bilionésimo de metro) é a escala de comprimento de átomos ou moléculas simples. Parece ficção cientifica, mas algumas aplicações já existem na química, na biologia e em outras áreas da ciência. Essa nova promessa da ciência, a nanotecnologia, é o tema do debate de especialistas.

Participantes: Fernando Lazaro, diretor do Departamento de física da PUC-Rio e coordenador do Instituto Virtual de Nanotecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biosistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Bartira Rossi Bergmann, professora adjunta do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e chefe do Laboratório de Imunofarmacologia. Marcos Pimenta do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais.

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17 a 23 de fevereiro – Os sonhos de um bom sono

Nosso desempenho físico e mental durante o dia está diretamente ligado a uma boa noite de sono. Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo. Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento são liberados durante o sono. Mais de 1/3 da humanidade têm tendência à insônia. Muitas vezes, problemas para dormir surgem como respostas à agressão exercida sobre o nosso ritmo biológico normal. Métodos e clínicas especializadas já ajudam a embalar os sonhos dos brasileiros. Saiba o que a ciência já descobriu sobre um hábito tão banal e importante do ser humano.

Participantes: Dalva Poyares, neurologista professora de Medicina do Sono da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Márcio Bezerra, neurologista, diretor do Instituto do Sono da Universidade Estácio de Sá. Flávio Magalhães, pneumologista e responsável pelo Laboratório do Sono Sleep. Andréa Bacelar, neurologista especialista em Medicina do Sono e titular em Polissonografia pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia.

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24 de fevereiro a 2 de março – Faço o que o meu gene manda?

A História documentou a necessidade de colonizadores e conquistadores de justificar, com base na ciência, a escravidão, o genocídio e a estratificação da sociedade. Hoje, pesquisadores e leigos perguntam se de fato as grandes mazelas da sociedade têm origem na genética. O comportamento violento, as tendências criminosas, o homossexualismo, a inteligência, o abuso de drogas, a esquizofrenia são herdados? Ou a educação e a cultura desempenham papéis predominantes? Essa é uma discussão polêmica e apaixonada, debatida por defensores das duas principais correntes do pensamento.

Participantes: Jorge Moll Neto, neurologista, foi coordenador da Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental da Rede D’Or de Hospitais, co-autor, com o neurologista Ricardo Oliveira, de um mapeamento das emoções no cérebro. Dirige o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. Suzana Herculano Houzel, neurocientista do Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autora de livros sobre o funcionamento do cérebro e nossas emoções e desejos. Sérgio Snith, médico e psicólogo do Departamento de Neurofisiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ricardo Waizbort, doutor em literatura, que trabalha com filosofia da biologia na Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz.

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3 a 9 de março – Ciência & Cultura

Para o Ministério da Cultura, ciência não é cultura. Apenas a difusão de manifestações artísticas pode receber isenções fiscais. Mas porque será então que, um ano após a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que foi em 1948, os cientistas deram o nome de “Ciência e Cultura” para o órgão oficial da nova entidade? E o filósofo da natureza Galileu – aquele que dizia que a terra se movia em torno do sol – que foi perseguido pelo poder dominante da época, já que não tinha como provar a teoria? E Leonardo da Vince? Era cientista ou artista? Como a impressão geral é a de que a ciência tem por base a razão – a busca por provas – enquanto a arte lida com emoções, cabe analisar a relação entre ciência e cultura, nesses tempos em que a tecnologia – que é a aplicação prática da ciência – muda hábitos, costumes, maneiras de ser e de pensar.

Participantes: Tania Cremonini de Araújo Jorge é médica, com doutorado em biofísica e pós-doutorado no exterior. Além de professora e diretora do Instituto Oswaldo Cruz – da Fiocruz – é pesquisadora dedicada à imunobiologia da cardiopatia chagásica e desenvolve materiais educativos e tecnologias sociais, articulando ciência, arte e saúde. Organizou um livro sobre ciência e arte. Roberto Kant Lima é professor titular da Universidade Federal Fluminense – a UFF – e da Universidade Gama Filho. Começou em direito e depois fez mestrado, doutorado e pós doutorado em antropologia social. É coordenador do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos, voltado para a pesquisa, formação de quadros qualificados e difusão de tecnologias sociais. Henrique Antoun é graduado em desenho industrial, mestre em filosofia e doutor em comunicação. Possui ainda pós-doutorado em cultura e tecnologia pela Universidade de Toronto. Professor e diretor do Departamento de Fundamentos da Comunicação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFR. Trabalha também no Programa de Pós-Graduação de Comunicação e coordena o grupo ge pesquisa Cibercult da ECO. Maria Borba tanto poderia ser apresentada como artista, – autora, cenógrafa e diretora teatral – como cientista que é, colaboradora do Instituto de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF. Começou fazendo ciências sociais e abandonou o curso para se formar em física, com mestrado em cosmologia e gravitação. A partir de uma residência de dois meses no Teatro Poeira, concebeu o espetáculo: “Astronautas: Arte e Ciência – Pesquisa e Execução”, que entrou em cartaz em 2011.

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10 a 16 de março – Diabetes: causas e consequências

A diabetes está crescendo no Brasil, numa tendência de alta preocupante, segundo o Ministerio da Saúde. Uma pesquisa feita em todo o país revelou, em 2012, que 5,6% dos brasileiros já sofrem com a doenca. É comum afirmar que o crescimento se deve ao aumento da obesidade e falta de exercícios físicos – a chamada diabetes 2. Mas em todo o mundo cresce também o número de pessoas que tem diabete do tipo 1 – um distúrbio autoimune que impede que o corpo produza insulina para transformar a glicose do sangue em energia. Quais as consequências, razões e riscos que a doenca pode oferecer para a saúde? Afinal o que a ciência já sabe sobre diabetes?

Participantes: Lenita Zajdenverg é médica, mestre em endocrinologia e doutora em nutrologia, e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ, onde coordena o programa de residência médica em endocrinologia e metabologia. A atualmente é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Flávia Lucia Conceição é médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, e professora adjunta de endocrinologia na UFRJ. Pertence à diretoria da regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Marília de Brito Gomes também médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, é professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – a UERJ – onde coordena a disciplina diabetes e metabologia. Cientista do Estado do Rio de Janeiro pela Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro. Roberta Arnoldi Cobas médica como as outras convidadas, com doutorado em fisiopatologia clínica e experimental, é professora adjunta da Faculdade de Ciencias Médicas da UERJ, onde dá aulas de diabetes.

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17 a 23 de março – Falando por que o homem fala

É mais que normal um brasileiro falar, emitindo sons que viram palavras, e outro conseguir entender. Mas se for um americano, ele só vai entender se aprender o português. E são quase 6 mil línguas no mundo e, pelo menos, umas 10 teorias diferentes em busca de uma explicação para a origem da fala humana. Uma questão que já intrigou tanto os cientistas, que um congresso mundial, em 1880, chegou a decretar o fim da busca. O que já se tem certeza é que uma cultura, expressada por uma língua, é capaz de suprimir outras. O latim, por exemplo, que chegou a dominar o mundo, hoje é considerada uma língua morta, embora geradora de um alfabeto ainda amplamente utilizado. As modificações que o uso e a cultura conferem à fala do homem continuam gerando polêmica, como no caso de livros, que contrapõem a língua falada popularmente com a chamada norma culta. E a influência da escrita simplificada da internet, pode afetar o futuro da língua escrita?

Participantes: Ruth Maria Fonini Monserrat, doutora em linguística, é professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. É assessora linguística de vários projetos de educação escolar indígena e pesquisa sobre linguística indígena, além de estudar o Tupi colonial. Carlos Alberto Faraco é doutor em linguística românica e professor titular aposentado da Universidade Federal do Paraná, onde chegou a ser reitor. Publicou vários livros — entre eles, “Linguagem Escrita e Alfabetização”. O americano Andrew Nevins é doutor em linguística e professor titular da University College London, na Inglaterra. No momento, é professor visitante na UFRJ. Cilene Aparecida Nunes Rodrigues, doutora em linguística, é professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC onde realiza pesquisa sobre sintasse. Estuda também línguas românicas e a integração entre teoria linguística e psicolinguística.

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24 a 30 de março – De perto ninguém é normal

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM – considerado a “bíblia da psiquiatria” mundial –, teve sua quinta edição lançada em maio de 2013, dividindo psiquiatras por aumentar a quantidade de doenças mentais: são agora 300 patologias descritas em 947 páginas. Chega a ser difícil não se encaixar em nenhuma delas. As farmácias que o digam. Não é à toa, que o tranquilizante Rivotril virou o segundo medicamento com receita médica mais vendido no Brasil. Somos também o segundo maior país consumidor de metilfenidato no mundo – a famosa Ritalina, usada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Mas o que é de fato um transtorno mental e como ele é tratado no Brasil, onde uma clara política antimanicomial tem reduzido o número de hospitais psiquiátricos nas últimas décadas? Afinal, como dizia Caetano Veloso, de perto ninguém é normal? Quais as fronteiras entre doença e normalidade?

Participantes: Octavio Domont de Serpa Júnior é médico psiquiatra, com doutorado em psiquiatria, psicanálise e saúde mental e também professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, onde realiza pesquisas sobre psicopatologia, subjetividade e experiências e narrativas do adoecimento. Adriano Amaral de Aguiar, médico com mestrado em psicologia, cursa doutorado em saúde coletiva e coordena da Residência Médica em Psiquiatria do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. É autor do livro “A psiquiatria no divã: entre as ciências da vida e a medicalização da existência”. Stephan Malta Oliveira, médico psiquiatra, com mestrado em psicologia clínica, faz doutorado em Saúde Coletiva, onde estuda abordagens biológicas e humanistas na psiquiatria contemporânea. Vitor Pordeus é médico pesquisador, imunologista, ator e escritor. Coordena o Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e é co-fundador da Universidade Popular de Arte e Ciência, cuja sede fica no Hotel e Spa da Loucura, no Instituto Municipal Nise da Silveira.

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31 de março a 6 de abril – Medicina regenerativa

Terapia celular, terapia gênica, fabricação de novos órgãos – a cada dia uma nova esperança de cura aparece nos veículos de informação. De comum, a base tecnológica que faz a saúde ficar a cada dia mais interdisciplinar. Engenheiros ajudam médicos a fazer marcapassos cardíacos ou próteses ortopédicas e já evoluem as técnicas de controle cerebral sobre máquinas especialmente desenvolvidas para recuperar capacidades perdidas pelas pessoas. Mas o que chamou mais a atenção no Brasil foi a liberdade ou não das pesquisas com células-tronco de embriões, amplamente discutidas até a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal. Depois do México, fomos o segundo país latino-americano a ter as pesquisas liberadas. Mas a cada notícia nova – da feitura de uma orelha, de um olho ou mesmo de um neurônio – fica a dúvida sobre a capacidade brasileira de conseguir também bons resultados. Neste programa vai ser possível saber se estamos bem preparados.

Participantes: Marcelo Marcos Morales, recentemente eleito como um dos secretários nacionais da SBPC – a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa –, é biofísico com pesquisas centradas em terapias celulares com células-tronco em doenças renais e pulmonares. É presidente da Federação Latino-americana de Sociedades de Biofísica e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Rosália Mendez-Otero, tal como o Marcelo, é professora do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Tem experiência na área de neurociencias, atuando principalmente com neurogênese (que é o desenvolvimento dos neurônios), células-tronco, terapias celulares e doenças neurodegenerativas. Aline Marie Fernandes é doutora pelo Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ e atualmente realiza pós-doutorado no Laboratório de Biomembranas, onde trabalha com a avaliação do potencial terapêutico de células-tronco em lesão renal. Adriana Bastos Carvalho, também professora do Instituto de Biofísica da UFRJ, voltou recentemente do pós-doutorado no hospital da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e na Universidade de Toronto, no Canadá – o que pode nos ajudar a comparar o estágio de pesquisa feita no Brasil com o que se produz no exterior.

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7 a 13 de abril – P, M ou G: as medidas no Brasil e no Mundo

Certamente você já viu num filme americano de ação o painel do carro mostrando uma velocidade em milhas por hora. E como saber qual a verdadeira velocidade, já que toda a nossa imaginação se guia pelos quilômetros por hora que adotamos no Brasil? E a tela da TV de 42 polegadas, quantos centímetros tem? Mais complicado ainda é perceber que os tamanhos de roupas e sapatos não variam apenas de país para país. Pode haver diferenças de um fabricante para outro, mesmo dentro do Brasil. Por essas e outras existem cientistas preocupados com normas e padrões unificadores, com regras que possam assegurar a qualidade dos produtos que usamos. Para saber por que as medidas variam de nomes e tamanhos foram convidados pesquisadores que entendem disso tudo, da razão das diferenças no mundo – e no Brasil também. Será possível unificar as medidas?

Participantes: Paulo Coscarelli, engenheiro têxtil, com mestrado em sistemas de gestão, é diretor substituto de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – o Inmetro. Eugenio Guilherme Tolstoy de Simone, engenheiro metalúrgico com mestrado em Ciências em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, é atualmente diretor técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Flávio Glória Caminada Sabrá, mestre em Administração, fazendo doutorado em Design, coordena um estudo antropométrico das medidas do corpo dos brasileiros. É gerente de Inovação, Estudos e Pesquisas do Senai-Cetiqt – sigla que denomina o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Sílvio Francisco dos Santos, engenheiro mecânico e mestre em Sistemas de Gestão, cursa o doutorado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos. É coordenador da qualidade da diretoria de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro e representante brasileiro no Sistema Interamericano de Metrologia.

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