Programação

 

4 a 10 de fevereiro – Química além das fórmulas

Quando uma pessoa diz que “rolou uma química” em relação a outra pessoa, todo mundo entende que tipo de atração é, sem precisar decorar fórmulas nem misturar letras e números, tarefa que já complicou muita gente no ensino médio. Afinal, as pessoas não param para pensar nisso, mas o próprio ato de pensar depende de reações químicas, pois são substâncias químicas que produzem as transmissões elétricas de um neurônio para outro. Na verdade a química está presente em tudo: borracha, plástico, celulose; tudo depende de compostos e reações químicas. E se a ciência da química permitiu transformar petróleo em plástico – hoje vilão na natureza por conta da dificuldade de decomposição, poluindo o meio ambiente – pode estar na química também a solução para reciclagens, filtragens e despoluição. O mundo da química e dos químicos no Brasil, na proximidade do Ano Internacional da Química, em 2011, motivam nosso debate do programa.

ParticipantesÁlvaro Chrispino, doutor em educação, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, publicou livros sobre o ensino de química e também conhece as dificuldades do ensino de ciências no ciclo básico, pois foi Subsecretário Municipal de Educação na cidade do Rio de Janeiro e também em Brasília. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedicando a pesquisas com plantas medicinais. Aurélio Baird Buarque Ferreira, com formação em química industrial e engenharia química, é doutor em química orgânica, na área de fotoquímica, e professor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Robério Fernandes Alves de Oliveira, diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Química e especialista em gestão de resíduos sólidos é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, o antigo Cefet/química.

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11 a 17 de fevereiro – Casais da atualidade

Todas as pesquisas indicam que a mulher cresce a cada dia no mercado de trabalho. Atualmente, mais da metade da população feminina trabalha fora. Recente estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aponta ainda o aumento do número de famílias chefiadas por mulheres: de 19 para 28 por cento, em 13 anos analisados. Mas os dados econômicos nem sempre se refletem na intimidade da relação entre os sexos. Mais dinheiro não representa mais poder, nem menos trabalho doméstico. É verdade que os homens começam a dividir um pouquinho mais as tarefas. Mas continuam também agredindo companheiras e querendo impor desejos sexuais. Para analisar a influência desses novos tempos na forma tradicional de constituição familiar, o programa convidou especialistas da área acadêmica e também agregou a vivência de quem acompanha, na prática do dia-a-dia, a relação entre homens e mulheres.

Participantes: Inamara Pereira da Costa, delegada de polícia, dirige a Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, coordenando as 9 delegacias especializadas do Estado do Rio de Janeiro. Regina Navarro Lins, psicanalista e sexóloga, que de terapeuta e professora de Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, acabou se transformando em polêmica autora de livros sobre sexo, onde defende que o modelo atual de casamento está no fim. Bernardo Jablonski, já falecido, foi doutor em psicologia social e professor da PUC-Rio, foi o autor da pesquisa “Cotidiano e Divisão de Tarefas e Responsabilidades entre Homens e Mulheres”, financiada pela Faperj, a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Jeremias Ferraz Lima, doutor em psicanálise, é professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ.

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18 a 24 e fevereiro – Na cena do crime, a hora dos peritos

O assassinato da menina Isabela Nardoni, que escandalizou o país por envolver o próprio pai e sua nova mulher, evidenciou a grande quantidade de recursos tecnológicos que envolvem os laudos técnicos. Atualmente, única gota de sangue pode trazer mais informações sobre a cena de um crime do que um eventual depoimento de testemunha. Cada vez mais a ciência fornece subsídios para as investigações. Física, química, microscopia eletrônica – são muitas as áreas de estudo, sem falar na já famosa psicologia, pois sempre nos intriga buscar razões ou tentar compreender os motivos dos crimes. Para verificar o quanto a ciência já faz parte da criminalística – ao ponto de ter sido criado um Programa Nacional de Ciência e Tecnologia Aplicada na Segurança Pública – convidamos especialistas no assunto. Talvez seja até mais apropriado dizer, verdadeiros peritos.

Participantes: Claúdio Cerqueira Lopes, originalmente famacêutico, tem pós-doutorado em síntese orgânica na Universidade de Berkeley e é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um dos criadores do Luminol, o produto nacional que descobre manchas sangue mesmo em áreas lavadas – invenção que está ajudando a desvendar crimes e economizar as divisas do país. Bruno Duarte Sabino, também com graduação em farmácia, tem doutorado em biologia celular e molecular e além de professor de química forense na Pós-graduação da Universidade Castelo Branco, no Rio de Janeiro, integra a nova equipe científica do Inmetro – o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. É perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, do Estado do Rio de Janeiro. Talvane Marins de Moraes, especializado em psiquiatria forense e medicina legal, já foi diretor da Polícia Técnica no Estado do Rio e Janeiro e é coordenador do Departamento de Ética e Psiquiatria Legal da Associação Brasileira de Psiquiatria. Sérgio Lomba, delegado, diretor da Academia de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, que acaba de criar um novo núcleo de excelência para ajudar a esclarecer cientificamente as peças técnicas elaboradas nos serviços médico-legais.

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25 de fevereiro a 3 de março – Novas terapias: o futuro é hoje?

A aprovação da lei que autorizou o uso das células-tronco em pesquisas no Brasil, em março de 2005, aumentou a expectativa dos que viam nas terapias celulares a solução para suas doenças, apesar de todos os avisos médicos de que o caminho era longo. Foram três esperados anos até o que o Supremo Tribunal Federal liberasse declarasse constitucional as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas. A partir daí, em menos de seis meses, ainda em 2008, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Rio de Janeiro anunciou a obtenção da primeira linhagem 100% nacional dessas células. Um avanço capaz de acelerar ainda mais as pesquisas no Brasil. Resta saber quando teremos, no presente, a visão meio futurista de novos tratamentos fantásticos, capazes de debelar doenças de maneira nunca antes alcançada. Os passos que já foram dados e o que falta caminhar são o tema deste programa.

Participantes: Aline Marie Fernandes, originalmente química, doutoranda em morfologia celular na equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro que trabalhou na obtenção da primeira linhagem nacional de célula-tronco, sob a liderança do pesquisador Stevens Rehen. Rosalia Mendez-Otero, doutora em ciências biológicas, com pós-doutorado no exterior, é professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena estudos de terapia celular em acidente vascular cerebral, realizando tratamentos com células-tronco dos próprios pacientes. Marcelo Marcos Morales, médico e professor do Instituto de Biofísica da UFRJ, doutor em biologia, com atuação em terapias gênicas e celulares nos casos de lesões renais e pulmonares, preside a Sociedade Brasileira de Biofísica e Comportamento. Bernardo Rangel Tura, mestre em saúde pública e doutor em clínica médica, é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, e médico do Instituto Nacional de Cardiologia, onde integra a equipe de pesquisa de terapia celular em cardiopatias, com ênfase em cardiopatia dilatada (Doença de Chagas).

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4 a 10 de março – Vacinas, o melhor remédio

Nos primeiros anos de 1900, quando o cientista Oswaldo Cruz tratou de vacinar a população do Rio de Janeiro contra a varíola, uma revolta popular que durou uma semana causou 23 mortes, dezenas de feridos e mais de mil presos. Muitos achavam que Iam ficar doentes por causa da vacina. Hoje a varíola é considerada doença erradicada no Brasil, exatamente por conta da vacina.O mesmo aconteceu com a poliomielite. E não há pais que reajam mais contra a vacinação dos bebês. Uma vacina contra a AIDS ou uma vacina que impeça a dengue é uma realidade próxima para os cientistas brasileiros. Uma solução capaz de economizar vidas, recursos financeiros e muito sofrimento. Afinal, desde que o médico inglês Edward Jenner criou, em 1796, a primeira vacina contra a varíola, se tornou consenso entre a comunidade científica que não há método melhor para se erradicar uma doença.

Participantes: Ricardo Galler, formado em biologia animal pela Universidade de Brasília, com mestrado em ciências biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado na Alemanha, pesquisa vacinas contra a malária e contra a dengue. É vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz – Bio-Manguinhos –, unidade capaz de produzir 300 milhões de vacinas por ano. Davis Ferreira, diretor do departamento de Virologia da UFRJ, é graduado em biologia celular e molecular pela Universidade do Estado de São Francisco, nos Estados Unidos, com mestrado em ciências biológicas e doutorado em microbiologia. Também é professor da Universidade do estado norte-americano da Carolina do Norte, onde fez seu pós-doutorado. Marcos Freire, originalmente graduado em veterinária pela Universidade Federal Fluminense, com doutorado em biologia parasitária, coordena a Rede de Vacinas Recombinantes do Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Insumos para a Saúde, com sede em Bio-Manguinhos.

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11 a 17 de março – Computando os grandes desafios

Um Grande Desafio (Grand Challenge) pode ser entendido como um problema fundamental em ciência ou engenharia, com grande impacto econômico, científico e social, cuja solução requer ações integradas de médio ou longo prazo, tipicamente envolvendo cooperação da academia e da indústria, em uma região específica ou mesmo com abrangência mundial. Hoje, observa-se certa tendência no sentido de planejar e estruturar grandes avanços científicos e tecnológicos, possivelmente envolvendo quebras de paradigmas, através da identificação, planejamento e solução de problemas que representam grandes desafios. No Brasil esta iniciativa parece ser ainda muito tímida embora algumas áreas, como a computação, a física e a medicina, venham demonstrado alguma articulação neste sentido. Com a ajuda de especialistas em tecnologia da informação o programa explica, com exemplos práticos, o conceito de grandes desafios.

Participantes: Arndt von Staa, professor do Laboratório de Engenharia de Software do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, é doutor em ciência da computação pela Universidade de Waterloo, do Canadá, onde também fez o pós-doutorado. Ronald Cintra Shellard, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – o CBPF – e professor da PUC do Rio, é doutor em física pela Universidade da Califórnia, com pós-doutorados no exterior. Trabalha com partículas, raios cósmicos e computadores de alta performace. Celso da Cruz Carneiro Ribeiro, professor titular do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal Fluminense, com doutorado e pós-doutorados no exterior. Washington Braga Filho, professor da PUC do Rio, com doutorado pela Universidade de Michigan, é coordenador administrativo da Rede Rio, a rede de computadores das universidades e centros de pesquisa, uma iniciativa da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – Faperj.

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18 a 24 de março – Fumo é droga e álcool é crime?

O uso de álcool e fumo pelos seres humanos remonta aos tempos mais antigos, muitas vezes acompanhados de rituais sagrados. Nos dias de hoje os governos do mundo combatem o uso do fumo e tratam de desestimular o consumo do álcool. Leis reduzem propaganda e espaço para fumantes. Nos Estados Unidos o cigarro já está sendo classificado como uma droga a ser regulamentada pela agência de saúde. O Brasil discute uma nova lei que reduz de 13 para meio por cento o percentual de álcool para as bebidas com propaganda autorizada. E bebida para quem dirige já virou crime. Os interesses econômicos envolvidos nesta discussão são enormes, mas sempre resta saber por que a ciência demorou tanto a entrar nesta polêmica. O programa tentar verificar neste debate as razões de uso e de condenação dessas substâncias milenares.

ParticipantesTânia Cavalcante, médica hematologista e mestre em saúde publica, é chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer e coordenadora da Comissão Intergovernamental para o Controle do Tabaco no grupo saúde do Mercosul. Cristina Maria Douat Loyola, originalmente enfermeira, com mestrado em ciências sociais e pós-doutorado em saúde pública, concilia a função de professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a supervisão de um Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas – o Caps de Nova Iguaçu. Desde 2005 é consultora da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Marcelo Nobre Migon, perito psiquiátrico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, doutourando em saúde pública do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, com clínica voltada para dependentes de tabaco e álcool. Maria do Céu Lamarão Battaglia, psicoterapeuta e mediadora de conflitos, trabalha com jovens, a área mais crítica quando se trata do uso de álcool e drogas.

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25 a 31 de março – Por debaixo do solo

A extensão continental é tida como uma das principais características do Brasil e sempre citada quando se falam das possibilidades de crescimento econômico do país. Com tanta terra, podemos imaginar que existem muitas riquezas por debaixo do solo. E é exatamente este o tema abordado no debate. Especialistas falam sobre os minérios que existem no território brasileiro, as técnicas de extração destas riquezas naturais, a preocupação com o meio-ambiente e a importância destes produtos para a economia nacional.

Participantes: Miguel Antônio Cedraz Nery, diretor geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Adão Benvindo da Luz, diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem). Gilberto Calais, consultor, economista e doutorando em economia na área de mineração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Roberto de Barros Emery Trindade, pesquisador titular do Cetem e engenheiro metalúrgico.

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1 a 7 de abril – Beleza posta na mesa

No mundo inteiro, a busca pela aparência perfeita está se transformando em uma verdadeira epidemia. Nos últimos 10 anos, só na América Latina, houve um acréscimo de 200% na procura por cirurgias plásticas. O Brasil só perde para os Estados Unidos na quantidade de cirurgias estéticas realizadas. No quesito insatisfação com a aparência, as brasileiras só perdem para as japonesas. Mas por que isto está acontecendo ? Muitos dizem que a culpa é da mídia. Não é à toa que numa pesquisa internacional, 68% das mulheres dizem que os meios de comunicação usam padrões inatingíveis e 75% querem ver pessoas normais retratando a beleza. Neste programa, os convidados põem a beleza na mesa e apontam caminhos para o equilíbrio na busca pela boa aparência.

ParticipantesEverardo Abramo, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/RJ, coordenador e professor da Clínica Fluminense de Cirurgia Plástica de Niterói, titular da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Gláucia Helena Barbosa, psicóloga, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ, psicanalista pela Sociedade de Psicanálise Iracy Doylle, Spid, no Rio de Janeiro, ex-integrante do serviço de psicologia da enfermaria de cirurgia plástica coordenada pelo professor Ivo Pitangy na Santa Casa da Misericórdia, no Rio de Janeiro. Marcelo Silva Ramos, antropólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, pesquisador sobre gênero, conjugalidade e corpo no Instituto de Filosofia, Ciências Sociais da UFRJ. Helena Lopes, publicitária, sócia-diretora da agência de propaganda Tática.

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8 a 14 de abril – Ciência na mesa de negociações

A publicação de uma descoberta em revista científica, durante muitos anos foi o único processo de reconhecimento e de intercâmbio entre os pesquisadores. A velocidade das comunicações no mundo globalizado alterou o processo de produção de conhecimento, que se tornou também mais claramente vinculado aos conceitos de soberania nacionais. Recentemente os cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência defenderam o uso do desenvolvimento tecnológico como ferramenta diplomática para o governo dos Estados Unidos. Mais que nunca a ciência faz parte agora da mesa de negociações. Neste programa, especialistas esclarecem quais seriam as novidades, as demandas e os obstáculos para um desempenho mais amplo, profundo e efetivo da colaboração científica em busca do desenvolvimento sustentável para todos os países, sem prejuízos e perdas para as condições de vida no planeta.

ParticipantesJosé Monserrat Filho, assessor de comunicação quando da criação, em 1985, do Ministério da Ciência e Tecnologia, é o atual chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do MCT. Graduado em direito em Moscou, com mestrado e doutorado em direito internacional, estudou em Haia e em Estrasburgo, na França. João Alziro Herz da Jornada, professor titular de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez pós-doutorado nos Estados Unidos e preside o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – o Inmetro –, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Adilson de Oliveira, graduado em engenharia química, com doutorado e pós-doutorado no exterior, mas em economia, é professor titular do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige o Colégio Brasileiro de Altos Estudos. Hayne Felipe da Silva, graduado em farmácia com mestrado em química de produtos naturais, é o coordenador técnico do programa Farmácia Popular do Brasil e diretor de Farmanguinhos, unidade responsável pela produção anual de um bilhão de medicamentos por ano que, além de pesquisar e produzir novos remédios, possui um sistema de interação internacional que possibilita intercâmbios, colaborações e também alguns conflitos no mercado de fármacos.

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15 a 21 de abril – De onde viemos, para onde vamos

Completados 150 anos – em julho de 2008 – da teoria da evolução, de Charles Darwin, o ser humano ainda se interroga sobre suas origens. Basta lembrar os criacionistas, que defendem a existência de uma inteligência superior por trás de todos os eventos de criação da vida. Neste mesmo ano de 2008, cientistas do mundo inteiro se juntaram para colocar em funcionamento, um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência, só para poder examinar as condições do Big Bang – para muitos a origem do universo. O que também é contestado. Afinal, do ponto de vista científico, como teria surgido a vida humana em nosso planeta? E o próprio planeta? E como anda a nossa evolução biológica? Superada pelas intervenções da medicina? Mais dependentes da cultura?

ParticipantesMartin Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o CBPF, e pós-doutor em física na área de cosmologia. Ricardo Campos-da-Paz, biólogo e zoólogo, professor de evolução na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Unirio, com pós-doutorado no assunto, pois é um estudioso das teorias da evolução. Cláudia Augusta de Morais Russo, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, com pós-doutorado em genética animal e estudos dedicados aos processos evolutivos.

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22 a 28 de abril – Teorias da Corrupção

Dinheiro ilegal já apareceu em cueca, na mesa, na mala, na bolsa, em todos os bolsos… Não dá para se falar de um escândalo especifico sem que ele seja imediatamente superado pelo que vai ser divulgado pela imprensa amanhã. A questão é exatamente a sucessão de denúncias de corrupção que acaba trazendo descrédito para a política e até para o próprio povo brasileiro, pois, afinal, dar dinheiro para o guarda da esquina também é corrupção. O problema, é claro, não é só brasileiro e volta e meia explode em outros países. Mas como então explicar algumas teses de que a corrupção é herança de nossa colonização, de que herdamos mazelas e vícios, jeitinho e gosto de levar vantagem? Especialistas foram reunidos para explicar como nossos estudiosos pensam a corrupção – e se existe saída para isso.

ParticipantesMarcos Otavio Bezerra, doutor em Antropologia Social e professor dos Programas de Pós-graduação em Antropologia e Sociologia da Universidade Federal Fluminense(UFF) é autor dos livros “Corrupção, um Estudo sobre Poder Público e Relações Ressoais no Brasil” e “Em Nome das Bases”. Marisa Pignataro tem mestrado em Letras e fez extensão na Universidade Federal de Minas de Minas Gerais sobre concepções de democracia e sua influência na constituição do Estado. Na Controladoria Geral da União (CGU) desde 1997, chefia a diretoria regional do Estado do Rio de Janeiro, comandando equipes da área de Controle Interno; Corregedoria e Prevenção, e Combate à Corrupção. Fernando Lattman-Weltman, com mestrado em Sociologia e doutorado em Ciência Política, participa do Centro de Pesquisa e Documentação de Historia Contemporânea do Brasil – o Cpdoc da Fundação Getulio Vargas – desde 1991. Lá, entre outras atividades, dedicou-se ao estudo das relações entre a imprensa e a política, chegando a escrever vários livros sobre o assunto, entre eles “A Imprensa Faz e Desfaz um Presidente”, logo após o impeachment do presidente Collor. Jeremias Ferraz Lima, doutor em Psicanálise, é professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de estudos sobre pulsão e libido, é autor de um livro chamado ‘’ Psicanálise do Dinheiro’’.

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29 de abril a 5 de maio – O mar do pré-sal

O petróleo descoberto abaixo da camada de sal do Oceano Atlântico, a sete quilômetros de profundidade, é visto como uma riqueza capaz de transformar a vida dos brasileiros. No país inteiro começou uma discussão sobre o aproveitamento desses recursos. A Convenção do Mar estabelece que um país só pode exercer o direito de exploração da plataforma continental, e de seu subsolo, até um limite de 200 milhas náuticas a partir da base. A descoberta no pré-sal fez com que a ONU desse sinal verde para o Brasil incorporar, para além das 200 milhas, mais 712 mil quilômetros quadrados de extensão. Um aumento de vital importância para o país, mas que também aumenta a responsabilidade dos brasileiros contra acidentes e na preservação ambiental. Mas o que existe nas águas profundas do nosso oceano? Que recursos naturais temos para preservar? O Censo da Vida Marinha mostrou que só conhecemos 1% do que existe em nossos mares.

ParticipantesLúcia Campos, bióloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PhD em oceanografia biológica, dedica-se aos estudos de oceano profundo. Trabalha com a margem continental brasileira profunda e na região Antártica. Coordena um projeto que pesquisa a biodiversidade marinha e processos evolutivos e oceanográficos. É também assessora de assuntos científicos internacionais do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA). Marise Silva Carneiro, Capitão-de-Mar-e-Guerra, possui graduação em Administração de Empresas e pós-graduação em Gestão Ambiental e Ordenamento Territorial. Na Marinha do Brasil desde 1985, trabalha desde 2007 na Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, onde é subsecretária do Plano Setorial para os Recursos do Mar. Cristiano Sombra é mestre em Geologia e trabalha na Petrobras desde 1978, onde atua na área de exploração e produção de petróleo. Coordena o Prosal – Programa Tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios do Pré-Sal. David Zee é engenheiro civil, mestre em Oceanografia e doutor em Geografia Ambiental. Coordena o mestrado profissional em Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida e é professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência em oceanografia costeira e impactos ambientais em ecossistemas urbano-costeiros.

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6 a 12 de maio – Energia nuclear, entre a vida e a morte

O acidente radiológico de Fukushima, no Japão, assustou o mundo. A idéia de associar energia nuclear à morte e a riscos para a saúde ganhou peso e aumentou a preocupação de ambientalistas. A reviravolta na política nuclear global chegou a fazer com que alguns países se comprometessem a interromper o uso desse tipo energia. Outros adiaram planos de novas usinas nucleares, aumentando o debate sobre os benefícios e riscos do uso de reatores. Mas a cada dia aumenta a quantidade de recursos nucleares para salvar vidas, aprimorar diagnósticos e até melhorar a qualidade dos alimentos. A energia que pode matar, também é capaz de salvar vidas – e ajudar ainda no combate ao aquecimento do mundo.

ParticipantesOdilon Marcuzzo do Canto, é engenheiro civil, Ph.D. em energia nuclear e presidente da Seção Latino Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear. Foi presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Rex Nazaré Alves, diretor de tecnologia da Faperj – a Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro –, é doutor em física pela Universidade de Paris, engenheiro nuclear pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Maria Helena Marechal, física, com doutorado em física médica, é coordenadora-geral de Licenciamento e Controle de Instalações Médicas e Industriais na Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Aquilino Senra, físico, com doutorado em energia nuclear, é vice diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, a COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Reatores Nucleares Inovadores.

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13 a 19 de maio – Química do Amor

Quem está vivendo uma relação amorosa nem pensa nisso, mas existem explicações científicas para aquele turbilhão de emoções e sentimentos que acompanham a vida dos casais. A expressão popular “rolou uma química” a cada dia fica mais comprovada por novas pesquisas, que ajudam a entender as relações e o comportamento amoroso. Uma delas, por exemplo, comprova que a paixão funciona como uma verdadeira droga – o que, muitas vezes, mantém casais juntos numa espécie de dependência. A sexualidade humana tem sido investigada por cientistas que buscam respostas para antigas questões como homossexualidade, infidelidade, escolhas de parceiros, rompimentos amorosos e muitas outras. Seriam os hormônios capazes de explicar que uma mulher tenha vínculo forte com o marido, mas, simultaneamente, sinta desejo pelo colega de trabalho e fique apaixonada pelo vizinho?

Participantes: Cibele Fabichak, médica, é mestre em Fisiologia do Estresse e especialista em Medicina do Esporte pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi professora e pesquisadora nas áreas de Endocrinologia, Cardiologia e Neurociências da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, da Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Metodista de São Paulo. Participa ativamente de projetos científicos com foco na sexualidade humana. É autora de livros, entre eles “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens”. Maria Alves de Toledo Bruns, psicanalista, também é autora de livros, entre eles “Gênero em Questão”. Professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é especialista em sexualidade e lidera o Grupo de Pesquisa Sexualidade Vida, da USP e do Cnpq. Ricardo de Oliveira Souza, neurologista, é pós-graduado em Neuropsiquiatria e Neurologia do Comportamento Humano. Trabalha no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro, e é professor de Neurologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). É também coordenador de Neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

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20 a 26 de  maio – Burocracia X Ciência

Um exemplo de dificuldades burocráticas que quase impediu o Brasil de desenvolver a primeira linhagem de células tronco nacionais: um líquido especial, que vem do Canadá e precisa ser conservado numa temperatura de menos 73 graus, ficou retido em pleno calor da Alfândega do Rio, obrigando os cientistas a fazerem um revezamento durante dias para levar gelo seco para preservar o produto até conseguir liberar a importação. Sem esse líquido, o “emitízer”, era impossível desenvolver as pesquisas. Neste caso os pesquisadores acabaram encontrando uma solução criativa ao criar uma nova substância sensível, o “mêizer”, que custou um quarto do preço da substância importada. Mas nem sempre é assim neste jogo entre burocracia e ciência: pesquisadores narram casos de aparelhos danificados, amostras congeladas derretidas e dificuldades de contratação de pessoal, entre muitos outros. Por isso eles defendem mudanças na burocracia que atravanca o progresso da ciência.

Participantes: João Ramos Mello Neto, mestre e doutor em física, com pós-doutorados no exterior, é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Secretário da regional Rio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, parceira do programa, representou a presidente Helena Nader, impedida de estar presente por um compromisso de última hora. Carlos Alberto Marques Teixeira, engenheiro com mestrado em economia e gestão empresarial, se especializou em tecnologias de gestão da produção e é coordenador geral da diretoria regional do Rio de Janeiro e diretor substituto do Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Jerson Lima Silva, formado em medicina, com mestrado e doutorado no Instituto de Biofísica, chefia o Laboratório de Termodinâmica de Proteínas e Vírus da UFRJ, onde também dirige o Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear de Macromoléculas. É também diretor científico da Faperj – a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Lucia Carvalho Pinto de Melo, graduada em engenharia química, com mestrados em física e em energia e meio ambiente, acabou especializando-se em planejamento e políticas de ciência. Presidiu, de 2005 a 2011, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição responsável por formular e implantar políticas para o campo científico. É pesquisadora titular da fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco e integra o Grupo de Trabalho da SBPC para mudanças nos marcos legais.

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13 a 19 de maio – Doenças nos tempos modernos

Quando todo mundo pensava que sarampo era coisa do passado, a doença volta a assustar em vários países. Isso quando não surge repentinamente uma gripe chamada de suína, com um novo tipo de vírus ameaçando um mundo que se contata fisicamente de forma muito rápida, por conta das viagens aéreas e da ampla circulação de pessoas entre vários países. Esse mundo de hoje, agitado e concorrido, faz aumentar os diagnósticos de estresse, provocando depressões e outros distúrbios. As pressões do dia a dia urbano incluem ainda doenças posturais, lesões de repetição e reflexos circulatórios. Este programa discute a capacidade da ciência de amenizar ou mesmo solucionar os problemas de saúde decorrentes da modernidade.

Participantes: Roberto Medronho, médico, com doutorado em Saúde Pública, é professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige a Faculdade de Medicina. Integra o Conselho Editorial de cientistas do Tome Ciência. Mario Barreira Campos, psiquiatra, é superintendente dos Institutos Municipais de Saúde Mental da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.

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