Biodiversidade em busca do futuro

O Brasil tem a maior diversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em diversidade vegetal. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente, podem representar apenas 10% da vida no país. Conhecer os 90% restantes pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração florestal e a pesca, além de abrir uma ampla possibilidade na área de novos fármacos. Motivado pelo Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, o Brasil pretende investir cinco vezes mais dinheiro em pesquisas, o que certamente pode alterar nosso futuro.

Participantes: Ladislau Araujo Skorupa, engenheiro florestal e doutor em ciências biológicas, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Embrapa – na unidade de meio ambiente, onde atua na área de botânica e engenharia florestal, com ênfase em recuperação de áreas degradadas, especialmente da Amazônia. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do departamento de química orgânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se dedica a pesquisas com plantas medicinais. João Alves de Oliveira, formado em ciências biológicas, com mestrado e doutorado em zoologia, faz pesquisas em sistemática e taxonomia de mamíferos e é professor do Departamento de Vertebrados do Museu Nacional da UFRJ, onde também exerce a função de curador da coleção de mamíferos, a maior da América Latina, com mais de 100 mil espécimes. Gustavo Ribeiro Xavier, doutor em ciência do solo e professor da pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e, também, da UFRJ, em biotecnologia vegetal, atua como pesquisador da Embrapa na área de ecologia microbiana, voltada para aplicações práticas de biotecnologia.