Programação

 

 

14 a 20 de julho – Tecnologia e seu impacto na saúde

A evolução da ciência nos últimos anos fica mais evidente na saúde, onde é inegável a importância da tecnologia – que é ciência aplicada – na melhoria da qualidade de vida no mundo todo. Remédios, vacinas, anestésicos; ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computadorizada – são muitas as opções para diagnóstico e cura. Existem ainda os exemplos em equipamentos voltados para terapias, como os que permitem a fragmentação de pedras nos rins, a hemodiálise, o cateterismo, endoscopia, cirurgias minimamente invasivas, feitas com auxílio de câmaras minúsculas, e muito mais. Mas será que nosso país tem profissionais capazes de produzir e manter esta tecnologia, muitas vezes importada, em hospitais de todo o imenso território brasileiro? E o acesso? Estará ao alcance de todos? O Sistema Único de Saúde tem como garantir a universalização desses avanços científicos? Esses questionamentos partem dos próprios cientistas da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, pois foram eles que sugeriram e se dispuseram a debater o assunto, pois as sociedades vinculadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – a SBPC – participam do Conselho Científico do Tome Ciência sugerindo assuntos e indicando convidados.

Participantes: Renato Amaro Zângaro, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, é graduado em engenharia elétrica, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior, em engenharia biomédica, e é professor titular da Universidade Camilo Castelo Branco – a Unicastelo, de São Paulo. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, graduado em engenharia elétrica e mestre e doutor em engenharia biomédica, é o Coordenador Geral de Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde do Ministério da Saúde. Alcimar Barbosa Soares, graduado em engenharia elétrica, com mestrado e doutorado em engenharia biomédica, é Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia.Henrique Olavo de Olival Costa, com graduação e doutorado em medicina, é coordenador de pesquisas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

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21 a 27 de julho – Ciência na mesa de negociações

A publicação de uma descoberta em revista científica, durante muitos anos foi o único processo de reconhecimento e de intercâmbio entre os pesquisadores. A velocidade das comunicações no mundo globalizado alterou o processo de produção de conhecimento, que se tornou também mais claramente vinculado aos conceitos de soberania nacionais. Recentemente os cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência defenderam o uso do desenvolvimento tecnológico como ferramenta diplomática para o governo dos Estados Unidos. Mais que nunca a ciência faz parte agora da mesa de negociações. Neste programa, especialistas esclarecem quais seriam as novidades, as demandas e os obstáculos para um desempenho mais amplo, profundo e efetivo da colaboração científica em busca do desenvolvimento sustentável para todos os países, sem prejuízos e perdas para as condições de vida no planeta.

Participantes: José Monserrat Filho, assessor de comunicação quando da criação, em 1985, do Ministério da Ciência e Tecnologia, chefiou a Assessoria de Cooperação Internacional do então MCT. Graduado em direito em Moscou, com mestrado e doutorado em direito internacional, estudou em Haia e em Estrasburgo, na França. João Alziro Herz da Jornada, professor titular de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez pós-doutorado nos Estados Unidos e preside o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – o Inmetro –, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Adilson de Oliveira, graduado em engenharia química, com doutorado e pós-doutorado no exterior, mas em economia, é professor titular do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirige o Colégio Brasileiro de Altos Estudos. Hayne Felipe da Silva, graduado em farmácia com mestrado em química de produtos naturais, foi coordenador técnico do programa Farmácia Popular do Brasil e diretor de Farmanguinhos, unidade responsável pela produção anual de um bilhão de medicamentos por ano que, além de pesquisar e produzir novos remédios, possui um sistema de interação internacional que possibilita intercâmbios, colaborações e também alguns conflitos no mercado de fármacos.

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28 de julho a 3 de agosto – Pesquisa de campo, alimentos na mesa

Da época de nosso descobrimento para cá, muita coisa mudou. A evolução do nosso conhecimento científico tratou de relativizar o ufanismo da famosa frase “em se plantando, tudo dá”, de Pero Vaz de Caminha, quanto às nossas qualidades agrícolas. O milho,por exemplo, que veio do México, precisou ter sua linhagem melhorada para poder ser rentável. Hoje, com modificações genéticas, está no topo das polêmicas sobre alimentos transgênicos. O milho também serve como exemplo moderno de alimentos fortificados – ou acrescidos de vitaminas – para melhorar a alimentação da população. O trajeto da agricultura em nosso país é a própria história de como o conhecimento e a pesquisa científica podem influir na produtividade e na qualidade do que plantamos e colocamos em nossa mesa. Esse é o tema em debate com especialistas em pesquisas de alimentos.

Participantes: Jose Luiz Viana de Carvalho, engenheiro agrônomo, com mestrado em ciência e tecnologia de alimentos, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – atuando principalmente com biofortificação de alimentos, segurança alimentar, qualidade tecnológica e sistemas de gestão da qualidade. Rubens Onofre Nodari, agrônomo, com mestrado e doutorado, é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, com experiência na área de genética vegetal e melhoramento de plantas, já tendo sido gerente de recursos genéticos vegetais do Ministério do Meio Ambiente. Silvio Valle Moreira, originalmente médico veterinário, se especializou em engenharia genética, na Itália, na França, nos Estados Unidos e em Cuba. Pesquisador titular em saúde pública na Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, é membro de várias comissões de biossegurança, inclusive a que trata da avaliação de transgênicos seus derivados na Anvisa , Agência Nacional de Vigilância Sanitária. José Antônio Azevedo Espíndola, mestre e doutor em agronomia, lidera na Embrapa um projeto de agricultura orgânica para o Brasil, que reúne 27 centros de pesquisa, mais de 350 pesquisadores e técnicos, além de 25 instituições parceiras, como ONGs, universidades, e instituições de pesquisa e extensão.

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11 a 17 de agosto – A ciência da velhice

Nosso famoso país de jovens envelhece tão rapidamente que até 2025 já seremos o sexto do mundo em número de idosos. Em 2020 a população começará a encolher e a expectativa de vida aumentará ainda mais. A ciência faz parte do processo, conhecendo e combatendo mais as doenças e o próprio envelhecimento. Mas há quem garanta que nosso sistema de saúde não está preparado para lidar com esse aumento de expectativa de vida: faltam asilos, cuidadores e até o respeito da sociedade. Especialistas nessa nova realidade de um Brasil que envelhece esclarecem no que o conhecimento científico pode ajudar a garantir uma velhice digna.

Participantes: Renato Peixoto Veras, médico, com mestrado e doutorado em envelhecimento, e professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é o diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade, uma iniciativa pioneira da UERJ. Marcia Rozenthal, doutora em psiquiatria, psicanálise e saúde mental, é professora e coordenadora do Centro Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão sobre o Envelhecimento (Cempe) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio. Lucia França é professora titular do mestrado em psicologia da Universidade Salgado de Oliveira, onde desenvolve projetos e pesquisas sobre atitudes e educação para a aposentadoria, tema de sua tese de doutorado. Sandra Rabello de Frias, formada em assistência social, é a secretaria geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa no Estado do Rio de Janeiro e também coordenadora de projetos de extensão da Unati, a Universidade Aberta da Terceira Idade.

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18 a 24 de agosto – Mais energia na ciência do clima

O mundo inteiro fala e diz que se preocupa com o aquecimento global e com a necessidade de mudar de rumos para alcançar um desenvolvimento sustentável. Mas quando ocorre a oportunidade de um encontro mundial para acertar como fazer – tal como ocorreu no final de 2009, em Copenhague – não se chega a um acordo. O mesmo já tinha acontecido com o protocolo de Kyoto, que previa medidas para a redução de carbono na atmosfera, mas que não contou com o apoio de países importantes, como os Estados Unidos, por exemplo. Como então sair do impasse? O que cada país pode fazer? O Brasil, durante a reunião de Compenhague, prometeu reduzir as queimadas. No início de 2010 criou um Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, em busca de aprimorar um caminho de energia menos poluente. Mas, ao mesmo tempo, estimula a idéia de tirar petróleo do pré-sal. Neste debate especialistas dão informações que possibilitam entender melhor as razões do desentendimento mundial e saber como a ciência pode ser utilizada cada vez mais para ajudar a combater o aquecimento global.

Participantes: Marcos Silveira Buckeridge, formado em ciências biológicas, professor da Universidade do Estado de São Paulo, a USP, tem doutorado e pós-doutorado no exterior, é o diretor científico do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. Coordena também um instituto nacional de bioetanol, que congrega 29 laboratórios em 6 estados, e é um dos pesquisadores indicados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Marina Freitas Gonçalves de Araújo Grossi é economista, preside o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o CEBDS – uma coalização empresarial responsável por 40% do produto interno bruto do país –, representou o governo nas negociações do Protocolo de Kyoto e foi coordenadora do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Carolina Burle Schmidt Dubeux, com doutorado em planejamento energético e ambiental, coordena o projeto Economia da Mudança do Clima no Brasil, também esteve na delegação brasileira da reunião de Copenhague e trabalha como pesquisadora do Centro Clima da Coordenação dos Projetos de Pósgraduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sérgio Besserman Vianna, professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é membro do conselho diretor da WWF- Brasil, o fundo mundial para a natureza, e trabalha no tema mudanças climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas conferencias da ONU, acompanhando de perto a reunião de Compenhague. Preside a Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro e é também comentarista da CBN, a central de rádio do Sistema Globo, e do canal a cabo Globonews.

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25 a 31 de agosto – De onde viemos, para onde vamos

Completados 150 anos – em julho de 2008 – da teoria da evolução, de Charles Darwin, o ser humano ainda se interroga sobre suas origens. Basta lembrar os criacionistas, que defendem a existência de uma inteligência superior por trás de todos os eventos de criação da vida. Neste mesmo ano de 2008, cientistas do mundo inteiro se juntaram para colocar em funcionamento, um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência, só para poder examinar as condições do Big Bang – para muitos a origem do universo. O que também é contestado. Afinal, do ponto de vista científico, como teria surgido a vida humana em nosso planeta? E o próprio planeta? E como anda a nossa evolução biológica? Superada pelas intervenções da medicina? Mais dependentes da cultura?

Participantes: Martin Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o CBPF, e pós-doutor em física na área de cosmologia. Ricardo Campos-da-Paz, biólogo e zoólogo, professor de evolução na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Unirio, com pós-doutorado no assunto, pois é um estudioso das teorias da evolução. Cláudia Augusta de Morais Russo, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, com pós-doutorado em genética animal e estudos dedicados aos processos evolutivos.

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1º a 7 de setembro  – Vacinas, o melhor remédio

Nos primeiros anos de 1900, quando o cientista Oswaldo Cruz tratou de vacinar a população do Rio de Janeiro contra a varíola, uma revolta popular que durou uma semana causou 23 mortes, dezenas de feridos e mais de mil presos. Muitos achavam que Iam ficar doentes por causa da vacina. Hoje a varíola é considerada doença erradicada no Brasil, exatamente por conta da vacina.O mesmo aconteceu com a poliomielite. E não há pais que reajam mais contra a vacinação dos bebês. Uma vacina contra a AIDS ou uma vacina que impeça a dengue é uma realidade próxima para os cientistas brasileiros. Uma solução capaz de economizar vidas, recursos financeiros e muito sofrimento. Afinal, desde que o médico inglês Edward Jenner criou, em 1796, a primeira vacina contra a varíola, se tornou consenso entre a comunidade científica que não há método melhor para se erradicar uma doença.

Participantes: Ricardo Galler, formado em biologia animal pela Universidade de Brasília, com mestrado em ciências biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado na Alemanha, pesquisa vacinas contra a malária e contra a dengue. É vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz – Bio-Manguinhos –, unidade capaz de produzir 300 milhões de vacinas por ano. Davis Ferreira, diretor do departamento de Virologia da UFRJ, é graduado em biologia celular e molecular pela Universidade do Estado de São Francisco, nos Estados Unidos, com mestrado em ciências biológicas e doutorado em microbiologia. Também é professor da Universidade do estado norte-americano da Carolina do Norte, onde fez seu pós-doutorado. Marcos Freire, originalmente graduado em veterinária pela Universidade Federal Fluminense, com doutorado em biologia parasitária, coordena a Rede de Vacinas Recombinantes do Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Insumos para a Saúde, com sede em Bio-Manguinhos.

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8 a 14 de setembro – Na cena do crime, a hora dos peritos

O assassinato da menina Isabela Nardoni, que escandalizou o país por envolver o próprio pai e sua nova mulher, evidenciou a grande quantidade de recursos tecnológicos que envolvem os laudos técnicos. Atualmente, única gota de sangue pode trazer mais informações sobre a cena de um crime do que um eventual depoimento de testemunha. Cada vez mais a ciência fornece subsídios para as investigações. Física, química, microscopia eletrônica – são muitas as áreas de estudo, sem falar na já famosa psicologia, pois sempre nos intriga buscar razões ou tentar compreender os motivos dos crimes. Para verificar o quanto a ciência já faz parte da criminalística – ao ponto de ter sido criado um Programa Nacional de Ciência e Tecnologia Aplicada na Segurança Pública – convidamos especialistas no assunto. Talvez seja até mais apropriado dizer, verdadeiros peritos.

Participantes: Claúdio Cerqueira Lopes, originalmente famacêutico, tem pós-doutorado em síntese orgânica na Universidade de Berkeley e é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É um dos criadores do Luminol, o produto nacional que descobre manchas sangue mesmo em áreas lavadas – invenção que está ajudando a desvendar crimes e economizar as divisas do país. Bruno Duarte Sabino, também com graduação em farmácia, tem doutorado em biologia celular e molecular e além de professor de química forense na Pós-graduação da Universidade Castelo Branco, no Rio de Janeiro, integra a nova equipe científica do Inmetro – o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. É perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, do Estado do Rio de Janeiro. Talvane Marins de Moraes, especializado em psiquiatria forense e medicina legal, já foi diretor da Polícia Técnica no Estado do Rio e Janeiro e é coordenador do Departamento de Ética e Psiquiatria Legal da Associação Brasileira de Psiquiatria. Sérgio Lomba, delegado, diretor da Academia de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, que acaba de criar um novo núcleo de excelência para ajudar a esclarecer cientificamente as peças técnicas elaboradas nos serviços médico-legais.

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15 a 21 de setembro – Alternativas energéticas em combustão

A possibilidade de crescimento da produção brasileira de petróleo na plataforma continental, não garante o futuro do Brasil dentro de um quadro mundial de preocupação com as condições climáticas. Mas o biodiesel e o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, menos poluentes e festejados como solução, já enfrentam várias acusações, de responsáveis pelo aumento mundial dos preços de alimentos à perda de biodiversidade no planeta. As pesquisas com o biocombustível avançam dentro dos laboratórios científicos e a contribuição do conhecimento é cada vez maior para o entendimento das implicações comerciais e ambientais que cercam esse assunto. Para tentar entender qual será futuro das alternativas energéticas no Brasil e no mundo, o programa convidou especialistas diretamente envolvidos com o dia-a-dia do ramo, verdadeiros doutores em energia.

Participantes: João Norberto Noschang, geólogo com pós-graduação em Engenharia de Segurança, integra a Diretoria Industrial da Petrobras Biocombustível. Foi o primeiro coordenador do Programa Tecnológico de Energias Renováveis da empresa e também estruturou as linhas de pesquisa da Petrobras em biocombustíveis, incluindo biodiesel e etanol de segunda geração, e ainda as de energia eólica, solar, térmica, fotovoltaica e energia dos mares. Elba Bom, professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, é coordenadora científica e coordenadora setorial da área de produção de celulases do Projeto Bioetanol. O projeto, financiado pelo Governo Federal, envolve 15 universidades brasileiras, centros de pesquisa, uma empresa e a colaboração de universidades estrangeiras. Álvaro Barreto, pesquisador do Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes do Instituto Nacional de Tecnologia , INT, é o coordenador do grupo temático responsável pela caracterização e controle de qualidade da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia. Eduardo Cavalcanti, pesquisador da Divisão de Corrosão do INT, coordena o projeto para implantação de biodiesel em municípios das regiões sul e metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj.

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22 a 28 de setembro – Novas terapias: o futuro é hoje?

A aprovação da lei que autorizou o uso das células-tronco em pesquisas no Brasil, em março de 2005, aumentou a expectativa dos que viam nas terapias celulares a solução para suas doenças, apesar de todos os avisos médicos de que o caminho era longo. Foram três esperados anos até o que o Supremo Tribunal Federal liberasse declarasse constitucional as pesquisas com células-tronco embrionárias humanas. A partir daí, em menos de seis meses, ainda em 2008, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Rio de Janeiro anunciou a obtenção da primeira linhagem 100% nacional dessas células. Um avanço capaz de acelerar ainda mais as pesquisas no Brasil. Resta saber quando teremos, no presente, a visão meio futurista de novos tratamentos fantásticos, capazes de debelar doenças de maneira nunca antes alcançada. Os passos que já foram dados e o que falta caminhar são o tema deste programa.

Participantes: Aline Marie Fernandes, originalmente química, doutoranda em morfologia celular na equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro que trabalhou na obtenção da primeira linhagem nacional de célula-tronco, sob a liderança do pesquisador Stevens Rehen. Rosalia Mendez-Otero, doutora em ciências biológicas, com pós-doutorado no exterior, é professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena estudos de terapia celular em acidente vascular cerebral, realizando tratamentos com células-tronco dos próprios pacientes. Marcelo Marcos Morales, médico e professor do Instituto de Biofísica da UFRJ, doutor em biologia, com atuação em terapias gênicas e celulares nos casos de lesões renais e pulmonares, preside a Sociedade Brasileira de Biofísica e Comportamento. Bernardo Rangel Tura, mestre em saúde pública e doutor em clínica médica, é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, e médico do Instituto Nacional de Cardiologia, onde integra a equipe de pesquisa de terapia celular em cardiopatias, com ênfase em cardiopatia dilatada (Doença de Chagas).

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