Programação

 

31 de outubro a 6 de novembro – Beleza posta na mesa

No mundo inteiro, a busca pela aparência perfeita está se transformando em uma verdadeira epidemia. Nos últimos 10 anos, só na América Latina, houve um acréscimo de 200% na procura por cirurgias plásticas. O Brasil só perde para os Estados Unidos na quantidade de cirurgias estéticas realizadas. No quesito insatisfação com a aparência, as brasileiras só perdem para as japonesas. Mas por que isto está acontecendo? Muitos dizem que a culpa é da mídia. Não é à toa que numa pesquisa internacional, 68% das mulheres dizem que os meios de comunicação usam padrões inatingíveis e 75% querem ver pessoas normais retratando a beleza. Neste programa, os convidados põem a beleza na mesa e apontam caminhos para o equilíbrio na busca pela boa aparência.

Participantes: Everardo Abramo, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/RJ, coordenador e professor da Clínica Fluminense de Cirurgia Plástica de Niterói, titular da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Gláucia Helena Barbosa, psicóloga, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ, psicanalista pela Sociedade de Psicanálise Iracy Doylle, no Rio de Janeiro, ex-integrante do serviço de psicologia da enfermaria de cirurgia plástica coordenada pelo professor Ivo Pitangy na Santa Casa da Misericórdia, no Rio de Janeiro. Marcelo Silva Ramos, antropólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, pesquisador sobre gênero, conjugalidade e corpo no Instituto de Filosofia, Ciências Sociais da UFRJ. Helena Lopes, publicitária, sócia-diretora da agência de propaganda Tática.

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7 a 13 de novembro – Por debaixo do solo

A extensão continental é tida como uma das principais características do Brasil e sempre citada quando se falam das possibilidades de crescimento econômico do país. Com tanta terra, podemos imaginar que existem muitas riquezas por debaixo do solo. E é exatamente este o tema abordado no debate. Especialistas falam sobre os minérios que existem no território brasileiro, as técnicas de extração destas riquezas naturais, a preocupação com o meio-ambiente e a importância destes produtos para a economia nacional.

Participantes: Miguel Antônio Cedraz Nery, diretor geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Adão Benvindo da Luz, diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem). Gilberto Calais, consultor, economista e doutorando em economia na área de mineração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Roberto de Barros Emery Trindade, pesquisador titular do Cetem e engenheiro metalúrgico.

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14 a 20 de novembro – Pesquisadores do universo

A origem do universo sempre intrigou a humanidade. Na busca de respostas para os fenômenos da natureza quase sempre o inexplicável é atribuído a razões sobrenaturais. Mas para os debatedores deste programa – cientistas por opção e profissão – nada é mais natural que procurar explicações para o desconhecido. Ao examinar o Universo com o auxílio das mais avançadas tecnologias, eles questionam inclusive as teorias que já pareciam solidificadas, como a que atribuía a origem de tudo a uma grande explosão, o big bang. Comentam das mais recentes descobertas e explicam a expansão acelerada, que pode vir ser o fim de tudo.

Participantes: Jaime Fernando Villas da Rocha, doutor em astronomia, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ) e coordenador nacional da Comissão de Ensino da Sociedade Astronômica Brasileira. Martin Makler, doutor em física na área de cosmologia, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Nelson Pinto Neto, doutor em física e pesquisador titular do CBPF, com pós-doutorado na Universidade Pierre et Marie Curie, na França. Maurício Ortiz Calvão, com pós-doutorado em física na Universidade California Berkeley, nos Estados Unidos, é professor da Universidade do Estado Rio de Janeiro (UFRJ).

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21 a 27 de novembro – Quando Freud se explica

Em quase todos os debates de foro humanístico realizados atualmente a opinião de um psicanalista é evocada. Através da explicação do que é a psicanálise, quais os seus conceitos básicos e as diferentes vertentes desta área de conhecimento, este debate mostra porque a teoria criada por Sigmund Freud ainda é tão usada para entender o que se passa pela mente dos seres humanos. Os convidados falam sobre a relação da psicanálise com a ciência e alertam sobre questões contemporâneas que permeiam a secular teoria, como iniciativas de regulamentação a profissão de psicanalista e a tentativa de apropriação por parte de alguns grupos evangélicos.

Participantes: Wilson de Lyra Chebabi, médico psiquiatra e psicanalista, já falecido.. Joel Birman, psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do programa de mestrado e doutorado em teoria psicanalítica na UFRJ, professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autor de livros sobre o tema, como “Psicanálise, Ciência e Cultura”. Miguel Calmon, psicanalista. Eduardo Losicer, psicanalista e analista institucional.

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28 de novembro a 4 de dezembro – Obesidade, uma doença de peso

Nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas sofre de obesidade. Esse número impressionante é um alerta para todo o mundo, pois se trata de uma tendência que propaga-se rapidamente, inclusive em países menos desenvolvidos. Numa época em que a expectativa de vida aumenta, a obesidade passou a ser o vilão do momento, segundo a Organização Mundial de Saúde, superando a desnutrição e as doenças infecciosas. Por que os nossos hábitos alimentares mudaram? A cura existe ou basta uma operação de redução de estômago? A multiplicidade de dietas e modismos sem bases científicas. Não deixe de assistir a essa importante discussão que provavelmente afeta você, um amigo ou alguém de sua família.

Participantes: Marisa Dreyer Breitenbach, endocrinologista que trabalha com pesquisas na área de alterações metabólicas no Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Cameron, professor da Unidade Genética e Biológica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a UniRio. Leila Souza Leão, mestre em nutrição e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Rosely Sichieri, epidemiologista do Departamento de Epidemiologia da Uerj

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5 a 11 de dezembro – Arqueologia: um resgate do passado

Sem a contribuição da ciência arqueológica, muitas das informações dos livros de história geral não estariam à disposição do conhecimento humano. Escavações e outras técnicas científicas desvendam mistérios do passado e contribuem para o descobrimento de vestígios de antigas sociedades. O Brasil é responsável por importantes descobertas da arqueologia e possui centenas de sítios arqueológicos catalogados, que foram capazes de demonstrar que tipos de pessoas viviam em nosso país. Especialistas falam ainda sobre as técnicas científicas que permitem precisar a idade de um fóssil ou objeto antigo.

Participantes: Tânia Andrade Lima, doutora em arqueologia, pesquisadora do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hilton Silva, médico, bioantropólogo, professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves, médico infectologista, pesquisador do laboratório de paleoparasitologia da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP) da Fiocruz. Nelson Castro Faria, engenheiro, Ph.D. em Física, professor titular de Física da UFRJ.

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12 a 18 de dezembro – Nanotecnologia: quanto menor, melhor

O mundo está à beira de uma nova revolução tecnológica, desde que os cientistas aprenderam a sintetizar e manipular moléculas e átomos individualmente. A utilização de átomos como unidade básica permite, em teoria, a construção de nanomáquinas, capazes de realizar tarefas até agora inimagináveis. Nano é o prefixo grego que indica um bilionésimo. Um nanômetro (bilionésimo de metro) é a escala de comprimento de átomos ou moléculas simples. Parece ficção cientifica, mas algumas aplicações já existem na química, na biologia e em outras áreas da ciência. Essa nova promessa da ciência, a nanotecnologia, é o tema do debate de especialistas.

Participantes: Fernando Lazaro, diretor do Departamento de física da PUC-Rio e coordenador do Instituto Virtual de Nanotecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Paulo Bisch, professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Instituto Virtual de Bioinformatica e Modelagem de Biosistemas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Bartira Rossi Bergmann, professora adjunta do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e chefe do Laboratório de Imunofarmacologia. Marcos Pimenta do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais.

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19 a 25 de dezembro – É medicina ou não é?

A medicina tradicional abrange 64 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As fronteiras entre medicina tradicional e as consideradas alternativas, no entanto, parecem cada vez mais tênues. A acupuntura, antes desconsiderada, já faz parte da graduação na Faculdade de Medicina da USP. A homeopatia tem o aval do CFM mas não é considerada científica por muitos médicos. Técnicas complementares de tratamento, embora baseadas em teorias da medicina oficial, não são aceitas como especialidades médicas. Como classificar a sabedoria indígena, a fisiologia ortomolecular, a psiquiatria antroposófica, a fitoterapia, as terapias holísticas, os florais de Bach? Este debate de especialistas ajuda a entender até onde vai a medicina e no que podem ajudar certas terapias complementares.

Participantes: Flavio Edler, historiador, doutor em Saúde Coletiva, professor do Programa de Pós-graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, na Fiocruz, professor de História da Medicina na Universidade Estácio de Sá, ex-presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência. Afrânio Coelho de Oliveira, médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Superintendência de Câncer da Prefeitura do Rio de Janeiro. Marcus Vinicius Ferreira, médico especializado em acupuntura, coordenador da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ). Fabio Bolognani, médico pós graduado em homeopatia, presidente da Federação Brasileira de Homeopatia, membro fundador da Câmara Técnica de Homeopatia do Cremerj.

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26 de dezembro a 1 de janeiro – Os sonhos de um bom sono

Nosso desempenho físico e mental durante o dia está diretamente ligado a uma boa noite de sono. Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo. Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento são liberados durante o sono. Mais de 1/3 da humanidade têm tendência à insônia. Muitas vezes, problemas para dormir surgem como respostas à agressão exercida sobre o nosso ritmo biológico normal. Métodos e clínicas especializadas já ajudam a embalar os sonhos dos brasileiros. Saiba o que a ciência já descobriu sobre um hábito tão banal e importante do ser humano.

Participantes: Dalva Poyares, neurologista professora de Medicina do Sono da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Márcio Bezerra, neurologista, diretor do Instituto do Sono da Universidade Estácio de Sá. Flávio Magalhães, pneumologista e responsável pelo Laboratório do Sono Sleep. Andréa Bacelar, neurologista especialista em Medicina do Sono e titular em Polissonografia pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia.

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2 a 8 de janeiro – Faço o que o meu gene manda?

A História documentou a necessidade de colonizadores e conquistadores de justificar, com base na ciência, a escravidão, o genocídio e a estratificação da sociedade. Hoje, pesquisadores e leigos perguntam se de fato as grandes mazelas da sociedade têm origem na genética. O comportamento violento, as tendências criminosas, o homossexualismo, a inteligência, o abuso de drogas, a esquizofrenia são herdados? Ou a educação e a cultura desempenham papéis predominantes? Essa é uma discussão polêmica e apaixonada, debatida por defensores das duas principais correntes do pensamento.

Participantes: Jorge Moll Neto, neurologista, foi coordenador da Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental da Rede D’Or de Hospitais, co-autor, com o neurologista Ricardo Oliveira, de um mapeamento das emoções no cérebro. Dirige o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. Suzana Herculano Houzel, neurocientista do Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autora de livros sobre o funcionamento do cérebro e nossas emoções e desejos. Sérgio Snith, médico e psicólogo do Departamento de Neurofisiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ricardo Waizbort, doutor em literatura, que trabalha com filosofia da biologia na Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz.

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9 a 15 de janeiro – Ciência & Cultura

Para o Ministério da Cultura, ciência não é cultura. Apenas a difusão de manifestações artísticas pode receber isenções fiscais. Mas porque será então que, um ano após a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que foi em 1948, os cientistas deram o nome de “Ciência e Cultura” para o órgão oficial da nova entidade? E o filósofo da natureza Galileu – aquele que dizia que a terra se movia em torno do sol – e que foi perseguido pelo poder dominante da época, já que não tinha como provar a teoria? E Leonardo da Vinci? Era cientista ou artista? Como a impressão geral é a de que a ciência tem por base a razão – a busca por provas – enquanto a arte lida com emoções, cabe analisar a relação entre ciência e cultura, nesses tempos em que a tecnologia – que é a aplicação prática da ciência – muda hábitos, costumes, maneiras de ser e de pensar.

Participantes: Tania Cremonini de Araújo Jorge é médica, com doutorado em biofísica e pós-doutorado no exterior. Além de professora e diretora do Instituto Oswaldo Cruz – da Fiocruz – é pesquisadora dedicada à imunobiologia da cardiopatia chagásica e desenvolve materiais educativos e tecnologias sociais, articulando ciência, arte e saúde. Organizou um livro sobre ciência e arte. Roberto Kant Lima é professor titular da Universidade Federal Fluminense – a UFF – e da Universidade Gama Filho. Começou em direito e depois fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em antropologia social. É coordenador do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos, voltado para a pesquisa, formação de quadros qualificados e difusão de tecnologias sociais. Henrique Antoun é graduado em desenho industrial, mestre em filosofia e doutor em comunicação. Possui ainda pós-doutorado em cultura e tecnologia pela Universidade de Toronto. Professor e diretor do Departamento de Fundamentos da Comunicação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFR. Trabalha também no Programa de Pós-Graduação de Comunicação e coordena o grupo de pesquisa Cibercult da ECO. Maria Borba tanto poderia ser apresentada como artista, – autora, cenógrafa e diretora teatral – como cientista que é, colaboradora do Instituto de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF. Começou fazendo ciências sociais e abandonou o curso para se formar em física, com mestrado em cosmologia e gravitação. A partir de uma residência de dois meses no Teatro Poeira, concebeu o espetáculo: “Astronautas: Arte e Ciência – Pesquisa e Execução”, que entrou em cartaz em 2011.

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16 a 22  de janeiro – É o fim do mundo?

Se você não fizer a sua parte, agindo de forma ecologicamente correta, o mundo estará ameaçado! É mais ou menos essa a síntese das mensagens que recebemos todos os dias. Principalmente depois dos resultados pouco otimistas da Conferência Rio+ 20, onde faltou um compromisso mais forte dos governos que assinaram a declaração final. A cada tempestade ou desastre ambiental, aumenta a preocupação. Mas alguns cientistas começam a questionar as influências meramente humanas nos distúrbios climáticos: podem ser ciclos inevitáveis do planeta, já ocorridos inclusive em outras épocas. De toda forma, como ficaria o futuro do ser humano que vive no planeta terra? Seria mesmo necessário fazer alguma coisa para não enfrentarmos um clima perigoso para a vida humana na terra? – e com qual urgência?

ParticipantesValdo da Silva Marques. Doutor em meteorologia com pós-doutorado no exterior foi chefe do departamento de meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF –, onde está implantando o programa de mestrado. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia e atualmente é diretor regional da entidade para o Rio de Janeiro. Foi a própria Sociedade Brasileira de Meteorologia – SBMET – quem sugeriu este debate para o Conselho Editorial de cientistas do Tome Ciência. Henrique Gomes de Paiva Lins de Barros. Biofísico, pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – CBPF –, tem doutorado em física atômica. Dedica-se ao estudo da resposta magnética de microorganismos e sempre se preocupou com a difusão científica. Colaborador do Tome Ciência desde o início, em 1987, é dos mais antigos integrantes do nosso Conselho Editorial. Já dirigiu o Museu de Astronomia e Ciências Afins, foi curador de exposições científicas e produziu vários filmes e livros. É um dos maiores estudiosos em Santos Dumont no Brasil e acaba de lançar pela editora da Fiocruz o livro “Biodiversidade e Renovação da Vida”. José Antônio Marengo Orsini. Físico, com doutorado em meteorologia, fez pós-doutorado na NASA e especializou-se em modelagem climática. Foi coordenador científico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – o INPE, onde é professor na pós-graduação e chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre. Membro de vários painéis internacionais das Nações Unidas integra o comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Roberto Schaeffer é um dos integrantes brasileiros do IPCC das Nações Unidas desde 1998. É o vice coordenador do Programa de Planejamento Energético da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia – a Coppe, da UFRJ. Tem pós-doutorado em economia de tecnologia no exterior e foi do Conselho Consultivo do Projeto de Aceleração de Tecnologias Inovadoras de Energia na Agência Internacional de Energia. Em 2012 recebeu o prêmio Greenbest em reconhecimento às suas iniciativas pelo desenvolvimento do mercado sustentável no Brasil.

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23 a 29 de janeiro – Diabetes: causas e consequências

A diabetes está crescendo no Brasil, numa tendência de alta preocupante, segundo o Ministério da Saúde. Uma pesquisa feita em todo o país revelou, em 2012, que 5,6% dos brasileiros já sofrem com a doença. É comum afirmar que o crescimento se deve ao aumento da obesidade e falta de exercícios físicos – a chamada diabetes 2. Mas em todo o mundo cresce também o número de pessoas que tem diabete do tipo 1 – um distúrbio autoimune que impede que o corpo produza insulina para transformar a glicose do sangue em energia. Quais as consequências, razões e riscos que a doença pode oferecer para a saúde? Afinal o que a ciência já sabe sobre diabetes?

Participantes: Lenita Zajdenverg é médica, mestre em endocrinologia e doutora em nutrologia, e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ, onde coordena o programa de residência médica em endocrinologia e metabologia. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Flávia Lucia Conceição é médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, e professora adjunta de endocrinologia na UFRJ. Pertence à diretoria da regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Marília de Brito Gomes também médica, com mestrado e doutorado em endocrinologia, é professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – a UERJ – onde coordena a disciplina diabetes e metabologia. Cientista do Estado do Rio de Janeiro pela Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro. Roberta Arnoldi Cobas médica como as outras convidadas, com doutorado em fisiopatologia clínica e experimental, é professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, onde dá aulas de diabetes.

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30 de janeiro a 5 de fevereiro – Falando por que o homem fala

É mais que normal um brasileiro falar, emitindo sons que viram palavras, e outro conseguir entender. Mas se for um americano, ele só vai entender se aprender o português. E são quase 6 mil línguas no mundo e, pelo menos, umas 10 teorias diferentes em busca de uma explicação para a origem da fala humana. Uma questão que já intrigou tanto os cientistas, que um congresso mundial, em 1880, chegou a decretar o fim da busca. O que já se tem certeza é que uma cultura, expressada por uma língua, é capaz de suprimir outras. O latim, por exemplo, que chegou a dominar o mundo, hoje é considerada uma língua morta, embora geradora de um alfabeto ainda amplamente utilizado. As modificações que o uso e a cultura conferem à fala do homem continuam gerando polêmica, como no caso de livros, que contrapõem a língua falada popularmente com a chamada norma culta. E a influência da escrita simplificada da internet, pode afetar o futuro da língua escrita?

Participantes: Ruth Maria Fonini Monserrat, doutora em linguística, é professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. É assessora linguística de vários projetos de educação escolar indígena e pesquisa sobre linguística indígena, além de estudar o Tupi colonial. Carlos Alberto Faraco é doutor em linguística românica e professor titular aposentado da Universidade Federal do Paraná, onde chegou a ser reitor. Publicou vários livros — entre eles, “Linguagem Escrita e Alfabetização”. O norte-americano Andrew Nevins é doutor em linguística e professor titular da University College London, na Inglaterra. No momento, é professor visitante na UFRJ. Cilene Aparecida Nunes Rodrigues, doutora em linguística, é professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC onde realiza pesquisa sobre sintaxes. Estuda também línguas românicas e a integração entre teoria linguística e psicolinguística.

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6 a 12 de fevereiro – Medicina Regenerativa

Terapia celular, terapia gênica, fabricação de novos órgãos – a cada dia uma nova esperança de cura aparece nos veículos de informação. De comum, a base tecnológica que faz a saúde ficar a cada dia mais interdisciplinar. Engenheiros ajudam médicos a fazer marca-passos cardíacos ou próteses ortopédicas e já evoluem as técnicas de controle cerebral sobre máquinas especialmente desenvolvidas para recuperar capacidades perdidas pelas pessoas. Mas o que chamou mais a atenção no Brasil foi a liberdade ou não das pesquisas com células-tronco de embriões, amplamente discutidas até a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal. Depois do México, fomos o segundo país latino-americano a ter as pesquisas liberadas. Mas a cada notícia nova – da feitura de uma orelha, de um olho ou mesmo de um neurônio – fica a dúvida sobre a capacidade brasileira de conseguir também bons resultados. Neste programa vai ser possível saber se estamos bem preparados.

Participantes: Marcelo Marcos Morales, eleito como um dos secretários nacionais da SBPC – a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa –, é biofísico com pesquisas centradas em terapias celulares com células-tronco em doenças renais e pulmonares. É presidente da Federação Latino-americana de Sociedades de Biofísica e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Rosália Mendez-Otero, tal como o Marcelo, é professora do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Tem experiência na área de neurociências, atuando principalmente com neogênese (que é o desenvolvimento dos neurônios), células-tronco, terapias celulares e doenças neurodegenerativas. Aline Marie Fernandes é doutora pelo Programa de Ciências Morfológicas da UFRJ e atualmente realiza pós-doutorado no Laboratório de Biomembranas, onde trabalha com a avaliação do potencial terapêutico de células-tronco em lesão renal. Adriana Bastos Carvalho, também professora do Instituto de Biofísica da UFRJ, voltou recentemente do pós-doutorado no hospital da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e na Universidade de Toronto, no Canadá – o que pode nos ajudar a comparar o estágio de pesquisa feita no Brasil com o que se produz no exterior.

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13 a 19 de fevereiro – P, M ou G: as medidas no Brasil e no Mundo

Certamente você já viu num filme americano de ação o painel do carro mostrando uma velocidade em milhas por hora. E como saber qual a verdadeira velocidade, já que toda a nossa imaginação se guia pelos quilômetros por hora que adotamos no Brasil? E a tela da TV de 42 polegadas, quantos centímetros tem? Mais complicado ainda é perceber que os tamanhos de roupas e sapatos não variam apenas de país para país. Pode haver diferenças de um fabricante para outro, mesmo dentro do Brasil. Por essas e outras existem cientistas preocupados com normas e padrões unificadores, com regras que possam assegurar a qualidade dos produtos que usamos. Para saber por que as medidas variam de nomes e tamanhos foram convidados pesquisadores que entendem disso tudo, da razão das diferenças no mundo – e no Brasil também. Será possível unificar as medidas?

Participantes: Paulo Coscarelli, engenheiro têxtil, com mestrado em sistemas de gestão, é diretor substituto de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – o Inmetro. Eugenio Guilherme Tolstoy de Simone, engenheiro metalúrgico com mestrado em Ciências em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, é atualmente diretor técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT.  Flávio Glória Caminada Sabrá, mestre em Administração, fazendo doutorado em Design, coordena um estudo antropométrico das medidas do corpo dos brasileiros. É gerente de Inovação, Estudos e Pesquisas do Senai-Cetiqt — sigla que denomina o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.  Sílvio Francisco dos Santos, engenheiro mecânico e mestre em Sistemas de Gestão, cursa o doutorado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos. É coordenador da qualidade da diretoria de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro e representante brasileiro no Sistema Interamericano de Metrologia.

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20 a 26 de fevereiro – Como conviver com o câncer

“Aquela doença”, o misterioso câncer, era uma doença a qual, algum tempo atrás, ninguém ousava dizer o nome. Doença que não é só uma por sinal, pois existem cerca de 200 tipos de câncer. No momento em que o homem já desvendou o DNA, o genoma humano, e aspectos os mais detalhados dos funcionamentos celulares, porque ainda não se alcançou a cura do câncer? É bem verdade que, em alguns tipos, o percentual de cura já chegou a 80 por cento. Os especialistas convidados – por acaso todas mulheres – falam sobre o conhecimento acumulado da ciência sobre a doença e também esclarecem se estamos no caminho da cura. No mínimo para acabar com o preconceito com “aquela doença”, o programa busca desvendar os mistérios do câncer.

Participantes: Maria da Glória das Costa Carvalho integra a Associação Americana de Pesquisa em Câncer e a Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é pesquisadora do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Clarissa Baldotto é médica oncologista clínica e pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mestre e doutora em oncologia pela mesma instituição. Nathalie Henriques Canedo é professora de patologia, da Faculdade de Medicina da UFRJ, onde também coordena o Laboratório de Neuropatologia e o Laboratório de Patologia Molecular. Médica patologista, com doutorado em biologia molecular, faz pesquisas na área de neuropatologia e patologia molecular. Participa ainda da Sociedade Brasileira de Patologia. Juliane Musacchio é mestre e doutora em medicina, gerente de hematologia e pesquisadora do grupo COI, o Instituto Clinicas Oncológicas Integradas, que é uma empresa onde se faz pesquisas sobre a evolução dos clientes nos tratamentos. Integra a Sociedade Americana de Hematologia.

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27 de fevereiro a 5 de março – Como avaliar nossa ciência e cientistas

Vivemos num mundo cheio de tecnologia: celulares, internet, computadores no processo industrial – enfim, uma sociedade onde o conhecimento passou a ser fundamental. A aplicação prática de uma parte do conhecimento vira a tecnologia que inova quase todos os produtos utilizados hoje em dia. Essas novidades, dentro da disputa comercial do mundo capitalista, são transformadas em patentes que garantem lucro. Mas, até por conta de tanta rapidez na intercomunicação global, o conhecimento publicado por um cientista rapidamente alcança todos os outros da mesma área fazendo avançar novas pesquisas. É por essas e outras razões que se convencionou medir o valor da produção científica de um país pela quantidade de publicações de trabalhos e pelas patentes registradas. Mas até que ponto esses índices são capazes de definir a importância do papel da ciência e dos cientistas no Brasil?

Participantes: Marco Moriconi, físico, com doutorado na Universidade Princeton, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Em 2013, foi eleito Secretário Regional do Estado do Rio de Janeiro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, parceira do Tome Ciência. Jerson Lima da Silva, doutor em biofísica e professor do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de janeiro, a UFRJ. É presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj, que também apoia o programa. Dirige ainda o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas e é membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento. Já recebeu diversos prêmios, como a Ordem Nacional do Mérito Científico. Rogério Meneghini, químico com doutorado em bioquímica, é professor aposentado da Universidade de São Paulo, a USP. Foi criador e diretor do Centro de Biologia Molecular Estrutural do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas. Atualmente é o coordenador científico da Rede Scielo, um sistema público que permite acessar a produção científica do Brasil através da internet. Também foi laureado com a Ordem Nacional do Mérito Científico. Alexander Kellner, paleontólogo, com doutorado na Universidade Columbia, nos Estados unidos, trabalha no Museu Nacional da UFRJ. É membro titular e editor-chefe do Anais da Academia Brasileira de Ciências, a ABC. Também foi admitido na classe de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.

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6 a 12 de janeiro – Os jovens campeões da ciência

Medalha de ouro de brasileiro nas olimpíadas, seja qual for o esporte, produz uma enorme repercussão, com direito a foto na primeira página do jornal. A notícia que quase não sai nos jornais – ou sai escondidinha – é a quantidade de medalhas brasileiras em olimpíadas científicas para jovens. E não são poucas as medalhas e títulos. O Brasil já participa em 10 disciplinas, sem falar que temos 12 nacionais – consideradas sempre como um estímulo para despertar talentos científicos. Se sabidamente temos deficiências educacionais, quem seriam estão esses gênios? Como são vistos pelos colegas – especialmente nos casos de física e matemática? E será que se transformam depois em cientistas. O programa reuniu um grupo representativo desses medalhistas de vários níveis educacionais. Em cena, 56 medalhas de ouro, prata e bronze.

Participantes: Nicolau Corção Saldanha ganhou a primeira medalha de ouro brasileira na Olimpíada Internacional Matemática de 1981. Um ano depois, com 16 de idade, conseguiu a medalha de ouro do Brasil. Fez doutorado nos Estados Unidos e atualmente é professor do Departamento de Matemática da PUC-Rio e ajudou a coordenar várias das olimpíadas nacionais. Ivan Tadeu Antunes Filho ganhou a primeira medalha aos 10 anos de idade. Depois ganhou outras 35 em olimpíadas nacionais e mais 10 em competições internacionais, entre elas, a Olimpíada Internacional de Física de 2012. Foi admitido na graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT. Daniel Santana Rocha, ganhou a primeira medalha de prata, aos 11 anos, na Olimpíada Brasileira de Matemática. Depois ganhou a de bronze e a de ouro, ainda no nível fundamental. Atualmente cursa ensino médio no Colégio Estadual Engenheiro Bernardo Sayão e, com uma autorização especial, já faz pós-graduação de matemática no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – o IMPA. Bruna Malvar Castello Branco conquistou sua primeira medalha aos 12, quando foi ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática. Já conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e uma menção honrosa em olimpíadas científicas. Está terminando o curso fundamental no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um colégio público como o do Daniel.

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13 a 19 de fevereiro – Grafeno: material do futuro?

De carbono todos já ouviram falar. Pelo menos do gás carbônico – o CO2 – considerado vilão do efeito estufa, do aquecimento global. Mas o átomo de carbono é o elemento químico que compõe as moléculas que dão origem à vida. E está presente nas mais variadas formas encontradas na natureza. Macio no grafite do lápis, duríssimo no diamante. Recentemente, em 2004, os cientistas passaram a lidar com outra forma de apresentação do carbono:o grafeno – uma espécie de folha finíssima, com a espessura de um átomo, que é considerado o material do futuro por muitos especialistas. Até pela possibilidade de poder transmitir energia, e informações, com velocidade quase 100 vezes maior do que o silício, que é o material dos semicondutores da informática. Especialistas convidados explicam o que é o grafeno – e se ele tem mesmo o poder de mudar muita coisa no mundo em que vivemos.

Participantes: Fernando Lázaro Freire Júnior, é professor titular do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT) e presidiu o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF. Do Conselho Editorial do Tome Ciência, comanda um grupo de pesquisas sobre grafeno. Eunézio Antônio de Souza, mais conhecido como professor Thoroh, doutor em física, é atualmente professor adjunto da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde coordena o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno e Nano materiais – o Mackgrafe. Tatiana Gabriela Rappoport, com doutorado em física, atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro – a UFRJ. Enfatiza em seus estudos os materiais magnéticos e propriedades magnéticas, atuando principalmente com nano eletrônica, semicondutores magnéticos diluídos, cadeias quânticas de spin e transições de fase quânticas. Pedro Paulo de Mello Venezuela, também com doutorado em física, é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF. Tem experiência na área de física da matéria condensada, o que inclui modelamento teórico-computacional das propriedades estruturais; eletrônicas, magnéticas, vibracionais e óticas de sistemas nano estruturados.

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20 a 26 de fevereiro – Startups, incubadoras, aceleradoras: os novos caminhos da inovação

O fato de terem nascido como startups é um ponto em comum entre as concorrentes Google e Yahoo. Elas, e muitas outras empresas do novo mundo digital, tiveram um suporte, uma inicialização – que seria a tradução literal de startup. No Estado do Rio a Secretaria de Ciência e Tecnologia resolveu apoiar 50 ideias inovadoras, dando 100 mil reais por ano para cada uma, todas instaladas em um mesmo lugar, com facilidades comuns. Quase todas as ideias inovadoras precisam de uma startup, de incubadoras ou aceleradoras para se tornarem lucrativas. A diferença entre estes termos e as vantagens dessas ajudas, são debatidas pelos convidados. Afinal a efetivação do processo de inovação – que é a transformação do conhecimento científico em produtos – sempre foi apontada como a solução para o desenvolvimento do país.

 

ParticipantesAugusto da Cunha Raupp, ex-presidente da Faperj, tem mestrado em administração no exterior, e cursa doutorado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Já coordenou diversos projetos em tecnologia no Estado.  O inicialmente eletrotécnico Francisco José Batista de Sousa possui mestrado e doutorado em engenharia de produção. Atualmente é professor da Universidade Federal Fluminense – a UFF – onde coordena a incubadora de empresas da universidade. Marcelo Sales é graduado em engenharia da computação e fundador de empresas que fornecem conteúdo de entretenimento móvel, pagamentos de bens virtuais, serviços de marketing e distribuição de aplicações. Em 2011 fundou a aceleradora de negócios 21212. Está envolvido em iniciativas relacionadas ao desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil e nos Estados Unidos. Claudia Wilson, inicialmente graduada em processamento de dados, pós-graduada em gestão de negócios e especializada em inteligência competitiva, é a diretora executiva da Regional Rio da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – a Assespro.

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27 de janeiro a 5 de março – De olho no olho

Os olhos são responsáveis por 70% das informações recebidas pelo homem. Além de levar as informações até nós, o olho pode também fornecer informações sobre nós. Através de alguns exames é possível diagnosticar doenças como a hipertensão, tuberculose e doenças reumáticas, entre outras. O avanço nas pesquisas sobre os olhos já pode garantir a correção de defeitos de visão, determinar o fim do uso de óculos e até permitir a visão de pessoas cegas desde a infância. Córnea, pupila, íris, cristalino, retina  – são palavras que a gente já conhece. Mas como ocorre a visão? Como se dá a transformação de ondas luminosas em pulsos eletroquímicos transferidos para nosso cérebro? No programa os convidados utilizam uma maquete de olho para que se possa ver o olho por dentro e por fora.

ParticipantesLuiz Cláudio Santos de Souza Lima é médico oftalmologista, mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense, a UFF, onde ele também é professor e doutorando em Ciências Médicas. Coordena o setor de estrabismo do serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Antônio Pedro e é membro do Centro Brasileiro de Estrabismo, do Conselho Brasileiro Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.  O oftalmologista David Gryner, já falecido, possuía 52 anos de clínica e a vasta experiência de quem trabalhou em grandes hospitais da cidade do Rio de Janeiro, como o Miguel Couto, o Hospital Central do Exército e o Souza Aguiar. Premiado por estudos de refração possui uma patente de um produto para limpeza de lentes de contato gelatinosas, no Brasil, nos Estados Unidos e no Japão.  A médica Karla Rezende Guerra Drummond tem especialização em retina e vítreo e faz mestrado em Ciências Médicas. É chefe do setor de diabetes no serviço de oftalmologia e integra a equipe do setor de retina do Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.

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